v.t. Multiplicar por meio da reprodução.
Difundir, divulgar, comunicar: propagar notícias falsas.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Propaganda - é um modo específico de apresentar informação sobre um produto, marca, empresa ou política que visa influenciar a atitude de uma audiência para uma causa, posição ou actuação.[1][2] Seu uso primário advém de contexto político, referindo-se geralmente aos esforços de
persuasão patrocinados por governos e
partidos políticos.
Uma manipulação semelhante de informações é bem conhecida: a
propaganda comercial, que normalmente não é chamada de propaganda mas
sim
publicidade, embora no
Brasil seja utilizada como
sinônimo.
[3] Ao contrário da busca de
imparcialidade na
comunicação,
a propaganda apresenta informações com o objectivo principal de
influenciar uma audiência. Para tal, freqüentemente apresenta os fatos
seletivamente (possibilitando a
mentira por omissão) para encorajar determinadas conclusões, ou usa mensagens exageradas para produzir uma resposta
emocional e não racional à informação apresentada. O resultado desejado é uma mudança de atitude em relação ao assunto no
público-alvo para promover uma
agenda. A propaganda pode ser usada como uma forma de luta política.
Apesar do termo "propaganda" ter adquirido uma conotação negativa,
por associação com os exemplos da sua utilização manipuladora, a
propaganda em seu sentido original é neutra, e pode se referir a usos
considerados geralmente benignos ou inócuos, como recomendações de
saúde pública, campanhas a encorajar os cidadãos a participar de um
censo ou
eleição, ou mensagens a estimular as pessoas a denunciar
crimes à
polícia, entre outros.
Etimologia
O termo "propaganda" tem a sua origem no
gerúndio do
verbo latim propagare, equivalente ao
português propagar, significando o ato de difundir algo, originalmente referindo-se à prática agrícola de
plantio usada para propagar
plantas como a
vinha.
[4] O uso da palavra "propaganda" no sentido actual é uma cunhagem inglesa do
século XVIII, nascida da abreviação de
Congregatio de Propaganda Fide de cardeais estabelecida em
1622 pelo
Papa Gregório XV para supervisionar a propagação da
fé cristã nas missões estrangeiras. Originalmente o termo não era pejorativo, e o seu sentido político actual remonta à
I Guerra Mundial.
[5]
Confusão no uso do termo propaganda no Brasil
O CENP, Conselho Executivo de Normas Padrão, um dos órgãos que
normatiza a atividade publicitária no Brasil, considera publicidade como
sinônimo de propaganda. Esta confusão entre os termos propaganda e
publicidade no Brasil ocorre por um problema de
tradução dos originais de outros
idiomas, especificamente os da
língua inglesa. As traduções dentro da área de negócios,
administração e
marketing utilizam propaganda para o termo em inglês
advertising e publicidade para o termo em inglês
publicity. As traduções dentro da área de
comunicação social utilizam propaganda para o termo em inglês
publicity e publicidade para o termo em inglês
advertising.
No caso do CENP, a distinção entre os vocábulos é irrelevante, pois a
entidade cuida tão-somente das relações comerciais entre anunciantes,
agências e veículos. Assim definido o âmbito de sua atuação, torna-se
óbvio que ela trata da propaganda comercial e emprega a locução como
sinônimo de publicidade ("advertising").
O termo
publicidade é usado quando a veiculação na
mídia
é paga, já propaganda refere-se a veiculação espontânea. Toda
publicidade visa a divulgação de um produto e, consequentemente, sua
compra pelo
consumidor.
A propaganda possui várias técnicas em conjunto com a
publicidade,
podendo ser usada tanto para promover um produto comercial quanto para
divulgar crenças e idéias religiosas, políticas ou ideológicas. Exemplos
de propaganda são
panfletos
e programas (de rádio/TV) preparados para a audiência do inimigo
durante as guerras e a maior parte das publicidades de campanhas
políticas. A propaganda é também um dos métodos usados na
guerra psicológica.
