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quarta-feira, 25 de maio de 2011

DO JEITINHO QUE A TITIA ENSINOU II - LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL

A linguagem verbal e não verbal

A linguagem verbal e não verbal
Objetivo da linguagem- estabelecer a comunicação

Procurando facilitar nossa compreensão sobre este assunto, analisaremos as imagens a seguir:

De acordo com nossa observação, percebemos apenas a presença de símbolos, sem nenhum tipo de escrita.

Mas será que esses símbolos nos dizem algo? Como interpretá-los?

Na verdade, eles têm muito a nos dizer. E nós, à medida que vamos adquirindo experiência e ampliando nosso conhecimento, conseguimos decifrá-los facilmente.

Trata-se de uma linguagem não verbal, na qual o objetivo da comunicação é nos alertar sobre algo. Como podemos conferir:

A primeira placa dialoga conosco da seguinte maneira:

“Este local é reservado para pessoas portadoras de deficiência física.”

A segunda diz:

“É proibido parar e estacionar”.

Assim como estas, há também várias outras, como por exemplo:

Silêncio, hospital!
Proibido fumar!
Cuidado! Cão bravo!
O semáforo do trânsito, além de gestos, dança e artes em geral, como pinturas, esculturas, teatro.

Já na linguagem verbal, a comunicação é realizada por meio de palavras, seja através de um cartaz, de um texto, uma propaganda, um anúncio, e muitos outros.

O importante é sempre lembrarmos:

Toda linguagem, seja verbal ou não verbal, possui um único objetivo:

Estabelecer algum tipo de comunicação entre quem fala ou escreve, e quem ouve ou lê.

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Escola Kids

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DO JEITINHO QUE A TITIA ENSINOU IV - O QUE É FÁBULA

A fábula

A fábula
A fábula encerra-se com um fundo moral

Antes de darmos início a este assunto, analisaremos a fábula a seguir:

A Lebre e a Tartaruga

Era uma vez... uma lebre e uma tartaruga.
A lebre vivia caçoando da lerdeza da tartaruga.
Certa vez, a tartaruga já muito cansada por ser alvo de gozações, desafiou a lebre para uma corrida.
A lebre, muito segura de si, aceitou prontamente.
Não perdendo tempo, a tartaruga pôs-se a caminhar, com seus passinhos lentos, porém, firmes.
Logo a lebre ultrapassou a adversária, e vendo que ganharia fácil, parou e resolveu cochilar.
Quando acordou, não viu a tartaruga e começou a correr.
Já na reta final, viu finalmente a sua adversária cruzando a linha de chegada, toda sorridente.

Moral da história: Devagar se vai ao longe!

Analisando a estrutura da fábula, percebemos que ela narra uma história curta, tendo animais como personagens.





Um fato bastante interessante é que esses animais adquirem características humanas, agindo como se fossem pessoas, inclusive em algumas fábulas há trechos até com diálogos.

As fábulas geralmente trabalham a ideia de características relacionadas ao comportamento humano,
como, por exemplo, a inveja, a preguiça, a competição, entre outros.

Com isso, a história, que sempre possui um final surpreendente, nos faz refletir sobre essas atitudes que, para nós, devem ser desprezadas, não é mesmo?

E por falar no final da história, é bom que você nunca se esqueça disto:

Toda fábula encerra-se com um fundo moral, justamente para apontar a importância de sempre valorizarmos nossas virtudes, como amor, compaixão, lealdade, compreensão, honestidade, e muitos outros.

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Escola Kids

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Assuntos Relacionados

DO JEITINHO QUE A TITIA ENSINOU III - INTERPRETAÇÃO TEXTUAL

A importância da interpretação textual

A importância da interpretação textual
Entender a mensagem de um texto é característica de um bom leitor

A leitura faz parte de nosso dia a dia, seja na escola, nas tarefas de casa, durante algum percurso que fazemos, enfim, em todos os momentos ela está presente.

O fato é que quando a praticamos, muitas vezes não paramos para pensar sobre a sua verdadeira importância, ou seja: até que ponto este ou aquele texto fez sentido para nós enquanto mantínhamos contato com ele?

Você sabe o porquê dessa pergunta?

Muitas vezes, principalmente na escola, a professora sugere uma leitura e, logo em seguida, ordena que seja feita a interpretação referente ao texto lido. Mas como realizá-la, se não lembramos quase nada daquilo que acabamos de ler? Quando isso acontece é porque ainda não temos a habilidade necessária a todo bom leitor.


Essa habilidade em saber interpretar um texto, pelo fato de ser muito importante, precisa ser rapidamente conquistada, pois ela nos ajudará em todas as disciplinas, a começar por aquele probleminha de matemática....
Ah! Quantas vezes o lemos e não conseguimos resolvê-lo, não é verdade?

Pois bem, o mais importante nessa atividade é sabermos decifrar qual a mensagem que um determinado texto quer nos transmitir e, para isso, é essencial analisarmos alguns pontos.

Precisamos estar atentos ao título, uma vez que ele nos fornece pistas sobre o assunto que será tratado posteriormente. Logo após, surge o primeiro parágrafo que, dependendo do texto, revela os principais elementos contidos no assunto a ser discutido.

