Há três termos importantes para a sociolinguística que podem ser facilmente confundidos entre si:
Variedade - a variedade é o termo que corresponde, grosso modo, ao termo dialeto. Assim, por exemplo, os dialectos portugueses setentrionais podem ser sub-divididos em dialectos transmontanos e alto minhotos e ainda dialectos baixo-minhotos-durienses-beirões. A variedade standard é o padrão linguístico de uma comunidade. Sociolinguisticamente, é comum encontrar a variedade standard junto dos centro de decisão e de poder de uma comunidade. Assim, em Portugal, a variedade standard é a falada na região de Lisboa a Coimbra. Contudo, na comunidade linguística do Brasil a variedade standard está associada às variedades de várias capitais estaduais. Cada variedade linguística tem uma gramática própria igualmente válida. Dentro de cada variedade há tensões e grupos sociais com traços próprios. Dentro de cada varieade linguística há variação interna em função dos vários critérios: idade, sexo, escolaridade, etc.
Variante - o termo variante é utilizado nos estudos de sociolinguística para designar o item linguístico que é alvo de mudança. Assim, no caso de uma variação fonética, a variante é o alofone. Representa, portanto, as formas possíveis de realização. No entanto, na linguística geral, o termo variante dialetal é usado como sinónimo de dialeto.
Variável - a variável é o traço, forma ou construção linguística cuja realização apresenta variantes observadas pelo investigador.
Vera, Sílvia e Emília são professoras de um colégio público e universitárias que vão passar férias na casa de Irene, que é Lingüista, e tia de Vera.
Ao chegarem, as meninas criticam o Português falado por Eulália – empregada da casa,a partir daí Irene resolve explicar questões lingüísticas a elas e mostra através de aulas que o preconceito lingüístico não possui fundamento pois a história da Língua Portuguesa passou por várias fases e cada uma delas justifica o uso de variedades lingüísticas.
Nessa jornada lingüística, vários conceitos são abordados, os principais são: o mito da língua homogênea,ou seja, as variedades lingüísticas existem e precisam ser respeitadas, e o seu uso não deve ser considerado errado, pois são maneiras diferentes de se falar a mesma língua e sua utilização não prejudica o entendimento e tudo que parece erro no Português não-padrão tem uma explicação lógica e científica e incentiva o ensino da norma padrão pois esta foi criada para que exista um modelo de comunicação nacional, no entanto sugere que o ensino desta seja voltado para a Lingüística.
O livro busca sempre comparar o Português padrão com o não-padrão para provar que há mais semelhanças que diferenças entre eles.Neste contexto discute que os falantes da norma não-padrão têm dificuldade de aprender a norma padrão, primeiramente porque o primeiro é transmitido naturalmente, já o segundo requer aprendizado e como na maioria das vezes essas pessoas pertencem à classe baixa, abandonam a escola cedo para trabalhar ou desistem de estudar por serem discriminadas lingüisticamente, dessa forma o problema adquiriu grandes proporções.
Todavia, a eficácia do Português não-padrão não pode ser negada, pois consegue diminuir as regras gramaticais as tornando mais simples, isso ocorre freqüentemente com o uso de concordância, plural e conjugação verbal.Essa postura não deve ser abominada pois esse processo é comum em muitas outras línguas, mesmo na norma padrão delas como o Inglês, por exemplo.