Num sentido estrito e mais comum do uso do termo, a propaganda usada
na guerra psicológica se refere à informação deliberadamente falsa ou
incompleta , que apóia uma causa política ou os interesses daqueles que
estão no poder ou dos que querem o poder. O
publicitário
procura mudar a forma como as pessoas entendem uma situação ou
problema, com o objetivo de mudar suas ações e expectativas para a
direção que interessa. Nesse sentido, a propaganda serve como
corolário à
censura, na qual o mesmo objetivo é obtido, não por colocar falsas informações nas
mentes
das pessoas, mas fazendo com que estas não se interessem pela
informação verdadeira. O que diferencia a propaganda como arma
psicológica de outras formas de
argumentação é o desejo do publicitário em mudar o entendimento das pessoas através do logro e da confusão, mais do que pela
persuasão
e entendimento. Esse tipo de propaganda ainda é muito comum no Brasil
em campanhas eleitorais e religiosas como já foi dito anteriormente, com
o propósito de embutir uma idéia na cabeça das pessoas e causar repulsa
por informações novas , gerando
preconceito e
intolerância como efeito prático.
A propaganda é também uma poderosa
arma na
guerra.
Nesse caso, sua função é normalmente desumanizar o inimigo e criar
aversão contra um grupo em especial. A técnica é criar uma imagem falsa
(desse grupo). Isso pode ser feito usando-se palavras específicas,
lacunas de palavras ou afirmando-se que o inimigo é responsável por
certas coisas que nunca fez.
Exemplos de propaganda:
Noutro sentido, menos comum mas ainda legítimo do termo, a propaganda
se refere apenas à informação falsa utilizada para reforçar
idéias
entre os que já acreditam em algo. A assunção é que, se as pessoas
acreditam em algo falso, irão ser constantemente assoladas por dúvidas.
Como estas dúvidas são desprazeirosas (ver
dissonância cognitiva),
as pessoas são ávidas por eliminá-las, e assim receptivas a
reafirmações vindas daqueles que têm poder. Por essa razão a propaganda é
comumente endereçada a pessoas que já são simpáticas ao que se afirma.
A propaganda pode ser classificada de acordo com a origem:
Propaganda política
-
Em política, tem o objetivo de divulgar um candidato, legenda ou
coligação. Neste caso, mesmo que a mensagem traga informação verdadeira,
é possível que esta seja partidária, não apresentando um quadro
completo e balanceado do objecto em questão. Seu uso primário advém de
contexto político, referindo-se geralmente aos esforços patrocinados por
governos e partidos políticos. Uma manipulação semelhante de
informações é bem conhecida, a publicidade, mas normalmente não é
chamada de propaganda, ao menos no sentido mencionado acima.
 |
De forma neutra, propaganda é definida como forma propositada e
sistemática de persuasão que visa influenciar com fins ideológicos,
políticos ou comerciais, as emoções, atitudes, opiniões e acções de
públicos-alvo através da transmissão controlada de informação parcial
(que pode ou não ser factual) através de canais directos e de mídia. |

— Richard Alan Nelson, A Chronology and Glossary of Propaganda in the United States, 1996.
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História da propaganda
A propaganda é uma atividade humana tão antiga quanto os registros de que algo acontece ou aconteceu.
A
inscrição de Behistun (c. 515 a.C.), detalhando a ascensão de
Dario I ao trono
persa é vista pela maioria dos historiadores como um dos primeiros exemplos de propaganda.
[6] O
Arthashastra escrito por
Chanakya (c. 350-283 aC), um professor de
ciência política na Universidade Takshashila e um primeiro-ministro da
Império Máuria na Índia antiga, discute propaganda em detalhes, tais como a forma de divulgá-la e como aplicá-la na
guerra. Seu aluno
Chandragupta Maurya (c. 340-293 a.C.), fundador do Império Máuria, empregou esses métodos durante sua ascensão ao poder.
[7]
Os escritos de romanos como
Lívio
são considerados obras-primas da propaganda estatal pró-Roma. O termo
em si, origina da Sagrada Congregação Católica Romana para a Propagação
da Fé (
sacra congregatio christiano nomini propaganda ou, simplificando,
propaganda fide), o departamento da administração pontifícia encarregado da expansão do
catolicismo e da direção dos negócios eclesiásticos em países não-católicos (territórios missionários). A raiz latina
propagand_ remete ao sentido de "aquilo que precisa ser espalhado".
O
pôster representando um nazista esfaqueando uma
Bíblia é um tipo de propaganda apelativa usada pelos
EUA.
As técnicas de propaganda foram cientificamente organizadas e aplicadas primeiramente pelo
jornalista Walter Lippman e pelo
psicólogo Edward Bernays (sobrinho de
Sigmund Freud, no início do
século XX). Durante a Primeira Guerra Mundial, Lippman e Bernays foram contratados pelo
presidente dos
Estados Unidos Woodrow Wilson para influenciar a
opinião pública para entrar na guerra ao lado da Inglaterra.
