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terça-feira, 29 de março de 2011

PERSONALIDADE

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Personalidade é o conjunto de características psicológicas que determinam os padrões de pensar, sentir e agir, ou seja, a individualidade pessoal e social de alguém[1]. A formação da personalidade é processo gradual, complexo e único a cada indivíduo. O termo é usado em linguagem comum com o sentido de "conjunto das características marcantes de uma pessoa", de forma que se pode dizer que uma pessoa "não tem personalidade"; esse uso no entanto leva em conta um conceito do senso comum e não o conceito científico aqui tratado.

O presente artigo descreve uma série de características que foram tratadas como componentes da personalidade. Para uma introdução às diferentes teorias que procuram explicar o desenvolvimento e a estrutura da personalidade, ver o artigo Teoria da personalidade.

Índice

[esconder]

[editar] Definição

Encontrar uma exata definição para termo personalidade não é uma tarefa simples. O termo é usado na linguagem comum - isto é, como parte da psicologia do senso comum - com diferentes significados, e esses significados costumam influenciar as definições científicas do termo. Assim na literatura psicológica alemã persönlichkeit costuma ser usado de maneira ampla, incluindo temas como inteligência; o conceito anglófono de personality costuma ser aplicado de maneira mais restrita, referindo-se mais aos aspectos sociais e emocionais do conceito alemão[2].

Carver e Scheier dão a seguinte definição: "Personalidade é uma organização interna e dinâmica dos sistemas psicofísicos que criam os padrões de comportar-se, de pensar e de sentir característicos de uma pessoa"[3]. Esta definição de trabalho salienta que personalidade [4]:

  • é uma organização e não uma aglomerado de partes soltas;
  • é dinâmica e não estática, imutável;
  • é um conceito psicológico, mas intimamente relacionado com o corpo e seus processos;
  • é uma força ativa que ajuda a determinar o relacionamento da pessoa com o mundo que a cerca;
  • mostra-se em padrões, isto é, através de características recorrentes e consistentes
  • expressa-se de diferentes maneiras - comportamento, pensamento e emoções.

Asendorpf complementa essa definição. Para ele personalidade são as particularidades pessoais duradouras, não patológicas e relevantes para o comportamento de um indivíduo em uma determinada população. Esta definição acrescenta àquela de Carver e Scheier alguns pontos importantes[2]:

  • Os traços de personalidade são relativamente estáveis no tempo;
  • As diferenças interpessoais são variações frequentes e normais - o estudo das variações anormais é objeto da psicologia clínica (ver também transtorno mental e transtorno de personalidade)
  • A personalidade é influenciada culturalmente. As observações da psicologia da personalidade são assim ligadas apenas à população em que foram feitas; para uma generalização de tais observações para outras populações é necessária uma verificação empírica.

[editar] Aspectos da personalidade

Personalidade é, como se viu, um conceito complexo, com várias facetas. A seguir serão apresentados alguns aspectos que costumam ser considerados como partes da personalidade ou que a influenciam de maneira especial. Os parágrafos individuais são apenas indroduções mínimas aos assuntos relacionados e links são oferecidas para artigos onde cada um dos temas é tratado com mais profundidade.

[editar] Forma física e personalidade

A relação entre forma física e personalidade estimula a imaginação de filósofos e pensadores desde a antiguidade. Kretschmer propôs nos anos 20 do século XX uma classificação dos tipos físicos que, supunha ele, estavam relacionados com diferentes transtornos mentais, posteriormente com diferentes temperamentos. Ele classifica três tipo físicos[2][5]:

  1. Tipo longilíneo ou leptossômico, de corpos delgados, ombros estreitos, peito aplainado, rosto alargado e estreito, membros longos e delgados. Teria uma maior tendência para a esquizofrenia e um temperamento mais sensível;
  1. Tipo atlético ou muscular, de sistema ósseo e muscular desenvolvidos, ombros largos, cadeiras estreitas e pescoço grosso. Teria tendência para a epilepsia e um temperamento intermediário entre os outros dois;
  1. Tipo brevelíneo ou pícnico, de rosto arredondado, abdome saliente, membros curtos. Tenderia à ciclotimia e a um temperamento mais tranquilo.