No caso do Português, há ocorrências de vários fenômenos lingüísticos, os principais são: Rotacismo que é a troca de L por R ,este pode ser explicado através da origem das palavras no latim que recebiam R, mas com o passar do tempo essas palavras sofreram modificações, porém alguns falantes não tiveram ciência disso e assim estão preservando os traços do Português arcaico, Yeísmo que é a troca de LH por I, essas mudanças ocorreram devido a ser mais cômodo pronunciar I do que LH, Assimilação é a transformação de ND em N e de MB em M, isso se explica porque essas consoantes são dentais e o som de uma está muito próximo da outra, Redução: ocorre quando as vogais E e O são pronunciadas como I e U, Contração das proparoxítonas em paroxítonas, que não é exclusivo do Português não-padrão que tem um ritmo paroxítono, já que palavras proparoxítonas em Latim passaram a serem paroxítonas também no Português padrão, Desnalização de vogais postônicas que ocorre na norma padrão e não-padrão, caracteriza-se por eliminar o som nasal das vogais que estão depois da sílaba tônica, o que é uma tendência natural da língua, Arcaísmo que surgiu devido ao Português arcaico ter sido ensinado no Brasil, com isso seus traços ainda permanecem em regiões afastadas das metrópoles brasileiras pela falta de contato com as mudanças que surgiram na língua, Analogia que é a mudança lingüística causada pela interfe-rência de uma forma já existente,por exemplo palavras que mudam de classe gramatical por causa do som de uma vogal, e o caso do pronome oblíquo mim como sujeito de infinitivos,com este ocorreu algo interessante pois esse costume foi transmitido dos menos cultos para os mais cultos. Seu uso, entre outras explicações justifica-se pelo pronome mim ser tônico e procurar enfatizar a oração.
Com o surgimento desses fenômenos a língua tornou-se mais complexa e quando é necessário aplicar as normas gramaticais novas regras são geradas pelo Português não-padrão que é inovador, a referente à função da partícula se como verdadeiro sujeito da oração é uma delas,dessa forma a ordem sujeito-verbo-objeto é obedecida, embora essa norma não seja aceita pela Gramática Tradicional (neste caso),seu uso é totalmente compreensível pois reúne uma explicação sintática,uma semântica na qual o sentido da oração é respeitado e outra pragmática que aborda o uso que o falante faz da fala para obter determinado efeito.
Após a apresentação desses temas o livro questiona o ensino tradicional de Língua Portuguesa e aponta como solução para reduzir o abismo entre o Português padrão e o não-padrão que as escolas incorporem usos lingüísticos novos utilizados pela literatura, aceitem o fim do mito da língua única e admitam que a língua está em constante mudança. O ensino de língua Portuguesa também precisa abordar temas como variantes lingüísticas e fenômenos da língua, para informar o aluno sobre o uso prático da língua, assim evitando preconceitos e nunca deixar de mencionar seu valor social , para instruí-lo quando ele deve usar o Português padrão.
Evidentemente essas transformações não acontecerão rapidamente pois há imposições para que o ensino não mude, por parte dos gramáticos que não cansam de criar regras para conservar o Português padrão e em conseqüência disso o distanciam do Português não- padrão.
A
ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em
dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância
intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. Na
Literatura, a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa,
com vista a obter uma reacção do leitor, ouvinte ou interlocutor.
Ela
pode ser utilizada, entre outras formas, com o objetivo de denunciar,
de criticar ou de censurar algo. Para tal, o locutor descreve a
realidade com termos aparentemente valorizantes, mas com a finalidade de
desvalorizar. A ironia convida o leitor ou o ouvinte, a ser activo
durante a leitura, para refletir sobre o tema e escolher uma determinada
posição. O termo Ironia Socrática, levantado por Aristóteles, refere-se
ao método socrático. Neste caso, não se trata de ironia no sentido
moderno da palavra.
A maior parte das teorias de retórica distingue três tipos de ironia: oral, dramática e de situação.
* A ironia oral é a disparidade entre a expressão e a intenção:
quando um locutor diz uma coisa mas pretende expressar outra, ou então
quando um significado literal é contrário para atingir o efeito
desejado. * A ironia dramática (ou sátira) é a disparidade entre a
expressão e a compreensão/cognição: quando uma palavra ou uma ação põe
uma questão em jogo e a plateia entende o significado da situação, mas a
personagem não. * A ironia de situação é a disparidade existente
entre a intenção e o resultado: quando o resultado de uma acção é
contrário ao desejo ou efeito esperado. Da mesma maneira, a ironia
infinita (cosmic irony) é a disparidade entre o desejo humano e as duras
realidades do mundo externo. Certas doutrinas afirmam que a ironia de
situação e a ironia infinita, não são ironias de todo
Exemplos:
* Moça linda, bem tratada, três séculos de família, burra como uma porta: um amor! (Mário de Andrade) * -Você está intolerante hoje -Não diga, meu amor!