A campanha de propaganda de guerra de Lippman e Bernays produziram em seis meses uma
histeria antialemã tão intensa que marcou definitivamente os
negócios norte-americanos (e
Adolf Hitler
entre outros) com o potencial da propaganda de larga escala em
controlar a opinião pública. Bernays cunhou os termos "mente coletiva" e
"consenso fabricado", conceitos importantes na prática da propaganda.
A atual indústria das
Relações Públicas
é uma derivação direta do trabalho de Lippman e Bernays e continua a
ser usada largamente pelo governo dos Estados Unidos. Durante a primeira
metade do
século XX, os próprios Bernays e Lippman tiveram uma bem-sucedida empresa de
relações públicas.
Na
URSS a falsificação de
fotografias era um recurso de
contrainformação amplamente utilizado (
veja: falsificações de fotografias na União Soviética).
A
Segunda Guerra Mundial viu o uso contínuo da propaganda como arma de guerra, tanto pelo ministro da Propaganda de Hitler
Joseph Goebbels como pelo
Comitê de Guerra Político-Executivo inglês.
Alemanha nazista
A maioria da propaganda na
Alemanha Nazista foi produzida pelo
Ministério da Conscientização Pública e Propaganda ("Promi" na
abreviação alemã).
Joseph Goebbels foi encarregado desse ministério logo após a tomada do poder por Hitler em
1933. Todos os jornalistas,
escritores e
artistas foram convocados para registrarem-se em uma das câmaras subordinadas ao ministério:
imprensa,
artes,
música,
teatro,
cinema,
literatura ou
rádio.
Os nazistas acreditavam na propaganda como uma ferramenta vital para o atingimento de seus objetivos.
Adolf Hitler, o
Führer da Alemanha, ficou impressionado com o poder da propaganda
Aliada durante a
Primeira Guerra Mundial e acreditava ter ela sido a causa principal do colapso moral e das revoltas no front alemão e na Marinha em
1918.
Hitler se encontrava diariamente com Goebbels para discutir as notícias
e obter as opiniões de Hitler sobre os assuntos; Goebbels então se
reunía com os executivos do ministério e passava a linha oficial do
Partido sobre os eventos mundiais.
Radialistas e jornalistas precisavam de aprovação prévia antes de seus trabalhos serem divulgados. Mais,
Adolf Hitler e alguns outros alto-oficiais nazistas como
Reinhard Heydrich
não tinham dilemas morais em espalhar propaganda que eles mesmos sabiam
ser falsa e deliberadamente difundiam informações falsas como parte da
doutrina conhecida como a
Grande Mentira.
A propaganda nazista pré-Segunda Guerra Mundial visava a várias audiênciais distintas:
- Alemães, que eram lembrados constantemente do esforço do Partido Nazista e da Alemanha contra inimigos (especialmente os judeus) externos e internos;
- Alemães étnicos em países como a Tchecoslováquia, Polônia, União Soviética e Países Baixos, para os quais se afirmava que as raízes consanguíneas com a Alemanha eram maiores que a devoção a seus novos países;
- Inimigos potenciais, como a França e Grã-Bretanha, para quem se difundia que a Alemanha
não tinha rivalidade com as pessoas do país, mas que seus governantes
(franceses e ingleses) estavam tentando iniciar uma guerra contra a Alemanha.
- A todos os públicos eram lembradas as conquistas e a grandeza cultural, científica e militar da Alemanha.
Até o final da
Batalha de Estalingrado, em
4 de fevereiro de
1943,
a propaganda alemã enfatizava o progresso das tropas alemãs e a
humanidade dos soldados alemães para com os povos dos territórios
ocupados. Em comparação, os ingleses e
aliados eram descritos como
assassinos covardes, e os norte-americanos em particular como sendo bandidos como
Al Capone. Ao mesmo tempo, a propaganda alemã procurou afastar os americanos e os ingleses uns dos outros, e ambos dos soviéticos.
Depois de Estalingrado, o tema principal da propaganda mudou para
afirmar a Alemanha como a única defensora da Cultura ocidental Européia
contra as "hordas bolchevistas". Enfatizou-se a criação das "armas de
vingança"
V-1 e
V-2 para convencer os bretões da inutilidade em tentar vencer a
Alemanha.
