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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

IMPLÍCITO X EXPLÍCITO

Adjetivo

Singular Plural
Masculino implícito implícitos
Feminino implícita implícitas
Comum aos dois
géneros/gêneros

im.plí.ci.to

  1. diz-se do que está subentendido ao invés de explicitamente expressado; tácito

Adjetivo

Singular Plural
Masculino explícito
ex.plí.ci.to
explícitos
ex.plí.ci.tos
Feminino explícita
ex.plí.ci.ta
explícitas
ex.plí.ci.tas
Comum aos dois
géneros/gêneros
explícito explícitos

ex.plí.ci.to masculino

  1. explicado em detalhes, sem deixar dúvidas;
  2. apresentado sem apresentar restrições ou censura:
    sexo explícito

Sinónimos

Antónimos

Gnome-globe.svg Tradução

IGNORÂNCIA - E VC AÍNDA ME PERGUNTA PARA QUE ESTUDAR.

A ignorância se refere à falta de conhecimento, sabedoria e instrução sobre determinado tema, ou ainda à crença em elementos amplamente divulgados como falsos. Em situação em contrapartida o ignorante estabelece critérios que desclassifiquem o conselho alheio, em prol da sua falta de conhecimento, busca estabelecer ideias falsas sobre si mesmo e o mundo que o cerca de forma errônea,que desagrade aqueles que o cercam. Ignorância é não saber, e não saber que não se sabe.

ÍGNEO

Adjetivo

íg.neo masculino

Singular Plural
Masculino ígneo
{{{2}}}o
ígneos
{{{2}}}os
Feminino ígnea
{{{2}}}a
ígneas
{{{2}}}as
Comum aos dois
géneros/gêneros
  1. Da natureza e/ou da cor do fogo.
  2. Que é do fogo.
  3. Rocha de natureza vulcânica.
  4. Substância de natureza inflamável.
  5. Natureza do que se inflama.
  6. Que arde muito.
  7. (Geologia) Resultado da ação do fogo.

Sinônimos

De 1:
De 5:
De 6:

Fraseologia

TEXTO DA PROVA

CACHORRO VELHO
Uma velha senhora foi para um safari na África e levou seu velho cachorrinho “poodle” com ela.
Um dia, caçando borboletas, o velho cãozinho, de repente, deu-se conta de que estava perdido.
Vagando a esmo, procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direção, com intenção de conseguir um bom almoço.
O cachorro velho pensa: - "Oh, oh! Estou mesmo enrascado! Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador.
Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto: - Cara, este leopardo estava delicioso ! Será que há outros por aí?
Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e se esgueira na direção das árvores.
- Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco ! O velho poodle quase me pega!
Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que viu. Negociaria com o predador seu conhecimento de que o poodle não havia comido leopardo algum, por proteção para si mesmo.
E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro o vê
correndo na direção do predador em grande velocidade, e pensa: - Aí tem coisa!
O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo.
O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de bobo, e diz: -"Aí, macaco! Suba nas minhas costas para você ver o que acontece com aquele cachorro abusado!"
Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em sua direção, com um macaco nas costas, e pensa: - E agora, o que é que eu posso fazer ?
Mas, em vez de correr (sabe que suas pernas doídas não o levariam longe...), o cachorro senta, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz: -"Cadê o safado daquele macaco? Estou com fome! Eu o mandei buscar outro leopardo para mim!
" Moral da história: não mexa com cachorro velho... idade e habilidade se sobrepõem à juventude e intriga. Sabedoria só vem com idade e experiência.

ERRAR

EU ERRO
TU ERRAS
ELE... ELA ERRA
NÓS ERRAMOS
VÓS ERRAIS
ELES... ELAS ERRAM
(...)
EU...
ERREI!!!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

VERBO

Verbo é o nome dado à classe gramatical que designa uma ocorrência ou situação. É uma das duas classes gramaticais nucleares do idioma, sendo a outra o substantivo. É o verbo que determina o tipo do predicado, que pode ser predicado verbal, nominal ou verbo-nominal. O verbo pode designar ação, estado ou fenômeno da natureza.

Classificação

Definem-se os verbos tradicionalmente como as palavras que indicam ação, estado ou fenômeno da natureza. Podem ser divididos das seguintes formas e verbos não são apenas ações, são também usado para ligar o sujeito do predicativo:

Quanto à semântica

  • Verbos transitivos: Designam ações voluntárias, causadas por um ou mais indivíduos, e que afetam outro(s) indivíduo(s) ou alguma coisa, exigindo um ou mais objetos na ação.Podendo ser transitivo direto, quando não exigir preposição depois do verbo, ou transitivo indireto, quando exigir preposição depois do verbo. Ou ainda transitivo direto e indireto.
  • Verbos intransitivos: Designam ações que não afetam outros indivíduos. Exemplos: andar, existir, nadar, voar etc.
  • Verbos impessoais: São verbos que designam ações involuntárias. Geralmente (mas nem sempre) designam fenômenos da natureza e, portanto, não têm sujeito nem objeto na oração. Exemplos: chover, anoitecer, nevar, haver (no sentido de existência) etc.
  • Verbos de ligação: São os verbos que não designam ações; apenas servem para ligar o sujeito ao predicativo.
Exemplos: ser, estar, parecer, permanecer, continuar, andar, tornar-se, ficar, viver, virar etc...uou