É
também um estilo de linguagem caracterizado por subverter o símbolo
que, a princípio, representa. A ironia utiliza-se como uma forma de
linguagem pré-estabelecida para, a partir e de dentro dela, contestá-la.
Foi
utilizada por Sócrates, na Grécia Antiga, como ferramenta para fazer os
seus interlocutures entrarem em contradição, no seu método Socrático.
No popular se diz: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho carpinteiro'
Correto: 'Esse menino não pára quieto, parece que tem bicho no corpo inteiro'
EU NÃO SABIA. E VOCÊ? Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão.' Enquanto o correto é: ' Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.' 'Cor de burro quando foge.' O correto é: 'Corro de burro quando foge!' Outro que no popular todo mundo erra: 'Quem tem boca vai a Roma.' O correto é: 'Quem tem boca vaia Roma.' (isso mesmo, do verbo vaiar). Outro que todo mundo diz errado, 'Cuspido e escarrado' - quando alguém quer dizer que é muito parecido com outra pessoa. O correto é:'Esculpido em Carrara.' (Carrara é um tipo de mármore) Mais um famoso... 'Quem não tem cão, caça com gato.' O correto é: 'Quem não tem cão, caça como gato... ou seja, sozinho!'
Línguas são faladas por pessoas, e as pessoas são muito diferentes umas das outras.
Elas se distinguem de acordo com classe social, experiência de vida, região geográfica. São distintas no falar e no escrever. Cada grupo tem sua língua. A língua é um mistério sobre o qual vale a pena debruçar-se e refletir. 21 de junho de 2010 17:28 mcbspf disse...
A gíria é a cultura do povo Bezerra da Silva Toda hora tem gíria no asfalto e no morro porque ela é a cultura do povo
Pisou na bola conversa fiada malandragem Mala sem alça é o rodo, tá de sacanagem Tá trincado é aquilo, se toca vacilão Tá de bom tamanho, otário fanfarrão
Tremeu na base, coisa ruim não é mole não Tá boiando de marola, é o terror alemão Responsa catuca é o bonde, é cerol Tô na bola corujão vão fechar seu paletó
Toda hora tem gíria...
Se liga no papo, maluco, é o terror Bota fé compadre, tá limpo, demorou Sai voado, sente firmeza, tá tranquilo Parei contigo, contexto, baranga, é aquilo
Tá ligado na fita, tá sarado Deu bode, deu mole qualé, vacilou Tô na área, tá de bob, tá bolado Babou a parada, mulher de tromba, sujou
Toda hora tem gíria...
Sangue bom tem conceito, malandro e o cara aí Vê me erra boiola, boca de sirí Pagou mico, fala sério, tô te filmando É ruim hem! O bicho tá pegando
Não tem caô, papo reto, tá pegado Tá no rango mané, tá aloprado Caloteiro, carne de pescoço, “vagabau” Tô legal de você sete-um, gbo, cara de pau 21 de junho de 2010 17:28 mcbspf disse...
Gíria, também chamada calão em português europeu, é um fenômeno de linguagem especial usada por certos grupos sociais pertencentes a uma classe ou a uma profissão em que se usa uma palavra não convencional para designar outras palavras formais da língua com intuito de fazer segredo, humor ou distinguir o grupo dos demais criando uma linguagem própria (jargão). É empregada por jovens e adultos de diferentes classes sociais, e observa-se que seu uso cresce entre os meios de comunicação de massa. Trata-se de um fenômeno sociolingüístico cujo estudo pode ser feito sob duas perspectivas: gíria de grupo e gíria comum. 21 de junho de 2010 17:29 mcbspf disse...