Goebbels se matou logo após
Hitler em
30 de Abril de
1945. Em seu lugar,
Hans Fritzsche, que havia sido o executivo da Câmara do Rádio, foi julgado e absolvido pelos
Tribunais de Nuremberg.
Propaganda na Guerra Fria
Tanto os Estados Unidos como a
União Soviética, utilizaram amplamente a propaganda durante a
Guerra Fria. Os dois lados usaram
filmes, programas de televisão e de rádio para influenciar seus próprios cidadãos, ao outro e as nações do
Terceiro Mundo. A
Agência de Informação dos Estados Unidos operava a
Voz da América como uma estação oficial do governo. A
Radio Free Europe e a
Rádio Liberty, em parte apoiadas pela
CIA, emitiam propaganda cinza nas notícias e nos programas de entretenimento na
Europa Ocidental
e União Soviética respectivamente. A estação oficial do governo
soviético, a Rádio Moscow, difundia propaganda branca, enquanto a Rádio
Paz e Liberdade emitia propaganda cinza. Os dois lados também faziam
propaganda negra, em especial na época de crises.
A
disputa ideológica e
de fronteira entre a União Soviética e a
China
resultou em inúmeras operações pós-fronteira. Uma técnica desenvolvida
durante esse período era a transmissão "ao contrário", na qual o
programa de rádio era gravado e transmitido de trás para a frente.
Nas
Américas,
Cuba
serviu como a maior fonte e objeto de propaganda por estações tanto
negras como brancas, operadas pela CIA e grupos cubanos exilados. A
Rádio Habana Cuba, por sua vez, difundia programação original, recebida
da Rádio Moscow e retransmitia A Voz do Vietnã junto com testemunhos dos
habitantes da Pueblo norte-americana.
Apesar de não ter publicado "
A Revolução dos Bichos" em plena guerra fria, mas, no seu começo, em
1945,
George Orwell,
um dos maiores escritores políticos do século vinte, teve através de
suas obras, forte pertinência também nesse período. Junto à obra
supracitada, seu "
1984"
são exemplos virtuais do uso da propaganda. Embora não ambientados na
União Soviética, seus personagens vivem em regimes autoritários nos
quais a linguagem é constantemente corrompida para propósitos políticos.
Essas obras foram utilizadas como propaganda explícita. A
CIA, por exemplo, financiou secretamente uma adaptação para
cinema de animação do livro "A Revolução dos Bichos" nos
anos 1950.
Propaganda enganosa
Entende-se por propaganda enganosa aquela que induz o consumidor a um
erro, ela mostra características e vantagens que um determinado produto
não tem. Esse tipo de propaganda é falsa.
É importante distinguir a propaganda enganosa abusiva. Esta é mais
grave porque tem a função de induzir o consumidor a um comportamento
prejudicial, geralmente incitam a
violência, exploram o
medo, entre outros.
Técnicas de geração de propaganda
Há várias técnicas que são utilizadas para criar mensagens que sejam
persuasivas, sejam verdadeiras ou falsas. Muitas dessas técnicas podem
ser baseadas em
falácias, já que os publicitários usam
argumentos que, embora às vezes convincentes, não são necessariamente válidos.
Há vários
pesquisadores
envolvidos na clarificação de como as mensagens de propaganda são
transmitidas, mas é claro que estratégias de disseminação da informação
só se tornam estratégias de propaganda quando associadas a
mensagens que modificam comportamentos, idéias ou sentimentos.
Grosso modo, pode-se afirmar que a propaganda se refere à MENSAGEM a
ser veiculada ("conteúdo"), enquanto a publicidade se refere aos "meios"
(o "como") essa mensagem será veiculada nos diferentes meios.
Identificar as mensagens de propaganda é um pré-requisito para estudar
os métodos utilizados para divulgação destas mensagens.
Abaixo, algumas das técnicas de propaganda (ou de "geração de posturas"):
- Argumentum ad nauseam
- Repetição incansável (ou repetição até cansar). Baseia-se na idéia
de que "uma idéia repetida suficientemente se torna verdade". Esta
técnica funciona melhor quando o acesso a mídia é controlado pelo
publicitário.
- Apelo à autoridade
- É a citação a uma figura proeminente que declara apoiar um posicionamento, idéia, argumento ou alguma ação em desenvolvimento.