Geralmente, nos parágrafos seguintes, o emissor (a pessoa que escreve) costuma desenvolver toda a sua ideia de um modo mais detalhado e, ao final, faz um uma espécie de “resumo” sobre tudo o que foi dito, para não deixar que nada fique vago, sem sentido para o leitor.

Até aqui falamos sobre a forma pela qual o texto se constrói, mas há também outro detalhe que não podemos nunca nos esquecer: a pontuação. Às vezes, uma vírgula pode mudar o sentido de uma frase, os pontos de interrogação e exclamação dizem tudo sobre as “intenções” do autor, ou seja, ele pode deixar uma pergunta para refletirmos, pode também elogiar ou fazer uma crítica, utilizando o ponto de exclamação, concorda?

Assim sendo, resta ainda dizer que nem sempre numa primeira leitura podemos identificar todos os elementos necessários a uma boa compreensão. Caso a mensagem não fique clara ao nosso entendimento, realizamos uma segunda, desta vez um pouco mais atenta, dando importância aos sinais de pontuação, como também analisando cada parágrafo e retirando dele a ideia principal.

Agindo assim, considere-se um leitor competente!!!

Por Vânia Duarte
Graduada em Letras
Equipe Escola Kids

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INTERDISCIPLINARIDADE - ADOOORO CASAR A LÍNGUA PORT.

JUAZEIRO - 1001 UTILIDADES - Zizyphus joazeiro

Juazeiro é uma palavra de origem híbrida (tupi e português): "juá" ou "iu-á" (fruto de espinho) e o sufixo "eiro"


Juazeiro
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Disambig grey.svg Nota: Para outros significados, veja Juazeiro (desambiguação).

Como ler uma caixa taxonómicaJuazeiro
Zizyphus joazeiro juazeiro.JPG
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Rosales
Família: Rhamnaceae
Género: Ziziphus
Espécie: Z. joazeiro
Nome binomial
Ziziphus joazeiro
Mart.

O juazeiro (Ziziphus joazeiro Mart.; Rhamnaceae), também conhecido por joá, larajeira-de-vaqueiro, juá-fruta, juá e juá-espinho, é uma árvore típica do Nordeste do Brasil.

Seus frutos, do tamanho de uma cereja, são comestíveis e utilizados para fazer geleias, além de possuírem uma casca rica em saponina (usada para fazer sabão e produtos de limpeza para os dentes). São também utilizados na alimentação do gado na época seca.
Flores do juazeiro.

Membro da família Rhamnaceae, é uma árvore, em seu ambiente natural de caatinga e cerrado, de médio porte, com ramos tortuosos protegidos por espinhos. Entretanto, a espécie se adapta bem a locais mais úmidos, onde se torna árvore elegante com cerca de 15 metros de altura. Suas folhas assemelham-se às folhas de canela, exceto pelo tom verde mais claro e consistência mais membranácea. Suas flores são pequenas, de cor creme, dando origem a frutos esféricos, também pequenos, de cor amarelada, doces, com uma semente em seu interior.

A árvore é reputada por diversas propriedades medicinais. Entre seus componentes químicos, destacam-se vitamina C, pó de juá, cafeína, ácido betulínico e saponinas (estas últimas consideradas tóxicas, se em grandes quantidades). O extrato do juazeiro, o juá, é empregado na indústria farmacêutica em produtos cosméticos, dentre eles xampus e cremes, bem como em cremes dentais.

Sinonímia botânica: Ziziphus gardneri Reiss.
[editar] Ligações externas

* Trilhas da Esalq

Obtida de "http://pt.wikipedia.org/wiki/Juazeiro"
Categorias: Árvores do Brasil | Rhamnaceae | Flora da Caatinga | Plantas medicinais | Flora do Ceará

Temperança = EQUILÍBRIO = MODERAÇÃO

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Temperantia, da autoria de Luca Giordano

A temperança (em grego: σωφροσύνη, sophrosyne, em latim: temperantia) é uma das virtudes ditas universais, uma das quais propostas pelo cristianismo. Temperança significa equilibrar, colocar sob limites, "moderar a atracção dos prazeres, assegurar o domínio da vontade sobre os instintos e proporcionar o equilíbrio no uso dos bens criados" (CCIC, n. 383). Essa virtude serve para controlar o pecado da gula. É também uma das 4 virtudes cardinais.

Diligência - VIRTUS X PREGUIÇA

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Diligência, em ética, é a virtude humana de seguir um objetivo de vida, conquista ou qualquer tipo de princípio por meios convencionais até chegar ao fim do objetivo. É também uma das sete virtudes do Cristianismo. A diligencia é lutar pelo seu verdadeiro objetivo.


A palavra diligência vem do verbo latino diligere, que significa amar; diligens (diligente) significa aquele que ama. Remédio para a preguiça, a virtude da diligência consiste no carinho, alegria e prontidão (diferente de pressa) com que pensamos no bem e nos dispomos a realizá-lo da melhor forma possível.