Gíria de grupo A gíria de grupo é usada por grupos sociais fechados e restritos, que têm comportamento diferenciado. Possui caráter criptográfico, ou seja, é uma linguagem codificada de tal forma que não seja entendida por quem não pertence ao grupo. O uso de termos gírios dá aos falantes um sentimento de superioridade, serve como signo de grupo, contribuindo para o processo de auto-afirmação do indivíduo. Expressa a oposição aos valores tradicionais da sociedade e preserva a segurança do grupo, pois em determinadas situações a comunicação é nula com aqueles que não pertencem a ele. Quando o significado das gírias sai do âmbito do grupo, novos termos são criados para que se mantenha seu caráter criptográfico. Por isso trata-se de algo efêmero, em constante renovação. Os termos são criados quase sempre a partir do vocabulário comum, com alteração do significante, mudança de categorias gramaticais e criação de metáforas e metonímias que expressam a visão de mundo do grupo, refletindo ironia, agressividade ou humor. Seu processo de criação baseia-se no espírito lúdico, tornando-se um jogo de adivinhação para quem é estranho ao grupo. Embora seu estudo interesse mais aos sociólogos e historiadores da linguagem, que utilizam o fenômeno para pesquisas sobre grupos sociais, a gíria de grupo foi objeto de estudo de alguns lingüistas do século XX. Gíria comum Quando o uso da gíria de grupo expande-se, passa a fazer parte do léxico popular e torna-se uma gíria comum. É usada para aproximar os interlocutores, passar uma imagem de modernidade, quebrar a formalidade, possibilitar a identificação com hábitos e falantes jovens e expressar agressividade e injúria atenuada. Torna-se um importante recurso da comunicação devido a sua expressividade. A gíria comum é usada na linguagem falada por todas as camadas sociais e faixas etárias, por isso deixa de estar ligada à falta de escolaridade, à ignorância, à falta de leitura. Na linguagem escrita é usada pela imprensa e por escritores contemporâneos, e muitos termos são dicionarizados. Expansão do uso da gíria Os movimentos político-sociais para democratização da sociedade refletiram-se também nos hábitos e na linguagem; a isto se deve o aumento do uso da gíria. A mudança da sociedade brasileira de predominantemente rural para urbana ampliou o uso da linguagem e dos costumes urbanos por todo o país. O mundo atual é instável, em constante e rápida transformação, e a gíria serve também para expressar revolta e frustração com injustiças sociais, para romper com os valores tradicionais. Neste panorama, cabe à escola não só preservar o ensino tradicional, mas também ensinar as variações lingüísticas e a adequação do uso de cada uma delas, dependendo do papel social que o falante representa em cada situação. A gíria nos meios de comunicação Os meios de comunicação de massa têm influência cada vez maior sobre os fenômenos da linguagem. Ao utilizarem as gírias em seus programas e reportagens, contribuem para a difusão destes termos por todas as camadas sociais. A cultura de massa precisa uniformizar a produção, então busca elaborar seus programas e textos de forma a atingir um receptor padrão que pode ser culto ou inculto. Surge a norma lingüística da mídia, que mistura hábitos orais e escritos numa linguagem compreensível por todos. Embora seja encontrada também nos jornais de maior prestígio, a gíria é amplamente usada pelo jornalismo popular. Estes termos são usados pela imprensa para aproximar o texto da linguagem oral, buscando a quebra da formalidade e a aproximação com o leitor. Alguns termos têm seu uso tão difundido que o leitor nem percebe que é uma gíria. 21 de junho de 2010 17:29 mcbspf disse...