- Apelo ao medo
- é a busca de apoio a uma idéia ou causa ou pessoa, instigando o medo no público-alvo da mensagem. Por exemplo, Joseph Goebbels explorou o livro Os Alemães devem Morrer, de Theodore Kaufman, para afirmar que os Aliados procuravam o extermínio do povo alemão e, com isso, obter o apoio do povo.
- Bode expiatório
- Atribuir culpa a um indivíduo ou grupo que não seja efetivamente ou
necessariamente responsável, aliviando sentimentos de culpa de partes
responsáveis ou desviando a atenção da necessidade de resolver um
problema, cuja culpa foi atribuída àquele que está emitindo a
propaganda.
- Desaprovação
- Essa é a técnica usada para desaprovar uma ação ou idéia sugerindo
que ela é popular ou assumida em grupos odiados, ameaçadores ou que
estejam em conflito com o público-alvo. Assim, se um grupo que apoia uma
idéia é levado a crer que pessoas indesejáveis, subversivas ou conflitantes também a apoiam, os membros do grupo podem decidir mudar sua posição.
- Efeito dominó
- Efeito dominó e vitória inevitável: tenta convencer a
audiência/público a colaborar com uma ação "com a qual todos estão
colaborando" ("junte-se a nós"). Essa técnica reforça o desejo natural
das pessoas de estar no lado vitorioso e visa a convencer a audiência
que um programa é a expressão de um movimento de massa irresistível e
que é de seu interesse se juntar a ele. A "vitória inevitável" incita
aqueles que ainda não aderiram a um projeto a fazê-lo, pois a vitória é
certa. Os que já aderiram se sentem confortados com a idéia de que
tomaram a decisão correta e apropriada.
- Estereotipificação ou Rotulagem
- Essa técnica busca provocar a rejeição em uma audiência rotulando o
objeto da campanha de propaganda como algo que o público-alvo teme,
desgosta, tem aversão ou considera indesejável.
- Homem comum
- O "homem do povo" ou "homem comum" é uma tentativa de convencer a audiência de que as posições do publicitário refletem o senso comum
das pessoas. É utilizada para obter a confiança do público
comunicando-se da maneira comum e no estilo da audiência. Publicitários
usam a linguagem e modos comuns (e até as roupas, quando em comunicações
audiovisuais presenciais) numa busca de identificar seus pontos de
vista com aqueles da "pessoa média".
- Palavras Virtuosas
- São palavras tiradas do sistema de valores do público-alvo, que
tendem a produzir uma imagem positiva quando associadas a uma pessoa ou
causa. Exemplos são paz, felicidade, segurança, liderança, liberdade, etc.
- Propaganda Enganosa
- São meios de oferecer o que não se tem, forçando o comprador, ou
consumidor a comprar outro produto, a idéia é chamar a atenção e
aumentar as vendas, mesmo que uma parcela mínima desista de comprar ou a
repulsar a empresa.
- Racionalização
- Indivíduos ou grupos podem usar afirmações genéricas favoráveis para
racionalizar e justificar atos e crenças questionáveis. Frases
genéricas e agradáveis são frequentemente usadas para justificar essas
ações ou crenças.
- Slogan
- Um slogan é uma frase curta e impactante que pode incluir
rotulação e estereotipação. Se slogans podem ser criados a respeito de
determinada idéia, devem sê-lo pois bons slogans são idéias
auto-perpetuáveis.
- Super-simplificação
- Afirmações vagas, favoráveis, são usadas para prover respostas
simples para complexos problemas sociais, políticos, econômicos ou
militares.
- Termos de Efeito
- Termos de efeito são palavras de intenso apelo emocional
tão intimamente associadas a conceitos e crenças muito valorizados que
convencem sem a necessidade de informação ou razões que as apoiem. Elas
apelam para emoções como o amor à pátria, lar, desejo de paz, liberdade,
glória, honra,
etc. Solicitam o apoio sem o exame da razão. Embora as palavras e
frases sejam vagas e sugiram coisas diferentes para pessoas diferentes,
sua conotação é sempre favorável: "Os conceitos e programas dos
publicitários são sempre bons, desejáveis e virtuosos".
- Testemunho
- Testemunhos são citações, dentro ou fora de contexto, efetuadas
especialmente para apoiar ou rejeitar uma idéia, ação, programa ou
personalidade. Explora-se a reputação ou papel (especialista, figura
pública respeitada, etc.) daquele que é citado. O testemunho dá uma
sanção oficial de uma pessoa ou autoridade respeitada à mensagem de
propaganda. Isso é feito num esforço de causar no público-alvo uma
identificação com a autoridade ou para que aceite a opinião da
autoridade como sua própria.