[editar] Bibliografia

  • FAUS, Francisco, A Preguiça. São Paulo: Quadrante, 2003.
  • Minidicionário Silveira Bueno
  • Minidicionário Aurélio


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Virtude

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Personificação da virtude (em grego: ἀρετή) na Biblioteca de Celso em Éfeso, Turquia

Virtude (latim: virtus; em grego: ἀρετή) é uma qualidade moral particular. Virtude é uma disposição estável em ordem a praticar o bem; revela mais do que uma simples característica ou uma aptidão para uma determinada ação boa: trata-se de uma verdadeira inclinação.

Virtudes são todos os hábitos constantes que levam o homem para o bem, quer como indivíduo, quer como espécie, quer pessoalmente, quer coletivamente.

A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Segundo Aristóteles, é uma disposição adquirida de fazer o bem,e elas se aperfeiçoam com o hábito.

Índice

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[editar] A virtude na doutrina católica

Segundo a doutrina da Igreja Católica, e especialmente S. Gregório de Nissa, a virtude é "uma disposição habitual e firme para fazer o bem", sendo o fim de uma vida virtuosa tornar-se semelhante a Deus [1]. Existem numerosas virtudes que se relacionam entre si tornando virtuosa a própria vida. No Catolicismo, existem 2 categorias de virtudes:

  • as virtudes teologais, cuja origem, motivo e objeto imediato são o próprio Deus. Os cristãos acreditam que elas são infundidas no homem com a graça santificante, e que elas tornam os homens capazes de viver em relação com a Santíssima Trindade. Elas fundamentam e animam o agir moral do cristão, vivificando as virtudes humanas. Para os cristãos, elas são o penhor da presença e da ação do Espírito Santo nas faculdades do ser humano [2]. As virtudes teologais são três:
    • : através dela, os cristãos crêem em Deus, nas suas verdades reveladas e nos ensinamentos da Igreja, visto que Deus é a própria Verdade. Pela fé, "o homem entrega-se a Deus livremente. Por isso, o crente procura conhecer e fazer a vontade de Deus, porque «a fé opera pela caridade» (Gal 5,6)".
    • Esperança: por meio dela, os crentes, por ajuda da graça do Espírito Santo, esperam a vida eterna e o Reino de Deus, colocando a sua confiança perseverante nas promessas de Cristo.
    • Caridade (ou Amor): através dela, "como amamos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos por amor de Deus. Jesus faz dela o mandamento novo, a plenitude da lei". Para os crentes, a caridade é «o vínculo da perfeição» (Col 3,14), logo a mais importante e o fundamento das virtudes [3]. São Paulo disse que, de todas as virtudes, "o maior destas é o amor" (ou caridade) [4]. O Amor é também visto como uma "dádiva de si mesmo" e "o oposto de usar" [5].
  • as virtudes humanas que são perfeições habituais e estáveis da inteligência e da vontade humanas. Elas regulam os atos humanos, ordenam as paixões humanas e guiam a conduta humana segundo a razão e a . Adquiridas e reforçadas por atos moralmente bons e repetidos, os cristãos acreditam que estas virtudes são purificadas e elevadas pela graça divina [6]. Entre as virtudes humanas são constantemente destacadas as virtudes cardeais, que são consideradas as principais por serem os apoios à volta dos quais giram as demais virtudes humanas:
    • a prudência, que "dispõe a razão para discernir em todas as circunstâncias o verdadeiro bem e a escolher os justos meios para o atingir. Ela conduz a outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida", sendo por isso considerada a virtude-mãe humana.
    • a justiça, que é uma constante e firme vontade de dar aos outros o que lhes é devido;
    • a fortaleza que assegura a firmeza nas dificuldades e a constância na procura do bem;
    • e a temperança que "modera a atracção dos prazeres, assegura o domínio da vontade sobre os instintos e proporciona o equilíbrio no uso dos bens criados", sendo por isso descrita como sendo a prudência aplicada aos prazeres [7].

Para contrariar e opôr-se aos Sete pecados capitais, existe também um outro tipo de organização das virtudes, que é baseada nas chamadas Sete Virtudes: Castidade, Generosidade, Temperança, Diligência, Paciência, Caridade e Humildade.

[editar] Ver também

Referências

  1. Compêndio do Catecismo da Igreja Católica (CCIC), n. 377
  2. CCIC, n. 384
  3. Ibidem; n. 386, 387 e 388
  4. 1 Coríntios 13:13
  5. GEORGE WEIGEL, A Verdade do Catolicismo; cap. 6, pág. 101
  6. CCIC, n. 378
  7. Ibidem; n. 380, 381, 382 e 383

[editar] Ligações externas

Wikiquote
O Wikiquote possui citações de ou sobre: Virtude

VEZZO - VÍCIO = FALHA = DEFEITO X VIRTUDE


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Vício (do latim "vitium", que significa "falha" ou "defeito" [1]) é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. O termo também é utilizado de forma amena, muitas vezes deixando um índice de sua acepção completa. Por exemplo, viciado em chocolate.

Seu oposto é a virtude.