Gírias Cearenses "Butar buneco!" - Se divertir! "Diabéisso?" - O que é isso? "Deixe de arrudei!" - Pare de enrolar! "É bem pixototim!" - É bem pequeno! "Ele é chei do leriado!" - Ele é conversador! "Ele é muito estribado!" - Ele é muito rico! "Ele é môco!" - Ele é surdo! "Ela pelejou quissó!" - Ela tentou bastante! "Ele só quer ser as pregas!" - Ele quer ser muita coisa! "Isso é miolo de pote!" - Isso é besteira! "No rumo da venta!" - Em frente! "O caba é morto dentro das calça!" - Ele é preguiçoso! "O bicho é lesado!" - Ele é lento! "Peço penico!" - Eu desisto! "Rai te lascar!" - Vá para o inferno! "Rebole no mato!" - Jogue fora! "Rumbora, negada!" - Vamos embora pessoal! "Se avexe não!" - Não se preocupe! (Take it easy!) "Só o mi!" - Muito bom! "Só andam encangado!" - Só andam juntos! "Tá fumando numa quenga!" - Tá com muita raiva! 21 de junho de 2010 17:52
DIALETOS DO BRASIL
1। Caipira - interior do estado de São Paulo, norte do Paraná, sul de Minas Gerais, sul de Goiás e leste de Mato Grosso do Sul (Sul, Sudeste e Centro-Oeste)
2. Dialeto nordestino do norte - dialeto falado no norte da Região Nordeste, mais precisamente no Maranhão e Piauí, com influência do dialeto nortista.
3. Dialeto nordestino do sul/Baiano - dialeto falado no sul da Região Nordeste, mais precisamente na Bahia, com influência do dialeto mineiro.
4. Fluminense (ouvir) - Estado do Rio de Janeiro (capital e regiões litorânea e serrana) (Sudeste)
5. Gaúcho - Rio Grande do Sul, com alguma influência do castelhano, como dizer "bueno", "griz", "cucharra" e "entonces" (Sul).
6. Mineiro - Minas Gerais (Sudeste)
7. Dialeto nordestino do centro - dialeto falado no centro da Região Nordeste, mais precisamente nos estados de Alagoas e Sergipe e interior do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. As cidades de Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza apresentam um dialeto misturado (ouvir), forte influência dos dialetos paulistano, fluminense, sulista e naturalmente nordestino, devido migrantes recentes do Sudeste e Sul e nordestinos que voltam de São Paulo e Rio de Janeiro.
8. Nortista - estados da bacia do Amazonas - (o interior e Manaus têm falares próprios)
9. Paulistano - cidade de São Paulo e proximidades
10. Sertanejo - Estados de Goiás e Mato Grosso. Se assemelha aos dialectos mineiro e caipira.
11. Sulista - Estados do Paraná e Santa Catarina. Este dialeto sofre inúmeras variações de pronúncia de acordo com a área geográfica, sendo influenciado pela pronúncia de São Paulo e Rio Grande do Sul com influências eslavas no Paraná e em algumas regiões de Santa Catarina, e na maioria das regiões deste estado influências portuguesas e gaúchas. Há pequena influência nas áreas de colonização alemã com sotaque.
Postado por CEL... às 6/21/2010 04:58:00 PM
1 comentários:
mcbspf disse...
ASSALTANTE PARAIBANO
Ei, bichim... Isso é um assalto... Arriba os braços e num se bula, num se cague e num faça munganga... Arrebola o dinheiro no mato e não faça pantim, se não enfio a peixeira no teu bucho e boto teu fato pra fora ... Perdão meu Padim Ciço, mas é que eu tô com uma fome da moléstia.
ASSALTANTE BAIANO
Ô meu rei... (pausa) Isso é um assalto... (longa pausa) Levanta os braços, mas não se avexe não...(outra pausa) Se num quiser nem precisa levantar, pra num ficar cansado ... Vai passando a grana, bem devagarinho (pausa pra pausa) Num repara se o berro está sem bala, mas é pra não ficar muito pesado. Não esquenta, meu irmãozinho, (pausa) Vou deixar teus documentos na encruzilhada ...
ASSALTANTE MINEIRO
Ô sô, prestenção .. isso é um assarto, uai. Levanta os braço e fica quetin quêsse trem na minha mão tá cheio de bala... Mió passá logo os trocados que eu num tô bão hoje. Vai andando, uai ! Tá esperando o quê, uai !!!