- Transferência
- Essa é a técnica de projetar qualidades positivas ou negativas
(elogios ou censuras) de uma pessoa, entidade, objetivo ou valor (de um
indivíduo, grupo, organização, nação, raça, etc.) para outro, para
tornar esse segundo mais aceitável ou desacreditá-lo. Essa técnica é
geralmente usada para transferir culpa de um parte em conflito para
outra. Ela evoca uma resposta emocional, que estimula o público-alvo a
identificar-se com autoridades reconhecidas.
- Vaguidade intencional
- Afirmações deliberadamente vagas de tal forma que a audiência pode
interpretá-las livremente. A intenção é mobilizar a audiência pelo uso
de frases indefinidas, sem que se analise sua validade ou determine sua
razoabilidade ou aplicação.
Ver também
duplo sentido,
esforço de informação,
falsas memórias ,
meme,
psyops
Métodos para transmitir mensagens publicitárias
Métodos usuais para transmitir mensagens de propaganda incluem
noticiários, comunicações oficiais,
revistas, comerciais, livros,
folhetos,
filmes de propaganda,
rádio,
televisão e
pôsteres,
que relacionem o produto/serviço oferecido quanto as suas
características e benefícios. No caso da divulgação de uma idéia ou
conceito o meio utilizado deve corresponder ao público-alvo da campanha e
acompanhado da linha de pensamento do seu criador, a fim de instigar no
público o interesse e a aderência à idéia/conceito. Com o advento da
internet comercial (deste fins de 1995 no Brasil - veja:
história da Internet no Brasil), um novo espaço ganhou forma nas mídias on-line. Inicialmente na forma de
banners, depois com
sites,
hot-sites e recentemente com diversos recursos de mídias sociais, novos
métodos tem obtido grande sucesso na transmissão de mensagens
publicitárias.
Ver também
Referências
- ↑ "De
forma neutra, propaganda é definida como forma propositada e
sistemática de persuasão que visa influenciar com fins ideológicos,
políticos ou comerciais, as emoções, atitudes, opiniões e acções de
públicos-alvo através da transmissão controlada de informação parcial
(que pode ou não ser factual) através de canais directos e de mídia." - Richard Alan Nelson, A Chronology and Glossary of Propaganda in the United States, 1996
- ↑ Brasil Escola. A propaganda e a persuasão. Página visitada em 4 de março de 2012.
- ↑ Webinsider. Propaganda e publicidade são a mesma coisa?. Página visitada em 4 de março de 2012.
- ↑ "Origins: A Short Etymological Dictionary of Modern English", by Eric Partridge, ISBN 0-203-42114-0, 1977, p. 2248
- ↑ http://www.etymonline.com/index.php?term=propaganda
- ↑ Nagle, D. Brendan; Stanley M Burstein. The Ancient World: Readings in Social and Cultural History. [S.l.]: Pearson Education, 2009. p. 133. ISBN 978-0-205-69187-6
- ↑ Boesche, Roger. "Kautilya's Arthasastra on War and Diplomacy in Ancient India", The Journal of Military History 67 (p. 9–38), Janeiro de 2003.
- Disinfopedia, a enciclopédia da propaganda
- Howe, Ellic. The Black Game: British Subversive Operations Against the German During the Second World War. London: Futura, 1982.
- Edwards, John Carver. Berlin Calling: American Broadcasters in Service to the Third Reich. New York, Prager Publishers, 1991. ISBN 0-275-93705-7.
- Linebarger, Paul M. A. (aka Cordwainer Smith). Psychological Warfare. Washington, D.C., Infantry Journal Press, 1948.
- Shirer, William L. Berlin Diary: The Journal of a Foreign Correspondent, 1934-1941. New York: Albert A. Knopf, 1942.
- Muito da informação mencionada nas Técnicas de Propaganda foi tirada
de: "Appendix I: PSYOP Techniques" de "Psychological Operations Field
Manual No.33-1" publicado pelo Quartel-General do Departamento de
Exército, em Washington DC, em 31 August 1979. Tenho certeza que há cópias da íntegra do manual na Web, vou tentar localizar um link..
- Sunshiny Propaganda.