Quanto à conjugação

  • Verbos da primeira conjugação: São os verbos terminados em ar: molhar, cortar, relatar, etc.
  • Verbos da segunda conjugação: são os verbos terminados em er: receber, conter, poder etc. O verbo anômalo pôr (único com o tema em o), com seus compostos (compor, depor, supor, transpor, antepor, etc.), também é considerado da segunda conjugação devido à sua conjugação já antes realizada (Ex: fizeste, puseste), decorrente de sua forma do português arcaico poer, vinda do latim ponere.
  • Verbos da terceira conjugação: são os verbos terminados em ir: sorrir, fugir, iludir, cair, abrir, etc.

Quanto à morfologia

  • Verbos regulares: Flexiona sempre de acordo com os paradigmas da conjugação a que pertencem. Exemplos: amar, vender, partir, etc.
  • Verbos irregulares: Sofrem modificações em relação aos paradigmas da conjugação a que pertencem, tendo modificações no radical e nas terminações. Exemplos: resfolegar, caber, medir ("eu resfolgo", "eu caibo", "eu meço", e não "eu resfolego", "eu cabo", "eu medo").
    • Verbos anômalos: Entre os irregulares se destacam os anômalos. São verbos que não seguem os paradigmas da conjugação a que pertence, sendo que muitas vezes o radical é diferente em cada conjugação. Exemplos: ir, ser, ter ("eu vou", "ele foi"; "eu sou", "tu és", "ele tinha", "eu tivesse", e não "eu io", "ele iu", "eu sejo", "tu sês", "ele tia", "eu tesse"). O verbo "pôr" pertence à segunda conjugação e é anômalo a começar do próprio infinitivo.
  • Verbos defectivos: Verbos que não têm uma ou mais formas conjugadas. Exemplo: precaver - não existe a forma "precavenha".
  • Verbos abundantes: Verbos que apresentam mais de uma forma de conjugação. Exemplos: encher - enchido, cheio; fixar - fixado, fixo; fazer - faz, faça; dizer - diz, diga; trazer - traz, traga.

Flexão

Os verbos têm as seguintes categorias de flexão:
  • Número: singular e plural.
  • Pessoa: primeira (transmissor), segunda (receptor), terceira (mensagem).
  • Modo: indicativo,subjuntivo e imperativo, alem das formas nominais (infinitivo, gerúndio e particípio).
  • Tempo: presente, pretérito perfeito, pretérito imperfeito, pretérito mais-que-perfeito, futuro do presente, futuro do pretérito.
  • Voz: ativa, passiva (analítica ou sintética), reflexiva.
Ativa: O sujeito da oração é que faz a ação. Ele sempre fica na frente da frase.
Ex : Os alunos resolveram todas questões.
Passiva : O sujeito recebe a ação.Ele sempre fica no final da frase.
Ex : Todas questões foram resolvidas pelos alunos.
Reflexiva : O sujeito faz e também recebe a ação.
Ex: Ana se cortou ou se machucou.

[editar] Formas nominais

  • O infinitivo: São terminados em r. Ex.: Amar, Comer, Latir.
  • O particípio: São terminados em ado, ada, ido ou ida. Ex.: Amado, Amada, Comido, Comida, Latido, Latida.
  • O gerúndio: São terminados em ndo. Ex.: Amando, Comendo, Latindo.

PREPOSIÇÃO


Preposição

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Classes gramaticais
Variáveis
Nomes
Substantivo
Adjetivo
Pronome
Artigo
Verbos
Verbo
Invariáveis
Advérbios
Advérbio
Adposições
Preposição
Posposição
Circumposição
Conjunções
Conjunção
Interjeições
Interjeição
Fusões de Classes:
Combinação
Contração
Crase
Preposição é uma palavra invariável que liga dois elementos da oração, subordinando o segundo ao primeiro. Isso significa que a preposição é o termo que liga substantivo a substantivo, verbo a substantivo, substantivo a verbo, adjetivo a substantivo, advérbio a substantivo, etc. Só não pode ligar verbo a verbo: o termo que liga dois verbos (e suas orações) é a conjunção. Junto com as posposições e as raríssimas circumposições, as preposições formam o grupo das adposições.
Exemplo: "Os alunos do colégio assistiram ao filme de Walter Salles comovidos", teremos como elementos da oração os alunos, o colégio, o verbo assistir, o filme, Walter Salles e a qualidade dos alunos comovidos. O restante é preposição. Observe: "do" liga "alunos" o "colégio", "ao" liga "assistiram" a "filme", "de" liga "filme" a "Walter Salles". Portanto são preposições. O termo que antecede a preposição é denominado regente e o termo que a sucede, regido. Portanto, em "Os alunos do colégio...", teremos: os alunos = elemento regente; o colégio = elemento regido.

Essenciais

Aquelas que só funcionam como preposição, são elas: . a - ante - após - até - com - contra - de - desde - em - entre - para - perante - por - sem - sob - sobre - trás.