ASSALTANTE PAULISTA
Ôrra, meu ....Isso é um assalto, meu Alevanta os braços, meu ... Passa a grana logo, meu . Mais rápido, meu, que eu ainda preciso pegar a bilheteria aberta pa comprar o ingresso do jogo do Curintia, meu ... Pô, se manda, meu ...
ASSALTANTE GAÚCHO
Ô gurí, ficas atento .. Báh, isso é um assalto . Levanta os braços e te aquieta, tchê! Não tentes nada e cuidado que esse facão corta uma barbaridade, tchê. Passa as pilas prá cá! E te manda a la cria, senão o quarenta e quatro fala.
ASSALTANTE DE BRASILIA
Querido povo brasileiro, estou aqui no horário nobre da TV para dizer no final do mês, aumentaremos as seguintes tarifas: Energia, Água, Esgoto, Gás, Passagem de ônibus, Imposto de renda, Lincenciamento de veículos, Seguro Obrigatório, Gasolina, Álcool, IPTU, IPVA, IPI, CMS, PIS, COFINS? Mas não se preocupe: somos PENTA.
21 de junho de 2010 17:10
1। Caipira - interior do estado de São Paulo, norte do Paraná, sul de Minas Gerais, sul de Goiás e leste de Mato Grosso do Sul (Sul, Sudeste e Centro-Oeste)
2. Dialeto nordestino do norte - dialeto falado no norte da Região Nordeste, mais precisamente no Maranhão e Piauí, com influência do dialeto nortista.
3. Dialeto nordestino do sul/Baiano - dialeto falado no sul da Região Nordeste, mais precisamente na Bahia, com influência do dialeto mineiro.
4. Fluminense (ouvir) - Estado do Rio de Janeiro (capital e regiões litorânea e serrana) (Sudeste)
5. Gaúcho - Rio Grande do Sul, com alguma influência do castelhano, como dizer "bueno", "griz", "cucharra" e "entonces" (Sul).
6. Mineiro - Minas Gerais (Sudeste)
7. Dialeto nordestino do centro - dialeto falado no centro da Região Nordeste, mais precisamente nos estados de Alagoas e Sergipe e interior do Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. As cidades de Recife, João Pessoa, Natal e Fortaleza apresentam um dialeto misturado (ouvir), forte influência dos dialetos paulistano, fluminense, sulista e naturalmente nordestino, devido migrantes recentes do Sudeste e Sul e nordestinos que voltam de São Paulo e Rio de Janeiro.
8. Nortista - estados da bacia do Amazonas - (o interior e Manaus têm falares próprios)
9. Paulistano - cidade de São Paulo e proximidades
10. Sertanejo - Estados de Goiás e Mato Grosso. Se assemelha aos dialectos mineiro e caipira.
11. Sulista - Estados do Paraná e Santa Catarina. Este dialeto sofre inúmeras variações de pronúncia de acordo com a área geográfica, sendo influenciado pela pronúncia de São Paulo e Rio Grande do Sul com influências eslavas no Paraná e em algumas regiões de Santa Catarina, e na maioria das regiões deste estado influências portuguesas e gaúchas. Há pequena influência nas áreas de colonização alemã com sotaque.
DE MARA - RIZAMARA - DO ALTO DOS PEREIRAS (DESFILE 7 DE SETEMBRO)
ROSANIA ME DEU NO AMIGO SECRETO.
- O DIA “D” DA DESPEDIDA – T.M.P.
EU PODERIA COMEÇAR ASSIM:...
Quando eu estou aqui
Eu vivo esse momento lindo
Olhando pra você
E as mesmas emoções
Sentindo...
São tantas já vividas
São momentos
Que eu não me esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui...
Amigos eu ganhei
Saudades eu senti partindo
E às vezes eu deixei
Você me ver chorar sorrindo...
Sei tudo que o amor
É capaz de me dar
Eu sei já sofri
Mas não deixo de amar
Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi...
Mas eu estou aqui
Vivendo esse momento lindo
De frente pra você
E as emoções se repetindo
Em paz com a vida
E o que ela me traz
Na fé que me faz
Otimista demais
Se chorei ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi...
