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Serendipidade, também conhecido como Serendipismo, Serendiptismo ou ainda Serendipitia, é um anglicismo que se refere às descobertas afortunadas feitas, aparentemente, por acaso.
A história da ciência está repleta de casos que podem ser classificados como serendipismo. O conceito original de serendipismo foi muito usado, em sua origem. Nos dias de hoje, é considerado como uma forma especial de criatividade, ou uma das muitas técnicas de desenvolvimento do potencial criativo de uma pessoa adulta, que alia perseverança, inteligência e senso de observação.
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Serendib é o nome que os comerciantes árabes da antiguidade deram ao Sri Lanka (um entre vários nomes dados a esta ilha através de sua história, sendo que os cartógrafos gregos antigos a chamavam de Taprobana; já o atual nome do país significa Terra Resplandecente no idioma sânscrito, conforme registrado nos antigos épicos indianos Mahabharata e Ramayana; finalmente, com a chegada dos portugueses, a ilha recebeu o nome luso de Ceilão, do qual deriva a versão inglesa Ceylon).
No andar de baixo do laboratório de Fleming trabalhava um perito em bolores que cultivava, entre outros, os esporos de um fungo desconhecido, o Penicillium notatum. Imagina-se que os esporos, muito leves, tenham sido levados pelo vento e estavam flutuando em grande quantidade no ar do laboratório de Fleming, cuja porta sempre ficava aberta.
Retornando das férias, e encontrando o laboratório em grande desordem, Fleming começou a fazer uma limpeza geral. Repentinamente, uma das bandejas de estafilococos que estava prestes a ser desinfetada chamou-lhe a atenção. A placa apresentava uma larga zona clara totalmente desprovida de estafilococos, justamente a parte que estava cercada pelo mofo Penicillium. Fleming havia descoberto a penicilina, primeira droga capaz de curar inúmeras infecções bacterianas.
A própria palavra eletricidade vem de um relato do filósofo grego Tales de Mileto: ao se esfregar âmbar com pele de carneiro, observou-se que pedaços de palha eram atraídos pelo âmbar. A palavra eléktron significa âmbar em grego.
Inesperadamente as cobaias ficavam calmas e passivas durante os experimentos, contrastando com seu comportamento usualmente agitado e arredio.
O urato de lítio revelou uma das maiores revoluções na psiquiatria moderna. A partir daí Cade ainda fez testes em humanos em casos extremamente graves de mania aguda.
Até hoje, mais de cinqüenta anos depois, o lítio permanece como um dos principais tratamentos para pacientes com mania grave, graças aos inesperadamente calmos porquinhos da índia observados pelo Dr. Cade [1].
A história da ciência está repleta de casos que podem ser classificados como serendipismo. O conceito original de serendipismo foi muito usado, em sua origem. Nos dias de hoje, é considerado como uma forma especial de criatividade, ou uma das muitas técnicas de desenvolvimento do potencial criativo de uma pessoa adulta, que alia perseverança, inteligência e senso de observação.
| “ | O acaso só favorece a mente preparada | ” |
Índice |
Etimologia e história
A palavra Serendipismo se origina da palavra inglesa Serendipity, criada pelo escritor britânico Horace Walpole em 1754, a partir do conto persa infantil Os três príncipes de Serendip. Esta história de Walpole conta as aventuras de três príncipes do Ceilão, actual Sri Lanka, que viviam fazendo descobertas inesperadas, cujos resultados eles não estavam procurando realmente. Graças à capacidade deles de observação e sagacidade, descobriam “acidentalmente” a solução para dilemas impensados. Esta característica tornava-os especiais e importantes, não apenas por terem um dom especial, mas por terem a mente aberta para as múltiplas possibilidades.Serendib é o nome que os comerciantes árabes da antiguidade deram ao Sri Lanka (um entre vários nomes dados a esta ilha através de sua história, sendo que os cartógrafos gregos antigos a chamavam de Taprobana; já o atual nome do país significa Terra Resplandecente no idioma sânscrito, conforme registrado nos antigos épicos indianos Mahabharata e Ramayana; finalmente, com a chegada dos portugueses, a ilha recebeu o nome luso de Ceilão, do qual deriva a versão inglesa Ceylon).