[editar] Acidentais

Aquelas que passaram a ser preposições, mas são provenientes de outras classes gramaticais, como:
  • durante,
  • afora,
  • menos,
  • salvo,
  • conforme,
  • exceto,
  • como,
  • que...
Exemplos:
  • Agimos conforme a atitude deles.
  • Conversamos muito durante a viagem.
  • Obtiveram como resposta um bilhete.
  • Ele terá que fazer o trabalho.
  • Conversamos pouco durante a viagem .

[editar] Contração

Junção de algumas preposições com outras palavras, quando a preposição sofre redução.
Ex. do (de + o); neste (em + este); à (a + a); duma (de + uma)
Observação: Não se deve contrair a preposição "de" com o artigo que inicia o sujeito de um verbo, nem com o pronome "ele(s)", "ela(s)", quando estes funcionarem como sujeito de um verbo. Por exemplo, a frase "Isso não depende do professor querer" está errada, pois professor funciona como sujeito do verbo querer. Portanto a frase deve ser "Isso não depende de o professor querer" ou "Isso não depende de ele querer".

[editar] Imperfeição

É um verbo que liga a um substantivo liberal, como: se fosses; se fossemos; se falharmos; e vários outros. Exemplos de frases: Se fossemos ao banco, tiraríamos o cheque. Se falharmos, não me perdoarei.

ADJETIVO

Adjetivo é uma palavra que caracteriza um substantivo atribuindo-lhe qualidade/característica, estado ou modo de ser. Flexionam-se em gênero, número e grau.

Sua função gramatical pode ser comparada com a do advérbio em relação aos verbos, aos adjetivos e a outros advérbios.

Exemplos: borboleta branca

Da mesma forma que os substantivos, os adjetivos contribuem para a organização do mundo em que vivemos. Assim, distinguimos uma fruta azeda de uma doce, por exemplo. Eles também estão ligados a nossa forma de ver o mundo: o que pode ser bom para uns pode ser mau para outros.

Flexão de adjetivos

Os adjetivos podem sofrer três tipos de flexão: por gênero, por número e por grau.

Flexão de Gênero

Os adjetivos podem ser divididos em dois grupos em relação ao gênero.

  • Adjetivos uniformes : Apresentam uma única forma para os dois gêneros (masculino e feminino). Exemplos: empregado competente (masculino)/empregada competente (feminino)
  • Adjetivos biformes : Apresentam duas formas para os dois gêneros (masculino e feminino). Exemplo: o homem burguês (masculino)/a mulher burguesa (feminino)

Em geral, para formar o feminino, os adjetivos levam a vogal -a no final do adjetivo e para formar o masculino eles levam a vogal -o no final do adjetivo. Exemplo: criativo (masculino)/criativa (feminino). Entretanto, pode haver exceções, como no caso dos masculinos terminados em -eu, que podem fazer o feminino em -eia (europeu, européia) ou em -ia (judeu, judia).

Flexão de Número

O adjetivo flexiona-se no plural de acordo com as regras existentes para o substantivo.

  • Nos adjetivos compostos, como regra geral, só o último elemento vai para o plural. Exemplo: poemas herói-cômicos

Há exceção para o adjetivo surdo-mudo, que faz o plural surdos-mudos.

  • Não há variação de número nem de gênero para os seguintes casos:
    • adjetivos compostos com nome de cor + substantivo: olhos verde-mar
    • adjetivo azul-marinho: calças azul-marinho
    • locuções adjetivas formadas pela expressão cor + de + substantivo: chapéus cor-de-rosa
    • os substantivos empregados em função adjetivas quando está implicita a idéia de cor: sapatos cinza
Regras para flexão de número para adjetivos compostos
  • Nos adjetivos compostos, só o último elemento vai para o plural

Exemplos:

  • lente côncavo-convexas
  • Nos adjetivos cores, eles ficam invariáveis quando o último elemento for um substantivo

Exemplos:

  • papel azul-turquesa/papéis azul-turquesa;
  • olho verde-água / olhos verde-água

Flexão de Grau

A única flexão de grau propriamente dita dos adjetivos é entre o grau normal e o grau superlativo absoluto. Exemplos: atual - atualíssimo, negro - nigérrimo, fácil - facílimo. Algumas palavras ainda admitem o grau comparativo. Exemplos: grande - maior, pequeno - menor, bom - melhor (não confundir com o advérbio bem - melhor. Exemplo: Esse é bom, aquele é melhor ≠ Ele fez bem, você fez melhor).