DE PRISCILA RODRIGUES
A Saudade Fala Português
Eu tenho saudades de tudo que marcou a minha vida .
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou vir a ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo,
lembrando do passado e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro, que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei,
de quem disse que viria e nem apareceu;
de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram
e de quem não me despedi direito;
daqueles que não tiveram como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre;
de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito ter;
de coisas que nem sei que existiram mas que se soubesse,
decerto gostaria de experimentar;
Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente,
como só os cães são capazes de fazer,
dos livros que li e que me fizeram viajar,
dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade;
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que,
não sei aonde,
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é
e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em
russo, em italiano, em inglês,
mas que minha saudade,
por eu ter nascido brasileira,
só fala português embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente,
quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e declarar
sentimentos fortes,
seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples "I miss you",
ou seja lá como possamos traduzir saudade
em outra língua, nunca terá a mesma força
e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima, corretamente,
a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra para usar
todas as vezes em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor do que um sinal vital
quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito do que
tivemos e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...
Sentir saudade, é sinal de que se está vivo!
DE JOSIANE
DE DANY (2º B)
DE TALITA(2º B)
(ME VIU CHORANDO NA PARADA DE ÔNIBUS)
SOU LEMBRADA COMO “A PROFESSORA DO APITO”
AH... RO-NAAAAAAAAAAAL-DO!!!
DE EDNARA & CÉSAR
TIA CELESTE... COMO VOCÊ CONSEGUE ENSINAR
PORTUGUÊS, SER BEM HUMORADA, RÍGIDA, QUANDO PRECISA E AINDA ASSISTIR O PÂNICO NA
TV!!!...
“ELA É ALTA, ELA É RUIVA
ELA FAZ O QUE QUASE NINGUÉM FEZ
MISTURA O BOM HUMOR
COM A CHATA AULA DE PORTUGUÊS”
RO-NAAAAAAAAAAAL-DO!!!
DE THAIS HELENA
DE ISABEL 2º B – ELA É CARIOCA...
14 – 01 – 2010 - RECLAMOU UM MONTE DAS MINHAS
GIGANTESCAS PROVAS DE PORTUGUÊS. VC, O IRISON E A TATY ME ACHAVAM MUITO PARECIDA COM A "CIS" DO PROGRAMA ÍDOLOS: MEIGUINHA...
DE MANUELA
DE JAMILLY
DE
MICHELE PEREIRA (LOIRA)
DE
MICHELE (MORENA) MESQUITA
PEDIU
PARA NÃO CORRIGIR SEUS ERROS DE PORTUGUÊS
DE
JÉSSICA
... NO
PRIMEIRO ANO ME “ACHAVA” CHATA. NO DECORRER DO TEMPO... MARAVILHOSA, MUITO
DOIDINHA E LEGAL.
DE BIA
MONTEIRO
CELESTE
As
bolas de papel na cabeça,
os inúmeros diários para se corrigir,
as críticas, as noites mal dormidas...
Tudo isso não foi o suficiente
para te fazer desistir do teu maior sonho:
Tornar possíveis os sonhos do mundo.
Que bom que esta tua vocação
tem despertado a vocação de muitos.
A rotina é dura, mas você ainda persiste.
Teu mundo é alegre, pois você
consegue olhar os olhos
de todos os outros e fazê-los felizes também.
Você é feliz, pois na tua matemática de vida,
dividir é sempre a melhor solução.
Você é grande e nobre, pois o seu ofício árduo lapida
o teu coração a cada dia,
dando-te tanto prazer em ensinar.
Homenagens, frases poéticas,
certamente farão parte do seu dia a dia
e quero de forma especial, relembrar
a pessoa maravilhosa que você é
e a importância daquilo do seu ofício.
É por isto que você merece esta homenagem
hoje e sempre, por aquilo que você é
e por aquilo que você faz.
Felicidades !!!
DE
JHONATAS SANTOS
CELESTE
OBRIGADO,
PROFESSORA!