Alguns casos famosos
Arquimedes
Arquimedes (287-212 a.C.), o grande matemático e inventor grego, tomava seu banho imerso em uma banheira, quando teve o que hoje chamamos de um insight e, repentinamente, encontrou a solução para um problema que o atormentava havia tempos. Seria a coroa do rei de Siracusa realmente de ouro? Dizem que Arquimedes teria saído à rua nu gritando Eureka! Eureka! (Encontrei!). Ele havia descoberto um dos princípios fundamentais da hidrostática, que seria conhecido futuramente como o "Princípio de Arquimedes".Kekulé
O químico alemão August Kekulé (1829-1896) durante uma noite do ano de 1865, apos uma década pesquisando as ligações de moléculas de carbono, adormeceu defronte a lareira sonhando com uma cobra que mordia o próprio rabo, a (Ouroboros), a visão serviu de base para a apreensão da estrutura molecular do hidrocarboneto benzeno. O sonho e a visão serviriam de base não só para o entendimento de como os átomos do anel benzênico se ligavam entre si como de princípio básico da química orgânica e do entendimento das estruturas em anéis, treliças e cadeias formadas pelo carbono.Alexander Fleming
Ao se preparar para entrar em férias por duas semanas, Alexander Fleming inoculou estafilococos em uma bandeja e, ao invés de colocá-la na incubadora, como normalmente fazia, resolveu deixá-la sobre a bancada.No andar de baixo do laboratório de Fleming trabalhava um perito em bolores que cultivava, entre outros, os esporos de um fungo desconhecido, o Penicillium notatum. Imagina-se que os esporos, muito leves, tenham sido levados pelo vento e estavam flutuando em grande quantidade no ar do laboratório de Fleming, cuja porta sempre ficava aberta.
Retornando das férias, e encontrando o laboratório em grande desordem, Fleming começou a fazer uma limpeza geral. Repentinamente, uma das bandejas de estafilococos que estava prestes a ser desinfetada chamou-lhe a atenção. A placa apresentava uma larga zona clara totalmente desprovida de estafilococos, justamente a parte que estava cercada pelo mofo Penicillium. Fleming havia descoberto a penicilina, primeira droga capaz de curar inúmeras infecções bacterianas.
Galvani
Em seus estudos, dissecando rãs em uma mesa enquanto conduzia experimentos com eletricidade estática, um dos assistentes de Galvani tocou em um nervo ciático de uma rã com um escalpelo metálico, o que produziu uma reação muscular na região tocada sempre que eram produzidas faíscas em uma máquina elétrostática próxima. Tal observação fez com que Galvani investigasse a relação entre a eletricidade e a animação - vida. Por isso é atribuída a Galvani a descoberta da bioeletricidade.A própria palavra eletricidade vem de um relato do filósofo grego Tales de Mileto: ao se esfregar âmbar com pele de carneiro, observou-se que pedaços de palha eram atraídos pelo âmbar. A palavra eléktron significa âmbar em grego.
Cade
John Cade era um desconhecido psiquiatra australiano que perseguia a crença de que pacientes maníacos excretavam ácido úrico altamente concentrado. Para testar sua hipótese, Cade injetava um preparado que fazia a partir da urina dos pacientes em cobaias. Havia, no entanto, sérios problemas de solubilidade nas amostras usadas e, para resolver esse entrave, Cade passou a usar urato de lítio.Inesperadamente as cobaias ficavam calmas e passivas durante os experimentos, contrastando com seu comportamento usualmente agitado e arredio.
O urato de lítio revelou uma das maiores revoluções na psiquiatria moderna. A partir daí Cade ainda fez testes em humanos em casos extremamente graves de mania aguda.
Até hoje, mais de cinqüenta anos depois, o lítio permanece como um dos principais tratamentos para pacientes com mania grave, graças aos inesperadamente calmos porquinhos da índia observados pelo Dr. Cade [1].
Hipertexto
O uso do termo foi retomado com o costume de navegar pelos hiperlinks em textos da Internet[2], que nos levam a encontrar mais coisas do que procurávamos ao início.Ligações externas
- Polymers & Serendipity: Case Studies -- rayon, nylon, and more examples in chemistry
- The Three Princes of Serendip – one version of the story.
- Accidental discoveries. PBS
- Top Ten: Accidental discoveries. Discovery Channel Explore your World.