Nos demais casos, o grau é indicado não por flexões, mas por advérbios. São distintos os seguintes graus:

  • Comparativo de igualdade: Usa-se para expressar que um ser tem um grau de igualdade a outro ser. Pode ser determinado pelas locuções: tanto...quanto, ...assim como..., tão...quanto, ...do mesmo jeito que..., e outras variações. Por exemplo: "Fulano é tão alegre quanto sicrano".
  • Comparativo de superioridade: Usa-se para expressar que um ser tem um grau de superioridade a outro ser. Pode ser determinado pelas locuções: mais...que ou mais...do que. Exemplo: "José é mais alegre que Pedro".
  • Comparativo de inferioridade: Usa-se para expressar que um ser têm um grau de inferioridade a outro ser. Pode ser determinado pelas locuções: menos...que ou menos...do que. Exemplo: "José é menos alegre que Pedro".
  • Superlativo absoluto (analítico): Exprime um aumento de intensidade sobre o substantivo determinado pelo adjetivo, sem compará-lo com outros da mesma espécie. Exemplo: "José é muito alto".
  • Superlativo absoluto (sintético): É expresso com a participação de sufixos. O mais comum é –íssimo. Exemplo: “Trata-se de um artista originalíssimo”, “Seremos tolerantíssimos”.
  • Superlativo relativo de superioridade: Exprime uma vantagem de um ser entre os demais da mesma espécie. Exemplo: "José é o mais alto de todos".
  • Superlativo relativo de inferioridade: Exprime uma desvantagem de um ser entre os demais da mesma espécie. Exemplo: "José é o menos alto

Locução adjetiva

Na foto, uma mãe e seu filho. A mãe possui um amor de mãe ou maternal por seu filho. O adjetivo de mãe é locução adjetiva, pois são duas palavras que possuem o valor de um adjetivo

Locução adjetiva é a reunião de duas ou mais palavras com função de adjetivo. Elas são usualmente formadas por:

  • uma preposição e um advérbio
  • uma preposição e um substantivo

Exemplos:

  • Conselho da mãe = Conselho materno
  • Dor de estômago = Dor estomacal
  • Período da tarde = Período vespertino

SUBSTANTIVO

Substantivo é toda a palavra que é determinada por um artigo, pronome ou numeral, ou modificada por um adjetivo.
De acordo com a gramática portuguesa, um substantivo dá nome aos seres em geral e pode variar em gênero, número e grau.
Para transformar uma palavra de outra classe gramatical em um substantivo, basta precedê-lo de um artigo, pronome ou numeral. Exemplo: "O não é uma palavra dura". Artigos sempre precedem palavras substantivadas, mas substantivos (que são substantivos em sua essência) não precisam necessariamente ser precedidos por artigos.

Classificação

Quanto à formação

Dá-se o nome de substantivo a todas as palavras que nomeiam seres, lugares, objetos, sentimentos e outros.
Quanto à existência de radical, o substantivo pode ser classificado em:
Primitivo, derivado, simples e composto:
  • Primitivo: palavras que não derivam de outras. Ex.: flor, pedra, jardim, leite, goiaba, ferro, cobre, uva, maçã, metal...
  • Derivado: vem de outra palavra existente na língua. O substantivo que dá origem ao derivado (substantivo primitivo) é denominado radical. Ex.: pedreiro, jornalista, gatarrão, homúnculo.
Quanto ao número de radicais, pode ser classificado em:
  • Simples: tem apenas um radical. Ex.: água, couve, sol ...
  • Composto: tem dois ou mais radicais. Ex.: água-de-cheiro, couve-flor, girassol, lança-perfume, pé-de-moleque, cachorro-quente, guarda-chuva...

Quanto ao tipo

Quando se referir a especificação dos seres, pode ser classificado em:
  • Concreto: designa seres que existem ou que podem existir por si só. Ex.: casa, cadeira.
Também podem ser concretos os substantivos que nomeiam divindades (Deus, anjos, almas) e seres fantásticos (fada, duende), pois, existentes ou não, são sempre considerados como seres com vida própria.
  • Abstrato: designa ideias ou conceitos, cuja existência está vinculada a alguém ou a alguma outra coisa. Ex.: justiça, amor, trabalho, etc.
  • Comum: denomina um conjunto de seres de maneira geral, ou seja, um ser sem diferenciar dos outros do mesmo conjunto. Ex.: lobo, pizza, máscara.
  • Próprio: denota um elemento individual que tenha um nome próprio dentro de um conjunto, sendo grafado sempre com letra maiúscula. Ex.: João, Maria, Bahia, Brasil, Rio de Janeiro, Japão.
  • Coletivo: um substantivo coletivo designa um nome singular dado a um conjunto de seres. No entanto, vale ressaltar que não se trata necessariamente de quaisquer seres daquela espécie. Alguns exemplos:
    • Uma biblioteca é um conjunto de livros, mas uma pilha de livros desordenada não é uma biblioteca. A biblioteca discrimina o gênero dos livros e os acomoda em prateleiras.
    • Uma orquestra ou banda é um conjunto de instrumentistas, mas nem todo conjunto de músicos ou instrumentistas pode ser classificado como uma orquestra ou banda. Em uma orquestra ou banda, os instrumentistas estão executando a mesma peça musical ao mesmo tempo.
    • Uma "turma" é um conjunto de estudantes, mas se juntarem num mesmo alojamento os estudantes de várias carreiras e várias universidades numa sala, não se tem uma turma. Na turma, os estudantes assistem simultaneamente à mesma aula. Eles possuem alguma ação ou característica em comum em relação ao grupo.

