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terça-feira, 31 de agosto de 2010

OS MELHORES DO MUNDO

SOCIOLINGUÍSTICA



Sociolinguística é o ramo da linguística que estuda a relação entre a língua e a sociedade.

Há três termos importantes para a sociolinguística que podem ser facilmente confundidos entre si:

Variedade - a variedade é o termo que corresponde, grosso modo, ao termo dialeto. Assim, por exemplo, os dialectos portugueses setentrionais podem ser sub-divididos em dialectos transmontanos e alto minhotos e ainda dialectos baixo-minhotos-durienses-beirões. A variedade standard é o padrão linguístico de uma comunidade. Sociolinguisticamente, é comum encontrar a variedade standard junto dos centro de decisão e de poder de uma comunidade. Assim, em Portugal, a variedade standard é a falada na região de Lisboa a Coimbra. Contudo, na comunidade linguística do Brasil a variedade standard está associada às variedades de várias capitais estaduais. Cada variedade linguística tem uma gramática própria igualmente válida. Dentro de cada variedade há tensões e grupos sociais com traços próprios. Dentro de cada varieade linguística há variação interna em função dos vários critérios: idade, sexo, escolaridade, etc.

Variante - o termo variante é utilizado nos estudos de sociolinguística para designar o item linguístico que é alvo de mudança. Assim, no caso de uma variação fonética, a variante é o alofone. Representa, portanto, as formas possíveis de realização. No entanto, na linguística geral, o termo variante dialetal é usado como sinónimo de dialeto.

Variável - a variável é o traço, forma ou construção linguística cuja realização apresenta variantes observadas pelo investigador.

A LÍNGUA DE EULÁLIA

Resumo do Livro : A língua de Eulália

Vera, Sílvia e Emília são professoras de um colégio público e universitárias que vão passar férias na casa de Irene, que é Lingüista, e tia de Vera.
Ao chegarem, as meninas criticam o Português falado por Eulália – empregada da casa,a partir daí Irene resolve explicar questões lingüísticas a elas e mostra através de aulas que o preconceito lingüístico não possui fundamento pois a história da Língua Portuguesa passou por várias fases e cada uma delas justifica o uso de variedades lingüísticas.
Nessa jornada lingüística, vários conceitos são abordados, os principais são: o mito da língua homogênea,ou seja, as variedades lingüísticas existem e precisam ser respeitadas, e o seu uso não deve ser considerado errado, pois são maneiras diferentes de se falar a mesma língua e sua utilização não prejudica o entendimento e tudo que parece erro no Português não-padrão tem uma explicação lógica e científica e incentiva o ensino da norma padrão pois esta foi criada para que exista um modelo de comunicação nacional, no entanto sugere que o ensino desta seja voltado para a Lingüística.
O livro busca sempre comparar o Português padrão com o não-padrão para provar que há mais semelhanças que diferenças entre eles.Neste contexto discute que os falantes da norma não-padrão têm dificuldade de aprender a norma padrão, primeiramente porque o primeiro é transmitido naturalmente, já o segundo requer aprendizado e como na maioria das vezes essas pessoas pertencem à classe baixa, abandonam a escola cedo para trabalhar ou desistem de estudar por serem discriminadas lingüisticamente, dessa forma o problema adquiriu grandes proporções.
Todavia, a eficácia do Português não-padrão não pode ser negada, pois consegue diminuir as regras gramaticais as tornando mais simples, isso ocorre freqüentemente com o uso de concordância, plural e conjugação verbal.Essa postura não deve ser abominada pois esse processo é comum em muitas outras línguas, mesmo na norma padrão delas como o Inglês, por exemplo.
No caso do Português, há ocorrências de vários fenômenos lingüísticos, os principais são: Rotacismo que é a troca de L por R ,este pode ser explicado através da origem das palavras no latim que recebiam R, mas com o passar do tempo essas palavras sofreram modificações, porém alguns falantes não tiveram ciência disso e assim estão preservando os traços do Português arcaico, Yeísmo que é a troca de LH por I, essas mudanças ocorreram devido a ser mais cômodo pronunciar I do que LH, Assimilação é a transformação de ND em N e de MB em M, isso se explica porque essas consoantes são dentais e o som de uma está muito próximo da outra, Redução: ocorre quando as vogais E e O são pronunciadas como I e U, Contração das proparoxítonas em paroxítonas, que não é exclusivo do Português não-padrão que tem um ritmo paroxítono, já que palavras proparoxítonas em Latim passaram a serem paroxítonas também no Português padrão, Desnalização de vogais postônicas que ocorre na norma padrão e não-padrão, caracteriza-se por eliminar o som nasal das vogais que estão depois da sílaba tônica, o que é uma tendência natural da língua, Arcaísmo que surgiu devido ao Português arcaico ter sido ensinado no Brasil, com isso seus traços ainda permanecem em regiões afastadas das metrópoles brasileiras pela falta de contato com as mudanças que surgiram na língua, Analogia que é a mudança lingüística causada pela interfe-rência de uma forma já existente,por exemplo palavras que mudam de classe gramatical por causa do som de uma vogal, e o caso do pronome oblíquo mim como sujeito de infinitivos,com este ocorreu algo interessante pois esse costume foi transmitido dos menos cultos para os mais cultos. Seu uso, entre outras explicações justifica-se pelo pronome mim ser tônico e procurar enfatizar a oração.
Com o surgimento desses fenômenos a língua tornou-se mais complexa e quando é necessário aplicar as normas gramaticais novas regras são geradas pelo Português não-padrão que é inovador, a referente à função da partícula se como verdadeiro sujeito da oração é uma delas,dessa forma a ordem sujeito-verbo-objeto é obedecida, embora essa norma não seja aceita pela Gramática Tradicional (neste caso),seu uso é totalmente compreensível pois reúne uma explicação sintática,uma semântica na qual o sentido da oração é respeitado e outra pragmática que aborda o uso que o falante faz da fala para obter determinado efeito.
Após a apresentação desses temas o livro questiona o ensino tradicional de Língua Portuguesa e aponta como solução para reduzir o abismo entre o Português padrão e o não-padrão que as escolas incorporem usos lingüísticos novos utilizados pela literatura, aceitem o fim do mito da língua única e admitam que a língua está em constante mudança. O ensino de língua Portuguesa também precisa abordar temas como variantes lingüísticas e fenômenos da língua, para informar o aluno sobre o uso prático da língua, assim evitando preconceitos e nunca deixar de mencionar seu valor social , para instruí-lo quando ele deve usar o Português padrão.
Evidentemente essas transformações não acontecerão rapidamente pois há imposições para que o ensino não mude, por parte dos gramáticos que não cansam de criar regras para conservar o Português padrão e em conseqüência disso o distanciam do Português não- padrão.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

DITOS POPULARES

Nossa Língua Portuguesa
Prof. Pasquale Cipro Neto

No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'
Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'

EU NÃO SABIA. E VOCÊ?
Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.'
Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.'
'Cor de burro quando foge.'
O correto é:
'Corro de burro quando foge!'
Outro que no popular todo mundo erra: 'Quem tem boca vai a Roma.' O correto é: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar).
Outro que todo mundo diz errado,
'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa.
O correto é:'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore)
Mais um famoso... 'Quem não tem cão, caça com gato.'
O correto é: 'Quem não tem cão, caça como gato... ou seja, sozinho!'

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É O QUE TEM PRA HOJE: "POUCO PAPO E SÓ... SU-CEEEEEEES-SO!!!"



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