Referências
- ↑ MEYERS, Morton. Happy Accidents: Serendipity in Modern Medical Breakthroughs. Nova Iorque: Arcade Publishing, Inc. 2007
- ↑ Ethevaldo Siqueira, em O Estado de S.Paulo, pg. B10, 15 de fevereiro de 2009
Verbo, presente do indicativo 1a pessoa singular de 

obrigado
reforçando o que você diz, tenho tido uma experiência interessante no uso do Facebook na educação, apesar de inicial, me parece interessante de ser comentada. Além do site do meu laboratório que coordeno o LAPROL-UFPB, tenho o que chamo de LAPROL Virtual que fica no moodle da universidade e serve como desdobramento das discussões entre os membros do Lab. O uso do moodle tem sido produtivo, mas sempre aquem do que eu gostaria. Neste final de ano resolvemos criar um grupo do laboratório no facebook e o resultado tem sido extremamente interessante. Aumentou a comunicação entre os membros do LAPROL, além disso, aumentou também o acesso ao próprio Laprol virtual no moodle, pois eu tenho colocado links das discussões e mensagens do moodle via facebook. Então, como já disse, apesar de ser uma experiência inicial, tem sido bastante positiva!
Abraços
Estou desenvolvendo uma pesquisa sobre os usos dos discentes nas redes sociais Twitter e Facebook e adorei as sugestões de atividades postadas no artigo. Criei, dentro do meu face, um grupo de pesquisa e alguns alunos estão sugerindo atividades .Nós ,das escolas públicas do RJ ,estamos engatinhando nessa área, mas estamos pesquisando, avançando em algumas questões.
Mas uma vez você trazendo um artigo muito bacana. Percebo nas minhas atividades que fazer uso de redes sociais e mídias na educação abre muitas possibilidades. Proporciona um desdobramento de discussões e conseqüentemente um aumento das comunicações na relação professor-aluno. Um forte abraço, Nando Vilarouca
Não estariam algumas midias sociais, Facebook principalmente incorporando ferramentas e consequente complexidade e multiversidade de usos a ponto de se parecerem com muitos ambientes LMS?
O uso reduzido das potencialidades de um LMS não se repete no uso das midias sociais devido a sua grande quantidade de recursos?
Esta ampliação de recursos disponibilizados nas mídias sociais não poderá criar diferentes formas de uso, de agrupamentos e de expectativas de ensino/aprendizagem para docentes e discentes?
Não q isto seja bom ou ruim, afinal a educação com tecnologias sejam elas ensacadas como os lms ou soltas como a web 2.0 não pode a priori ser definida como boa ou ruim, melhor ou pior. There is no significative diference (MOORE)
gostei muito desse artigo, estou fazendo meu tcc com o tema A utilização do Facebook como Ferramenta Pedagógica e esse seu artigo vai me ajudar muito.
Se vc tiver mais algum material que possa me ajudar mande para o meu email, desde já agradeço. Um abraço.
Tudo bom?
Gostei muito do seu artigo, vai me ajudar bastante já que estou fazendo um trabalho de pesquisa sobre o uso do Face na educação se você tiver mais alguma coisa que possa me ajudar, por favor mande por e-mail.
Fico grata.
Depois, fui vislumbrando um amplo campo de possibilidades. Foi, inclusive, por meio desta rede que conheci o Prof. João Mattar e diferentes grupos de pesquisas e estudos.
Atualmente, minha relação com o facebook ampliou: face (amigos); face (família); face (ambiente de aprendizagem), entre outras possibilidades. Muito interessante vislumbrar esta rede como espaço virtual que congrega tamanha diversidade.
Minha tese doutorado não é nessa área, mas tenho uma amiga que esta pesquisando o potencial do facebook, como rede social e capturei os textos para repassar a ela.
No meu caso, encontrei indicações de leituras valiosas para outros campos de conhecimento, como mediação da aprendizagem.
Sou professora de Geografia n arede particular de ensino em Salvador. Estou utilização o Facebook como instrumento educacional. Está sendo valído porque a participação de alunos tímidos, afastados, desinteressados está ocorrendo.
As redes sociais são verdadeiros fenômenos e é o desafio de cada educador conhecê-las, inclusive para mim. É necessário continuarmos debatendo sobre a importância delas no campo educacional, pois ali há a possibilidade de tantas trocas , dos mais variados assuntos, inclusive sobre o que se aprende em sala de aula. É a informação com uma velocidade surpreendente. Neste próximo semestre, utilizarei o Facebook em minha prática pedagógica.
Parabéns e muito obrigado!
sou professor de educação fisica e gostaria de fazer minha tese sobre o face como uma ferramenta didática, gostaria de saber vc tem alguam sugestão para eu fundamentar está ideía? obrigado1