Flexão do substantivo

Quanto ao gênero

Os substantivos flexionam-se nos gêneros masculino e feminino e quanto às formas, podem ser:
Substantivos biformes: apresentam duas formas originadas do mesmo radical. Exemplos: menino - menina, traidor - traidora, aluno - aluna.
Substantivos heterônimos: apresentam radicais distintos e dispensam artigo ou flexão para indicar gênero, ou seja, apresentam duas formas uma para o feminino e outra para o masculino. Exemplos: arlequim - colombina, arcebispo - arquiepiscopisa, bispo - episcopisa, bode - cabra, ovelha - carneiro.
Substantivos uniformes: apresentam a mesma forma para os dois gêneros, podendo ser classificados em:
  • Epicenos: referem-se a animais ou plantas, e são invariáveis no artigo precedente, acrescentando as palavras macho e fêmea, para distinção do sexo do animal. Exemplos: a onça macho - a onça fêmea; o jacaré macho - o jacaré fêmea; a foca macho - a foca fêmea.
  • Comuns de dois gêneros: o gênero é indicado pelo artigo precedente. Exemplos: o dentista - a dentista, um jovem - uma jovem, imigrante italiano - imigrante italiana.
  • Sobrecomuns: invariáveis no artigo precedente. Exemplos: a criança, o indivíduo (não existem formas como "o criança", "a indivíduo").

Quanto ao número

Os substantivos apresentam singular e plural.
Nos substantivos simples, para formar o plural, acrescenta-se à terminação em n, vogal ou ditongo o s. Ex: elétron/ elétrons, povo/ povos, caixa/ caixas, cárie/ cáries; a terminação em ão, por ões, ães, ou ãos; as terminações em s, r, e z, por es; terminações em x são invariáveis; terminações em al, el, ol, ul, trocam o l por is, com as seguintes exceções: "mal" (males), "cônsul" (cônsules), "mol" (mols), "gol" (gols); terminação em il, é trocado o l por is (quando oxítono) ou o il por eis (quando paroxítono).
Os substantivos compostos São aqueles que tem dois radicais
  • se os elementos são ligados por preposição, só o primeiro varia (mulas-sem-cabeça); também varia apenas o primeiro elemento caso o segundo termo indique finalidade ou semelhança deste (navios-escola, canetas-tinteiro);
  • se os elementos são formados por palavras repetidas ou por onomatopeia, só o segundo elemento varia (tico-ticos, pingue-pongues);
  • nos demais casos, somente os elementos originariamente substantivos, adjetivos e numerais variam (couves-flores, guardas-noturnos, amores-perfeitos, bem-amados, ex-alunos).
Resumindo flexiona-se apenas o primeiro elemento:
  • quando as duas palavras são ligadas por preposições;
  • quando o segundo nome limita o primeiro, expressando uma idéia de fim ( canetas-tinteiro, sofás-cama).
Flexiona-se apenas o segundo elemento:
  • quanto há adjetivos + adjetivos (econõmico-financeiros, kuso-brasileiros);
  • quando a primeira palavra é invariavel (guarda-roupas);
  • quando há verbo + substantivo (arranha-céus);
  • quando sao palavras repetidas (quero-queros);
  • quando se trata de nome de oracões (pai-nossos);
  • quando se trata de palavras anomatopaicas, que imitam sons(toc-tocs).
Flexionam-se os dois elementos quando há:
  • substantivo + substantivo (cirurgiões-dentistas);
  • substantivo + adjetivo (guardas-noturnos);
  • adjetivo + substantivo (livres-pensadores);
  • numeral + substantivo (Quintas-feiras).

Quanto ao grau

Ps: Grau não é Flexão, é derivação. Ex: Concordo com você em gênero e número. Os substantivos possuem três graus, o aumentativo, o diminutivo e o normal que são formados por dois processos:
  • Analítico: o substantivo é modificado por adjetivos que indicam sua proporção (rato grande, gato pequeno, casa grande) Neste caso grande e pequeno são os adjetivos, dando uma idéia de tamanho nos substantivos, esses adjetivos assim chamamos de analítico;
  • Sintético: modifica o substantivo através de sufixos que podem representar além de aumento ou diminuição, o desprezo ou um sentido pejorativo (no aumentativo sintético: gentalha, beiçorra), o afeto ou sentido pejorativo (no diminutivo sintético: filhinho, livreco).
Exemplos de diminutivos e aumentativos sintéticos:
  • sapato/sapatinho/sapatão;
  • casa/casinha/casarão;
  • cão/cãozinho/caonzão;
  • homem/homenzinho/homenzarrão;
  • gato/gatinho/gatão;
  • bigode/bigodinho/bigodaço;
  • vidro/vidrinho/vidraça;
  • boca/boquinha/bocarra;
  • muro/mureta/muralha;
  • pedra/pedregulho/pedrona;
  • rocha/rochinha/rochedo;
  • papel/papelzinho/papelão;
  • lápis/lapisinho/lapisão;
  • sapo/sapinho/sapão;
  • livro/livrinho/livrão;
  • carro/carrinho/carrão;

ARTIGOS

ARTIGO - A/AS/O/OS/UM/UNS/UMA/UMAS

Artigos são palavras que precedem os substantivos para determiná-los ou indeterminá-los. Os artigos definidos (o, a, os, as), de modo geral, indicam seres determinados, conhecidos da pessoa que fala ou escreve.