Obrigado
professor!
Por ter em mente que um dia serei gente.
Obrigado professor pelas broncas que me deu pois sem elas não poderia chegar até
aqui.
Obrigado professor por até hoje me aturar apesar das minhas travessuras jamais
deixou de me ensinar.
Obrigado professor por entrar em meu caminho sempre me tratou com amor e muito
carinho.
Obrigado professor por sempre me ensinar por isso e outras coisas sempre irei
te amar.
Obrigado professor por me oferecer alegria: )
ENFIM...
OBRIGADO POR TUDO
DE
GLAUCIANE
AGRADECER
É ADMITIR QUE HOUVE UM MINUTO EM QUE SE PRECISOU DE ALGUÉM.
DE
KARINE
DE HELLEN
DE LÚ –
LUCIENE (2º C)
DE
NAYANE
DANILO
(2º C)
DE EBSON
DE
LAURA
DE
WELITON DE JOYCE - 22-12-2009 DE KATYLLYANE DE MARA - RIZAMARA - DO ALTO DOS PEREIRAS - 20-12-2005 - KISSES AND HUGS DE JÚLIO INÁCIO DIAS DE ANA CRISTINA LÍGIA DE GRACINHA - ME CHAMAVA DE CHORONA DE JOSIVAN - (3º A)
Na noite passada pensei em você
Tanto pensei, que logo senti vontade de dar-lhe um PRESENTE, não só um mas vários.
Achei porém que tinha de ser um coisa que você gostasse,
ou que pudesse usar em todos os lugares...
Assim foi que na manhã do dia seguinte,
levantei-me e fui a cidade,
para encontrar tudo o que imaginei...
Comprei, SOL, CHUVA, VENTO, RISOS e apenas 50 GRAMAS DE
LÁGRIMAS, porque não tinha mais, o balconista disse-me que
estava
tendo muita saída, pois os clientes compravam muito.
Comprei um pacote de RAZÃO pra você misturar com
SORRISO, comprei SINCERIDADE pra você usar sempre. Lá na loja havia um vidro enorme de COMPREENSÃO, como o balconista disse... não estava tendo muita
saída, então resolvi comprar tudo. Comprei também vidros de ROMANTISMO e GENTILEZA para você usar com pessoas queridas.
Sabe amigo(a), lá na loja havia um grande vidro de
ORGULHO, mas não comprei porque você não usa.
Comprei pequenos pacotes de AMOR e PAZ, juntamente
com ESPERANÇA, para você
usar quando tudo parecer perdido.
Amigo(a), lá na loja havia algo muito triste:
Vi muita gente comprando SOLIDÃO, chegou até mesmo a faltar, tal era sua procura.
Comprei também outros pacotes de contendo AMIZADE e COMPANHEIRISMO.
Finalmente comprei um CORAÇÃO para que você possa guardar todos os
seus presentes.
E... Depois de tudo isso que você ganhou...
Que você tenha um ótimo dia,
uma ótima semana,
um ótimo mês,
uma ótima vida,
e nunca se esqueça de usar aquele pacotinho de SORRISO que te mandei naquele pacotinho.
A ironia é um instrumento de literatura ou de retórica que consiste em dizer o contrário daquilo que se pensa, deixando entender uma distância intencional entre aquilo que dizemos e aquilo que realmente pensamos. Na Literatura, a ironia é a arte de gozar com alguém ou de alguma coisa, com vista a obter uma reacção do leitor, ouvinte ou interlocutor.
ResponderExcluirEla pode ser utilizada, entre outras formas, com o objetivo de denunciar, de criticar ou de censurar algo. Para tal, o locutor descreve a realidade com termos aparentemente valorizantes, mas com a finalidade de desvalorizar. A ironia convida o leitor ou o ouvinte, a ser activo durante a leitura, para refletir sobre o tema e escolher uma determinada posição. O termo Ironia Socrática, levantado por Aristóteles, refere-se ao método socrático. Neste caso, não se trata de ironia no sentido moderno da palavra.