A relação correlativa entre essas características foi inicialmente empiricamente comprovada. Análises posteriores mais exatas, que levavam em conta outras variáveis - como a idade - e usavam métodos mais objetivos, acabaram por derrubar a teoria de Kretschmer[2].

No entanto a possibilidade de haver uma real relação entre forma física e características psicológicas não é improvável, mas não de maneira direta, como pensava Kretschmer. A forma física pode, através de um processo de autopercepção, ser considerada positiva ou negativa e, assim, influenciar a autoestima, influenciando assim os traços de comportamento; pode ainda ser influenciada pela percepção que a pessoa tem de si, influenciar os motivos e interesses da pessoa, influenciando assim também as tendências de comportamento da pessoa. No entanto não apenas a autopercepção pode influenciar a autoestima e os interesses de alguém; o juízo de outras pessoas e a reação destas desempenham também um importante papel nesse processo, de forma que as características de comportamento estáveis (assim a personalidade) são influenciadas indiretamente e de quatro maneiras diferentes pela forma física[2]:

  • Forma física → autopercepção → autoestima → comportamento
  • Forma física → autopercepção → interesses e motivos → comportamento
  • Forma física → juízo alheio (reação dos outros ao indivíduo) → autoestima → comportamento
  • Forma física → juízo alheio → interesses e motivos → comportamento

[editar] Temperamento

Temperamento designa as disposições do indivíduo ligadas à forma do comportamento, principalmente as ligadas aos "três As da personalidade": afetividade, ativação (excitação) e atenção [2].

[editar] Competências ou habilidades

Competências ou habilidades são traços da personalidade que exprimem a capacidade de alguém de alcançar determinada realização ou desempenho[2].

[editar] Inteligência

Inteligência é um construto complexo que descreve a capacidade intelectual do indivíduo.

[editar] Criatividade

Criatividade, apesar ser um termo muito difundido e discutido, é um construto de difícil definição, porque cada autor parece defini-lo de uma maneira diferente. Alguns autores chegam mesmo a se perguntar se criatividade não seria um conjunto de traços de personalidade ao invés de um só[6] Guilford (1950)[7] define criatividade como a capacidade de pensar divergentemente, ou seja, de encontrar soluções diferentes e novas para um problema, em oposição ao pensamento convergente que encontra soluções para problemas para os quais há apenas uma resposta correta. Já Russ (1993)[8] trabalha com um conceito mais amplo, que inclui traços afetivos do indivíduo, como a tolerância de ambiguidade, a abertura diante de novas experiências, grande números de interesses e baixa tendência para o uso de mecanismos de defesa[2].

[editar] Competência social e inteligência emocional

O termo competência social, na psicologia do senso comum normalmente entendido como a capacidade de lidar com outras pessoas, é de difícil definição, por conter dois componentes distintos, que têm entre si uma correlação muito pequena: a capacidade de defender e/ou de impor os próprios interesses e a capacidade de construir relacionamentos[2].

Inteligência emocional é um termo problemático. Ele foi definido de diferentes formas por diferentes autores (Salovey & Mayer, 1990; Mayer et al. 2000; Van der Zee et al., 2002) e em todas as suas definições não representa uma atividade intelectual - ou seja, não corresponde à idéia de inteligência (ver acima). O termo "inteligência emocional" refere-se sobretudo a determinadas competências no lidar com emoções que, apesar de serem estáveis na personalidade do indivíduo, costumam variar de acordo com as emoções envolvidas - ou seja a pessoa pode saber lidar bem com a emoção medo, mas não com a raiva[2].