* Falei com o médico.
* Já encontramos os livros perdidos.

Os artigos indefinidos (um, uma , uns, umas) indicam os seres de modo vago, impreciso.

* Uma pessoa lhe telefonou.
* Uns garotos faziam barulho na rua.

Os artigos definidos são "declináveis" (não é uma declinação verdadeira), podendo se combinar com algumas preposições, formando os seguintes casos:

* Genitivo: do, da, dos, das (preposição "de")
* Locativo: no, na, nos, nas (preposição "em")
* Dativo: ao, à, aos, às (preposição "a")
* Ablativo: pelo, pela, pelos, pelas (preposição "por")
* Comitativo: co, coa, cos, coas (preposição "com")

Algumas preposições também se ligam aos artigos indefinidos:

* Genitivo: dum, duma, duns, dumas (preposição "de")
* Locativo: num, numa, nuns, numas (preposição "em")

[editar] Observações sobre alguns empregos dos artigos

* 1. O artigo definido, no singular, pode indicar toda a espécie:

ex:

*
o A águia enxerga das alturas.
o O homem é mortal.


* 2. É facultativo (opcional) o uso do artigo com os pronomes possessivos:

ex:

*
o Sua intenção era das melhores.
o A sua intenção era das melhores.


* 3. Os nomes próprios podem vir com artigo:

ex:

*
o Os Oliveiras vêm jantar conosco.
o O Antônio é bom pedreiro.


* 4. Muitos nomes próprios de lugares admitem o artigo, outros não:

ex:

*
o A Bahia, o Amazonas, Santa Catarina, Goiás, os Andes.


* 5. O artigo indefinido pode realçar (dar intensidade a) uma idéia:

ex:

*
o Ele falava com uma segurança que impressionava a todos!
o Era uma euforia, uma festa, como jamais se viu!


* 6. O artigo indefinido pode, também, dar idéia de aproximação:

ex:

*
o Eu devia ter uns quinze anos, quando isso aconteceu.


* 7. A palavra todo(a) pode variar do sentido, se vier ou não acompanhada de artigo:

ex:

*
o Toda a casa ficou alagada. (inteira, completa, total)
o Toda casa deve ter segurança. (cada, qualquer)


* 8. Com o numeral ambos (ambas) usa-se o artigo:

ex:

*
o Ambas as partes chegaram a um acordo. (ambas = as duas)

* 1. O artigo definido, no singular, pode indicar toda a espécie:
A águia enxerga das alturas.
O homem é mortal.

* 2. É facultativo (opcional) o uso do artigo com os pronomes possessivos:
Sua intenção era das melhores.
A sua intenção era das melhores.

* 3. Os nomes próprios podem vir com artigo:
Os Oliveiras vêm jantar conosco.
O Everaldo é bom pedreiro.

* 4. Muitos nomes próprios de lugares admitem o artigo, outros não:
a Bahia, o Amazonas, Santa Catarina, Goiás, os Andes.

* 5. O artigo indefinido pode realçar (dar intensidade a) uma idéia:
Ele falava com uma segurança que impressionava a todos!
Era uma euforia, uma festa, como jamais se viu!

* 6. O indefinido pode, também, dar idéia de aproximação:
Eu devia ter uns quinze anos, quando isso aconteceu.

* 7. A palavra todo(a) pode variar o sentido, se tiver ou não o artigo:
Toda a casa ficou alagada. (inteira, completa, total)
Toda casa deve ter segurança. (cada, qualquer)

* 8. Com o numeral ambos (ambas) usa-se o artigo:
Ambas as partes chegaram a um acordo. (ambas = as duas)


A (A Definido F S) + casa (Substantivo Simples/Primitivo F S)
AS (A Definido F P) + casas (Substantivo Simples/Primitivo F P)
O (A Definido M S) + lar (Substantivo Simples M S)
OS (A Definido M P) + lares (Substantivo Simples M P)
UM (A Indefinido M S) + desconhecido (Adjetivo Substantivado pelo Artigo M S)
UNS ( Indefinido M P) + desconhecidos ( Adjetivo Substantivado pelo Artigo M P)
UMA (A Indefinido F S) + conhecidas (Adjetivo Substantivado pelo Artigo F S)
UMAS (A Indefinido F P) + conhecidas (Adjetivo Substantivado pelo Artigo F P)

O ÚLTIMO REI DA ESCÓCIA

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

COMO NOSSOS PAIS - ELIS REGINA / BELCHIOR




Não quero lhe falar,
Meu grande amor,
Das coisas que aprendi
Nos discos...

Quero lhe contar como eu vivi
E tudo o que aconteceu comigo
Viver é melhor que sonhar
Eu sei que o amor
É uma coisa boa
Mas também sei
Que qualquer canto
É menor do que a vida
De qualquer pessoa...

Por isso cuidado meu bem
Há perigo na esquina
Eles venceram e o sinal
Está fechado prá nós
Que somos jovens...

Para abraçar seu irmão
E beijar sua menina na rua
É que se fez o seu braço,
O seu lábio e a sua voz...