A acepção contemporânea está relacionada a uma sucessão de denominações que se alteraram históricamente e que culmina com uma relação entre o Estado, a individualidade, a ética e a moral, nas formas convencionadas atualmente. Além disso, está fortemente relacionada a interpretações religiosas, sempre denotando algo negativo, inadequado, socialmente reprimível, abusivo e vergonhoso. Porém, em termos genéricos, é interessante a abordagem de Margaret Mead:

“A virtude é quando se tem a dor seguida do prazer; o vício, é quando se tem o prazer seguido da dor”

Faltando porém, um detalhe: os períodos onde a dor e o prazer se inserem variam, sendo que o segundo é sempre mais longo e permanente que o primeiro, em ambos os casos. Daí a relação que se cria também com o trabalho, como processo doloroso que gera prazer posterior permanente, e que portanto, eleva(m) o homem, através do orgulho e da vitória. Fatalmente, o vício relaciona-se também com a perda, a derrota, e portanto, a queda, fechando um ciclo conceitual que interliga o social, o biológico, o religioso e a ética-moral laica.
Índice
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1 Vício e ciência
2 Vício e ética
3 Trabalhador compulsivo
4 Psicologia comportamental e o vício
5 Ver também
6 Ligações externas
7 Referências

[editar] Vício e ciência
O cigarro, que causa dependência química e psicológica.

A ciência tenta explicar em todas as suas vertentes a origem do vício, mas filosoficamente isto é contraditório, já que o conceito de ciência não prescinde de moral ou ética, ao menos no sentido social, em sua prática investigatória, e portanto, tal conceito não pode ser quantificado ou isolado para análise imparcial.

Por outro lado, em se tratando de dependência, seja ela de ordem orgânica, psico-social ou mista, há grandes possibilidades de se encontrar medicamentos definitivos e de maior qualidade, que eliminem o vício em suas diversas formas.
[editar] Vício e ética
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Aristóteles carregando seu livro intitulado "Ética"

Muitas pesquisas encontram uma relação direta entre prazer (imediato) e dependência, e o poder de atração para um novo ciclo de prazer-depressão, característico de todas as formas de vício. Dessa forma, a despeito de a configuração deste comportamento ser explicada biologicamente, sua avaliação social é paralela aos conceitos de mau, incorreto, indecente, anti-natural, arriscado, doentio, perigoso, fatal, evidenciando que a construção histórica do conceito aponta sua prática indiscriminada em direção à morte ou grave degradação biológica do indivíduo viciado, ou seja, vício é um conceito composto e indissociável, formado por diversas acepções que se sobrepõem nos campos medicinais ou biológicos, históricos, políticos, antropológicos, econômicos, psicológicos e psicanalíticos, religiosos, éticos e morais e além disso, é um conceito contemporâneo (da forma como o conhecemos) que não existia há algumas décadas, e não pode ser isolado como processo biológico, evidenciando-se a primazia não da química, mas de todo um complexo real e imaginário em torno da individualidade.
[editar] Trabalhador compulsivo
Workaholic alimentando-se em frente ao computador

Apesar da acepção do vício estar frequentemente associada como antagônica ao trabalho, a expressão Trabalhador compulsivo (ou "workaholic", como é importado freqüentemente do Inglês) traz à tona a evidência de que não se trata de, como a expressão é com frequência utilizada, fuga da responsabilidade ou "vagabundagem", mas antes a repetição de uma estrutura psicológica.
[editar] Psicologia comportamental e o vício
Esquema da inter-relação entre a causa e o vício, como feedback positivo (behaviorismo).

Para a psicologia comportamental o vício é resultado de uma construção orgânica, desencadeada pelo reforço de uma relação entre estímulo e prazer químico, ou ainda, é uma questão puramente biológica, em detrimento da abordagem simbólico-linguística que a psicanálise Lacaniana enuncia. As pesquisas dessa linha de conhecimento fornecem dados a partir de experimentos com animais menos desenvolvidos psicologicamente que o homem como ratos, gatos e cachorros e outros animais, que não possuem realidade social, individualidade ou auto-consciência, como ocorre nos seres humanos.
[editar] Ver também

Drogadição

[editar] Ligações externas

Entrevista Folha
A Fabricação do vício, seg. Prof. Dr. Henrique Carneiro
Lablogatórios
Sócrates

Wikcionário
O Wikcionário possui o verbete vício
Referências

↑ Dicionário Michaelis - Vício

Categoria: Ética

Rei do baralho - Teixeirinha

Eu fui o rei do baralho homem de má intenção
Jogar carta, beber canha, era a minha inclinação
Quando eu sentava no jogo sentava de prevenção
No cinto revólver Smith muita bala e um facão
Já pedia uma cachaça misturada com limão
Puxava o chapéu pros olhos e misturava o carvão
Roubava uma carta ou duas jogava outra no chão
Botava outra no bolso tava feita a tapeação

Um parceiro ou outro via já me chamavam atenção
E brabo eu virava a mesa me chamavam de ladrão
Outro mais gato gritava termine com a discussão
Seguia o jogo de novo vergonha não tinha não
Quando amanhecia o dia não restava um tostão
Chegava em casa com sono já dava outra explosão
A mulher pedindo roupa os filhos pedindo pão
E eu não tinha pra dar que maldita profissão