Você me pergunta
Pela minha paixão
Digo que estou encantada
Como uma nova invenção
Eu vou ficar nesta cidade
Não vou voltar pro sertão
Pois vejo vir vindo no vento
Cheiro de nova estação
Eu sei de tudo na ferida viva
Do meu coração...

Já faz tempo
Eu vi você na rua
Cabelo ao vento
Gente jovem reunida
Na parede da memória
Essa lembrança
É o quadro que dói mais...

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo o que fizemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Ainda somos os mesmos
E vivemos
Como os nossos pais...

Nossos ídolos
Ainda são os mesmos
E as aparências
Não enganam não
Você diz que depois deles
Não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer
Que eu tô por fora
Ou então
Que eu tô inventando...

Mas é você
Que ama o passado
E que não vê
É você
Que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem...

Hoje eu sei
Que quem me deu a idéia
De uma nova consciência
E juventude
Tá em casa
Guardado por Deus
Contando vil metal...

Minha dor é perceber
Que apesar de termos
Feito tudo, tudo,
Tudo o que fizemos
Nós ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Ainda somos
Os mesmos e vivemos
Como os nossos pais...

Cara Estranho - Los Hermanos - Composição: Marcelo Camello



Olha só, que cara estranho que chegou
Parece não achar lugar
No corpo em que Deus lhe encarnou
Tropeça a cada quarteirão
Não mede a força que já tem
Exibe à frente o coração
Que não divide com ninguém

Tem tudo sempre às suas mãos
Mas leva a cruz um pouco além
Talhando feito um artesão
A imagem de um rapaz de bem

Olha ali, quem tá pedindo aprovação
Não sabe nem pra onde ir
Se alguém não aponta a direção
Periga nunca se encontrar
Será que ele vai perceber?
Que foge sempre do lugar
Deixando o ódio se esconder

Talvez se nunca mais tentar
Viver o cara da TV
Que vence a briga sem suar
E ganha aplausos sem querer

Faz parte desse jogo
Dizer ao mundo todo
Que só conhece o seu quinhão ruim
É simples desse jeito
Quando se encolhe o peito
E finge não haver competição
É a solução de quem não quer
Perder aquilo que já tem
E fecha a mão pro que há de vir.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

A GATA COMEU - NOVELA MUUUUUUUUUUITO BOA!!!



VALE A PENA VER DE NOVO!!!

A gata comeu - Kid Vinil

Ela comeu meu coração
Trincou, mordeu, mastigou, engoliu, comeu... comeu
Ela comeu meu coração
Marcou, moeu, triturou, deglutiu, comeu... comeu...

Ela comeu meu coração de galinha num xinxin
Ai de mim
Ela comeu meu coração de leão naquele sonho medonho
E ainda me disse que é assim que faz
Um grande poeta

Uma loura tem que comer o seu coração, não
Eu só quero ser o campeão da canção
Um ídolo pateta, um mito da multidão

Uma loura tem que comer o seu coração, não
Eu só quero ser o campeão da canção
Um ídolo pateta, um mito da multidão

Mas ela não entendeu minha intenção
Travou, sorveu, degustou, ingeriu... comeu
Mas ela não entendeu minha intenção
Travou, sorveu, degustou, ingeriu... comeu

Comeu... comeu... comeu...
Comeu !!! Comeu !!! Comeu, meu, meu, meu, meu !!!
Comeu, meu, meu, meu, meu !!!
Comeu, meu, meu, meu, meu !!!

PELO AVESSO - TITÃS / SÉRGIO BRITTO



Vamos deixar que entrem
Que invadam o seu lar
Pedir que quebrem
Que acabem com seu bem-estar
Vamos pedir que quebrem
O que eu construi pra mim
Que joguem lixo
Que destruam o meu jardim
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Vamos deixar que entrem
Que invadam o meu quintal
Que sujem a casa
E rasguem as roupas no varal
Vamos pedir que quebrem
Sua sala de jantar
Que quebrem os móveis
E queimem tudo o que restar
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
O mesmo desespero
Vamos deixar que entrem
Como uma interrogação
Até os inocentes
Aqui já não tem perdão
Vamos pedir que quebrem
Destruir qualquer certeza
Até o que é mesmo belo
Aqui já não tem beleza
Vamos deixar que entrem
E fiquem com o que você tem
Até o que é de todos
Já não é de ninguém
Pedir que quebrem
Mendigar pelas esquinas
Até o que é novo
Já esta em ruinas
Vamos deixar que entrem
Nada é como você pensa
Pedir que sentem
Aos que entraram sem licença
Pedir que quebrem
Que derrubem o meu muro
Atrás de tantas cercas
Quem é que pode estar seguro?
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
Eu quero a mesma humilhação - a falta de futuro
Eu quero o mesmo inferno
A mesma cela de prisão - a falta de futuro
O mesmo desespero

LENINE - RELAMPIANDO (TRABALHO INFANTIL E CONTROLE DE NATALIDADE)






Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
E tá vendendo drops
No sinal...

Todo dia é dia
Toda hora é hora
Neném não demora
Prá se levantar...

Mãe lavando roupa
Pai já foi embora
E o caçula chora
Prá se acostumar
Com a vida lá de fora
Do barraco...

Hai que endurecer
Um coração tão fraco
Prá vencer o mêdo
Do trovão
Sua vida aponta
A contramão...

Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
E tá vendendo drops
No sinal...

Tudo é tão normal
Todo tal e qual
Neném não tem hora
Prá ir se deitar...

Mãe passando roupa
Do pai de agora
De um outro caçula
Que ainda vai chegar...

É mais uma bôca
Dentro do barraco
Mais um quilo de farinha
Do mesmo saco
Para alimentar
Um novo João Ninguém
A cidade cresce junto
Com neném...(2x)

Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém...

Tá relampiano
Cadê neném?
Tá vendendo drops
No sinal prá alguém
E tá vendendo drops
No sinal...

ENTRE JOVENS - PACATO CIDADÃO - SKANK



Oh! Pacato Cidadão!
Eu te chamei a atenção
Não foi à toa, não
C'est fini la utopia
Mas a guerra todo dia
Dia a dia, não...
E tracei a vida inteira
Planos tão incríveis
Tramo a luz do sol
Apoiado em poesia
E em tecnologia
Agora à luz do sol...
Pacato Cidadão!
É o Pacato da Civilização
Pacato Cidadão!
É o Pacato da Civilização...
Oh! Pacato Cidadão!
Eu te chamei a atenção
Não foi à toa, não
C'est fini la utopia
Mas a guerra todo dia
Dia a dia, não...
E tracei a vida inteira
Planos tão incríveis
Tramo a luz do sol
Apoiado em poesia
E em tecnologia
Agora à luz do sol...
Pra que tanta TV
Tanto tempo pra perder
Qualquer coisa que se queira
Saber querer
Tudo bem, dissipação
De vez em quando é "bão"
Misturar o brasileiro
Aaaaai!
Com alemão
Pacato Cidadão!
É o Pacato da Civilização...
Oh! Pacato Cidadão!
Eu te chamei a atenção
Não foi à toa, não
C'est fini la utopia
Mas a guerra todo dia
Dia a dia, não...
E tracei a vida inteira
Planos tão incríveis
Tramo a luz do sol
Apoiado em poesia
E em tecnologia
Agora à luz do sol...
Pra que tanta sujeira
Nas ruas e nos rios
Qualquer coisa que se suje
Tem que limpar
Se você não gosta dele
Diga logo a verdade
Sem perder a cabeça
Sem perder a amizade...
Pacato Cidadão!
É o Pacato da civilização
Pacato Cidadão!
É o Pacato da civilização...
Oh! Pacato Cidadão!
Eu te chamei a atenção
Não foi à toa, não
C'est fini la utopia
Mas a guerra todo dia
Dia a dia, não...
E tracei a vida inteira
Planos tão incríveis
Tramo a luz do sol
Apoiado em poesia
E em tecnologia
Agora à luz do sol...
Consertar o rádio
E o casamento é
Corre a felicidade
No asfalto cinzento
Se abolir a escravidão
Do caboclo brasileiro
Numa mão educação
Na outra dinheiro...
Pacato Cidadão!
É o Pacato da Civilização
Pacato Cidadão!
É o Pacato da Civilização...(2x)
Pacato Cidadão!
É o Pacato
Da Civilização! Da Civilização!

MISÉRIA - TITÃS



Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Índio, mulato, preto, branco
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
Filhos, amigos, amantes, parentes
Riquezas são diferentes
Ninguém sabe falar esperanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Todos sabem usar os dentes
Riquezas são diferentes

Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Miséria é miséria em qualquer canto
Fracos, doentes, aflitos, carentes
Riquezas são diferentes
O Sol não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Cores, raças, castas, crenças
Riquezas são diferenças
A morte não causa mais espanto
O Sol não causa mais espanto
A morte não causa mais espanto
O Sol não causa mais espanto
Miséria é miséria em qualquer canto
Riquezas são diferentes
Cores, raças, castas, crenças
Riquezas são diferenças
Índio, mulato, preto, branco
Filhos, amigos, amantes, parentes
Fracos, doentes, aflitos, carentes
Cores, raças, castas, crenças
Em qualquer canto miséria
Riquezas são miséria
Em qualquer canto miséria

FERNANDO PESSOA - CAVALEIRO MONGE - MARIZA



Do vale à montanha
Da montanha ao monte
Cavalo de sombra
Cavaleiro monge
Por casas, por prados
Por quinta e por fonte
Caminhais aliados

Do vale à montanha
Da montanha ao monte
Cavalo de sombra
Cavaleiro monge
Por penhascos pretos
Atrás e defronte
Caminhais secretos

Do vale à montanha
Da montanha ao monte
Cavalo de sombra
Cavaleiro monge
Por prados desertos
Sem ter horizontes
Caminhais libertos

Do vale à montanha
Da montanha ao monte
Cavalo de sombra
Cavaleiro monge
Por ínvios caminhos
Por rios sem ponte
Caminhais sozinhos

Do vale à montanha
Da montanha ao monte
Cavalo de sombra
Cavaleiro monge
Por quanto é sem fim
Sem ninguém que o conte
Caminhais em mim.

.

.
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É O QUE TEM PRA HOJE: "POUCO PAPO E SÓ... SU-CEEEEEEES-SO!!!"



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