Um dia minha filhinha me agarrou pela mão
Papai você me acompanha pra uma apresentação
E me levou numa igreja onde reina a devoção
Me apresentou para o padre que me fez a confissão
Depois de muitos conselhos eu chorava de emoção
Tomei a Hóstia Sagrada minha santa comunhão
Daquele dia pra cá tenho Deus no coração
Nunca mais peguei baralho me livrei da tentação

terça-feira, 24 de maio de 2011

TABUANDO

[PSL-CE] Res: E tome Software livre Linux Tabuada
Lucas Queiroz lucas301p em gmail.com
Quinta Outubro 29 23:06:58 BRST 2009

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Olá pessoal,

Confirmei a apresentação do projeto "Tabuando em Aquiraz" do Prof. Oseias
Amador no
CESoL(www.cesol.org).

2009/10/28 Sinara Duarte

> legal, essa iniciativa. Em Fortaleza, varias escolas tem desenvolvido
> projetos em software livre, o que nos falta talvez seja reconhecimento da
> PMF... Muito legal mesmo.
>
> Professora da rede municipal de Fortaleza
> Pedagoga, Especialista em Informática Educativa e (quase) Midias em
> Educação - UFC
> Pesquisadora em Novas Tecnologias na Educação com ênfase no Software livre
> Linux User #475803
> Projeto Software Livre Educacional:
> >
> blog: http://softwarelivrenaeducacao.wordpress.com *(NEW)*
>
>
> ------------------------------
> *De:* Ronaldo Davi
> *Para:* tuxce em googlegroups.com; Projeto Software Livre Ceará <
> psl-ce em listas.softwarelivre.org>; Projeto Software Livre BRASIL <
> psl-brasil em listas.softwarelivre.org>; cearaemfoco em googlegroups.com
> *Enviadas:* Qua, Outubro 28, 2009 7:21:17 PM
> *Assunto:* [PSL-CE] E tome Software livre Linux Tabuada
>
> Parece que o software livre vem ganhando espaco numca se comentou nem teve
> tantas informacoes quanto neste momento!
>
> Foi desenvolvido na EEFM Telina Matos Pires, em Aquiraz-CE, o Projeto
> Tabuando, que consiste na utilização de um aplicativo (Tux Math - A Jogada)
> do Software Educacional Linux na aprendizagem discente das quatro operações
> básicas da Matemática.
>
> O projeto foi também apresentado por seus coordenadores: professora Daniela
> Pereira de Andrade Brasil e Oséias Amador Pereira à reunião da 1º CREDE em
> Maracanaú para diretores escolares.
>
> Um dos objetivos dos coordenadores é de extender as atividades para todos
> os alunos que cursam o ensino médio (1º Ano - Básico) do Estado do Ceará.
>
> /Fonte: Prof. Oseias Amador (prof.oseias em yahoo.com.br)
> /
>
> /
> http://softwarelivre.ceara.gov.br/noticias/Linux-e-Matematica-Basica-aprendendo-tabuada
> /
>
>
> --
> Atenciosamente,
> Ronaldo davi
> Consultor Técnico.
> Tecnologias Livre
> Fortaleza-CE Fone: 85 8898.5206 / 9622.6722
> www.donosdelanhouse.com.br
> www.metarec.com.br
>
> _______________________________________________
> Lista de discussao PSL-CE
> http://listas.softwarelivre.org/mailman/listinfo/psl-ce
>
> ------------------------------
> Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10-
> Celebridades-
> Música-
> Esportes
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> _______________________________________________
> Lista de discussao PSL-CE
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Lucas Queiroz
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"CURIOSA-MENTE"































POR QUE DO ESPANTO...

Viviam na idade da pedra...

A sociedade indígena na época da chegada dos portugueses.

O primeiro contato entre índios e portugueses em 1500 foi de muita estranheza para ambas as partes.
As duas culturas eram muito diferentes e pertenciam a mundos completamente distintos.
Sabemos muito sobre os índios que viviam naquela época, graças a Carta de Pero Vaz de Caminha ( escrivão da expedição de Pedro Álvares Cabral ) e também aos documentos deixados pelos padres jesuítas.

Os indígenas que habitavam o Brasil em 1500 viviam da caça, da pesca e da agricultura de milho, amendoim, feijão, abóbora, bata-doce e principalmente mandioca.
Esta agricultura era praticada de forma bem rudimentar, pois utilizavam a técnica da coivara ( derrubada de mata e queimada para limpar o solo para o plantio).
Os índios domesticavam animais de pequeno porte como, por exemplo, porco do mato e capivara.
Não conheciam o cavalo, o boi e a galinha. Na Carta de Caminha é relatado que os índios se espantaram ao entrar em contato pela primeira vez com uma galinha.

As tribos indígenas possuíam uma relação baseada em regras sociais, políticas e religiosas. O contato entre as tribos acontecia em momentos de guerras, casamentos, cerimônias de enterro e também no momento de estabelecer alianças contra um inimigo comum.

Os índios faziam objetos utilizando as matérias-primas da natureza. Vale lembrar que índio respeita muito o meio ambiente, retirando dele somente o necessário para a sua sobrevivência. Desta madeira, construíam canoas, arcos e flechas e suas habitações (ocas ). A palha era utilizada para fazer cestos, esteiras, redes e outros objetos. A cerâmica também era muito utilizada para fazer potes, panelas e utensílios domésticos em geral. Penas e peles de animais serviam para fazer roupas ou enfeites para as cerimônias das tribos. O urucum era muito usado para fazer pinturas no corpo.

a cultura indigena é muito rica, vale a pena pesquisar e se interar!!!

espero ter ajudado

LUZIA - A HISTÓRIA DOS ANTEPASSADOS: COMO OS ÍNDIOS CHEGARAM AO BRASIL...

O povoamento do continente americano é um enigma a ser decifrado para a compreensão da evolução de nossa espécie, chamada pelos cientistas de Homo sapiens. Ao deixar a África, onde surgiu aproximadamente entre 200 mil e 100 mil anos, o homem primitivo deu início à sua dispersão territorial e colonizou novos continentes, adaptando-se a novas regiões de clima e recursos naturais variados. Num movimento cuja direção levou ao estreito de Bering, a porta de entrada das Américas, nossos ancestrais deixaram vestígios nos lugares por onde passaram e fixaram residência. Esses locais, conhecidos como sítios arqueológicos foram encontrados em maior número na Europa, Ásia e Oceania do que na América do Norte, Central e do Sul que também são mais recentes. Essa lacuna na história do desenvolvimento humano há muito tempo mobiliza arqueólogos, lingüistas, antropólogos físicos e sociais, biólogos e geólogos, que procuram conhecer a origem, as características e quando e como chegou à América a nossa espécie.

"Hoje, as perguntas que estão sendo feitas sobre o povoamento da América são: de onde vieram os primeiros colonizadores? Que rota seguiram? A migração foi contínua ou interrompida por lapsos de tempo? Quando ocorreu essa migração, ou quando ocorreram essas migrações?", explica Francisco Salzano, pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), empenhado em desvendar as origens do homem americano por meio da análise genética de grupos indígenas. Para ele, existe o consenso entre os cientistas de que não existiram populações originadas no continente, pois aqui ainda não foram encontrados vestígios muito antigos de fósseis humanos. Além disso, a hipótese mais aceita é a de que a rota de entrada no continente passou pelo estreito de Bering. "Mesmo com relação a este último ponto, no entanto, há vozes discordantes. As discussões quanto à região original de migração envolvem ou a Mongólia ou a Sibéria, numa ou mais rotas de migração, que podem ter sido terrestres, interiores, costeiras ou marítimas", diz Salzano.

Um dos debates mais intensos sobre o surgimento do homem americano diz respeito ao tempo de sua chegada ao continente. Até meados do século passado, os achados arqueológicos que ofereciam dados mais antigos sobre a presença humana nas Américas derivavam de materiais encontrados no Novo México, EUA. Trata-se da cultura Clóvis, assim batizada com o mesmo nome do sítio arqueológico em que foram encontrados artefatos produzidos por pessoas que habitaram a região entre 10.500 e 11.400 anos atrás. Esse grupo era formado por caçadores de grandes animais, tais como mamutes e mastodontes, que eram abatidos por pontas de pedra lascada bastante afiadas, cuja técnica de produção permitia que fossem colocadas na ponta de um cabo.


Ponta de flecha tipo Clóvis
Fonte: Reprodução do catálogo da Mostra
do Redescobrimento Brasil + 500

Esses achados permitiram a construção do modelo teórico chamado "Clóvis-Primeiro", segundo o qual uma única leva de pessoas adentrou a América aproximadamente a 12 mil anos. Esse período correspondia a uma era geológica, o final do período Pleistoceno, em que, entre o Alasca e o estreito de Bering, formou-se um corredor de terra chamado Beríngia, graças ao rebaixamento do nível do mar, numa era glacial em que a água era retida em grande volume na forma de gelo. Além desse fato geológico, a teoria foi corroborada por outras descobertas em sítios arqueológicos nos Estados Unidos, onde os artefatos de pedra lascada encontrados eram bastante semelhantes aos da cultura Clóvis. Desse modo, passou-se a acreditar que dessa cultura descendiam os demais grupos humanos espalhados pelo continente, idéia defendida ferrenhamente pelos pesquisadores norte-americanos, que olham com ceticismo a produção científica sul-americana.

Mas a teoria de que a cultura Clóvis era a primeira e mais antiga da América, aos poucos, foi perdendo espaço diante das novas descobertas arqueológicas que atestaram uma presença humana mais remota em algumas regiões fora da América do Norte, tornando mais acirradas as discussões sobre a origem do homem em nosso continente. No final dos anos 90, trabalhos publicados por cientistas norte-americanos sobre escavações realizadas na América do Sul indicavam datas de ocupação de períodos contemporâneos aos de Clóvis.

No sítio de Monte Verde explorado pelo arqueólogo Tom Dillehay, ao sul do Chile, foram encontrados vestígios arqueológicos que sugerem uma presença humana há 12.300 anos. Os estudos da pesquisadora Anna Roosevelt sobre Pedra Pintada, sítio localizado na cidade de Monte Alegre, Pará, indicam a ocupação do homem na floresta amazônica por volta de 11.300 anos atrás. Os resultados obtidos nesse local levaram a pesquisadora apresentar um outro modelo teórico de explicação da ocupação da América, o qual foi chamado de "Clóvis em contexto". Segundo esse modelo, a cultura Clóvis não era a mais antiga ocupação no continente da qual derivam todas as demais populações americanas.

Achados em outros sítios arqueológicos espalhados pela América do Sul reforçam a teoria de uma ocupação pré-Clóvis do continente, no final do período Pleistoceno, anterior a 10 mil anos, e no início do Holoceno, nossa atual era geológica. Em Taima-Taima, sítio venezuelano, há indícios de presença humana que remontam a 15 mil anos. Na Argentina, nos sítios de Piedra Museo e Los Toldos, existem vestígios humanos de aproximadamente 13 mil anos. Os sítios de Tibitó, Colômbia, e os de Quebrada Jaguay e Pachamachay, no Peru, possuem datações antigas de até 11.800 anos. No Brasil, em Lapa do Boquête, Vale do Peruaçu, e em Lapa Vermelha e Santana do Riacho, Lagoa Santa, todos estes em Minas Gerais, e no Boqueirão da Pedra Furada, São Raimundo Nonato, Piauí, foram encontradas evidências remotas, anteriores a 10 mil anos.

Atualmente, reivindica-se ao sítio arqueológico do Boqueirão da Pedra Furada, os vestígios mais antigos deixados pelo homem nas Américas. Datações feitas a partir de carvões originados de fogueiras e pedras lascadas indicam uma ocupação humana que remonta a cerca de 60 mil anos. Porém, entre os arqueólogos, é discutido se realmente tais vestígios foram produzidos por homens ou se são resultado de algum tipo de ação natural. Para a arqueóloga Niéde Guidon, que escava a região desde os anos 80, não há dúvidas de interpretação a respeito da ação humana nesse contexto. "Colegas americanos da Texas A & M University, EUA, analisaram as peças líticas e, como nós, as consideram indubitavelmente feitas pelo homem. Para rebater a idéia de que o carvão podia vir de incêndios naturais, fizemos sondagens em todo o vale da Pedra Furada e o carvão somente existe dentro do sítio. Incêndios naturais deixam carvão para todos os lados", explica a pesquisadora.

Para Niéde Guidon, a partir dos vestígios do sítio de Pedra Furada, considerando dados da paleoclimatologia, da paleoparasitologia e da genética, seria possível propor uma teoria sobre a ocupação da América por grupos humanos diferentes, vindo de diferentes regiões, em diferentes épocas, ao longo dos últimos 100 mil anos. Mas, como ressalta a pesquisadora, sua proposta não é a de desvendar as origens do homem americano, mas sim descrever a história do homem na região do sudeste do Piauí.

"Todos partem do pressuposto de que estamos estudando a origem do homem americano. Nosso programa de pesquisa é outro. Iniciei as pesquisas partindo da hipótese de que, tratando-se de uma região de fronteira entre duas grandes formações brasileiras, o escudo pré-cambriano da depressão periférica do São Francisco e a bacia sedimentar Maranhão Piauí do período devoniano-permiano, haveria uma profusão de ecossistemas diferentes, o que aumentaria a quantidade e diversidade dos produtos naturais disponíveis. Esse fato poderia ser o gerador de condições favoráveis para o desenvolvimento de culturas diferentes e, principalmente, de grandes culturas nesta região. Estudamos também todo o processo de evolução climática e da paisagem, desde a chegada do homem até hoje. Essa hipótese se mostrou verdadeira e até hoje estamos descobrindo novos sítios, figuras rupestres que foram comparadas pelos técnicos da Unesco às pinturas das grutas francesas, sendo classificadas como obras primas da humanidade. A quantidade de sítios, de pinturas, gravuras, material lítico e cerâmico demonstra uma presença antiga e contínua. Portanto, se enganam aqueles que pensam que estamos pesquisando para descobrir o mais velho ocupante da América. Se os sítios mais antigos tivessem 9.000 anos continuaríamos com o mesmo programa", diz Guidon.

Achados arqueológicos pré-Clóvis, ou seja, mais antigos que 11.400 anos, também têm ajudado a embaralhar ainda mais outras duas peças do quebra-cabeça sobre a colonização primitiva da América que são: a origem do homem americano e o número de levas migratórias que o trouxeram para o continente. Na década de 80, a explicação mais aceita era fornecida pelo Modelo das Três Migrações, uma combinação de análises dentária, lingüística e de genética clássica. Segundo esse modelo, três populações originárias da Sibéria e do nordeste-asiático - ameríndios, na-denes e esquimós - adentraram respectivamente o território americano há 11 mil, 9 mil e 4 mil anos.

Porém, novos estudos em genética baseados na análise do DNA mitocondrial (mtDNA) e do cromossomo Y de populações indígenas americanas fornecem modelos alternativos sobre os grupos fundadores de novas culturas na América. Os pesquisadores Francisco Salzano (UFRGS) e Sandro Bonatto (PUCRS), baseados em resultados com mtDNA, sugerem uma entrada única no continente, por volta de 16 mil a 20 mil anos atrás. Mas Salzano explica que tais projeções sobre o tempo de presença do homem na América variam conforme a base de referência utilizada para estudos nesse sentido. Citando o exemplo da genética, o pesquisador diz que algumas pesquisas baseadas em análises do cromossomo Y, por exemplo, propõem números diferentes de migrações colonizadoras, uma ou mais, que ocorreram em épocas distintas.

Pesquisas em antropologia física, baseadas no estudo da morfologia craniana, também apresentam modelos distintos de ocupação da América, sugerindo a existência de quatro ondas migratórias ocorridas em períodos diferentes. Em artigo publicado na revista brasileira Scientific American, em agosto deste ano, os pesquisadores Walter Neves e Mark Hubbe, ambos da USP, defendem a idéia de que uma população distinta dos atuais índios americanos adentrou o continente através do estreito de Bering aproximadamente a 15 mil anos. Essa hipótese faz parte da teoria denominada "Modelo dos Dois Componentes Biológicos Principais", segundo a qual houve uma migração não mongolóide, que antecedeu a chegada dos ameríndios, na-denes e esquimós ao continente.

Essa teoria é sustentada pelo antropólogo físico Walter Neves desde meados dos anos oitenta, época em que ele analisou uma série de crânios encontrados no sítio Lapa Vermelha IV, região de Lagoa Santa, Minas Gerais, escavado por franceses e brasileiros sob a liderança da arqueóloga Annete Laming Emperaire, entre os anos de 1974 e 1976. A morfologia desses crânios apresenta traços característicos aos dos aborígines africanos e australianos, que são distintos dos traços característicos de povos com origem asiática, tais como chineses, japoneses e atuais indígenas americanos.


Annete escava local onde foi encontrada a mandíbula de Luzia
Foto cedida por André Prous

A idéia de que o território americano foi ocupado por populações de componentes biológicos distintos ganhou visibilidade com a publicação, em 1998, de um estudo feito por Neves a partir de um esqueleto encontrado na Lapa Vermelha, considerado um dos mais antigos encontrados na América. Com a idade entre 11 mil e 11.500 anos atrás, esse esqueleto pertencia a uma mulher jovem batizada pelos arqueólogos de Luzia. O estado de conservação de seu crânio permitiu a realização de uma reconstituição facial, cuja aparência revela traços semelhantes aos de africanos e australianos.


A busca continua
A origem primitiva do homem americano permanece um mistério para a ciência. Os pesquisadores que procuram desvendá-la, dispõem de escassas evidências e utilizam diferentes bases de referência metodológica (lingüística, arqueológica, antropológica, genética etc), que são difíceis de serem encaixadas num mesmo modelo teórico. De certa forma, as discussões giram em torno de quem possui os dados mais precisos e mais antigos sobre a presença humana em nosso continente. Além disso, os embates científicos parecem estar polarizados pelas velhas teorias de colonização e os novos vestígios arqueológicos encontrados na América do Sul.

Para Niéde Guidon, as teorias sobre a ocupação da América dos anos 50 eram baseadas na falta de dados. "Os dados foram surgindo, mas muitos ficaram aferrados a uma teoria sem bases. Os conhecimentos sobre a pré-história da Europa, da África, mudaram e muito. A cada ano temos novos recuos para o aparecimento do gênero Homo, para as relações genéticas entre Homo e os outros grandes primatas africanos. Somente a teoria americana sobre o povoamento da América não pode ser tocada. Em alguns artigos recentes, a submissão é tal que somente o que é feito pelos americanos pode ser considerado", comenta a arqueóloga.

O arqueólogo André Prous (UFMG), que participou da missão franco-brasileira para a escavação do sítio de Lapa Vermelha IV, onde foi encontrada a Luzia, acrescenta que a determinação de um período para a ocupação do homem na América depende da descoberta de sítios arqueológicos devidamente escavados e interpretados. Diz ele, "o dia em que tivermos sítios, se é que eles irão aparecer, mais antigos e em boas condições, já com vestígios inquestionáveis, com estratigrafias claras e datações precisas, teremos dados mais seguros sobre uma presença bastante primitiva do homem em determinada região. Para isso, é preciso multiplicar os números de pesquisas, procurar supostos sítios pleistocênicos com vestígios preservados etc. Teríamos que ter uma multiplicidade de estudos arqueológicos a esse respeito, pois as pesquisas acadêmicas sobre o tema são raras. Além disso, no final, devemos contar com boa dose de sorte para achar esses locais".

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É O QUE TEM PRA HOJE: "POUCO PAPO E SÓ... SU-CEEEEEEES-SO!!!"



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