[editar] Disposições ligadas à ação

[editar] Necessidades, motivos e interesses

Enquanto "temperamento" refere-se à forma do comportamento ou da ação, necessidades, motivos e interesses dizem respeito à direção da ação, ou seja, aos seus objetivos - estando assim intimamente ligados à motivação. As pessoas variam com relação ao significado pessoal de diferentes necessidades, que determinam, por sua vez, suas ações e seu comportamento. Motivos são disposições ligadas ao valor atribuído às consequências dos atos - como por exemplo a "busca de sucesso" ou a "evitação de fracassos" podem ser fins mais ou menos desejáveis - e são fruto de uma interação entre necessidades e pressões externas. Interesses também incluem uma valoração, mas direcionadas para a ação em si, independente do resultado - por exemplo jogar xadrez ou escrever na wikipédia podem ser consideradas ações mais ou menos agradáveis, independentemente do sucesso atingido[2].

[editar] Convicções ligadas à ação

Os motivos são, como visto, disposições ligadas ao valor dado às consequências de uma ação. Eles estão assim intimamente ligados às expectativas do indivíduo com relação a suas ações. Há diferentes estilos de expectativas (al. Erwartungsstile), como por exemplo é o caso de a pessoa ser mais ou menos pessimista ou otimista. Durante a realização de uma atividade agem os chamados mecanismos de controle da ação (al. Handlungskontrolle), que têm por objetivo, por assim dizer, proteger a ação contra intenções concorrentes. Aqui podem manifestar-se diferentes estilos de controle da ação. Por exemplo, pessoas perseverantes são capazes de "desligar" por algum tempo outras atividades a fim de alcançar um determinado resultado enquanto pessoas menos perseverantes distraem-se mais facilmente. Quando a ação atinge o seu resultado surgem juízos relacionados a sua causa: por que determinada coisa aconteceu? A esse tipo de juízo dá-se o nome de atribuição. Também quanto à atribuição há diferentes estilos - por exemplo algumas pessoas tendem a colocar a culpa sempre nos outros ou a se sentir sempre reponsáveis. Esses três grupos de características da personalidade (estilos de expectativas, de controle da ação e de atribuição) foram chamados por Asendorpf convicções ligadas à ação (Handlungsüberzeugungen)[2]. Um tipo especial de expectativas são as chamadas expectativas de autoeficácia, autoeficácia percebida ou ainda expectativas subjetivas de competência. Estes termos designam a expectativa que uma pessoa tem de ser capaz de realizar determinada tarefa. Esta característica da personalidade está intimamente ligada aos diferentes estilos de atribuição: uma pessoa que tende a se considerar incapaz de realizar um tarefa (ex. ser aprovado em um exame) irá, com maior probabilidade, considerar um sucesso (passar no vestibular) como obra do acaso do que uma realização pessoal.

[editar] Estilos de superação (coping)

O termo coping foi gerado no contexto da pesquisa sobre o estresse e designa os mecanismos que auxiliam o indivíduo a superar uma situação estressante. Lazarus (1966)[9] diferencia entre dois tipos de coping: coping orientado para o problema, que é a busca de uma modificação da situação que causa o estresse, e coping intrapsíquico, que é praticamente uma mudança na maneira da pessoa lidar com a situação - quer por uma mudança na maneira de lidar com a situação ou com as emoções provocadas pela situação (ex. técnicas de relaxamento, tentativa de ver o lado positivo da situação, etc.). Por exemplo uma pessoa estressada por morar em más condições, em uma rua barulhenta e não conseguir dormir pode tentar resolver esse problema mudando de casa (coping orientado para o problema) ou, por exemplo, tentar aprender alguma forma de relaxar apesar do barulho ou começar a direcionar sua atenção para os bons amigos que moram no bairro e os bons momentos vividos na casa (coping intrapsíquico). Posteriormente um terceiro tipo de coping, o "coping por expressão emocional" foi acrescentado, que é uma mudança na forma da reação emocional ao estresse - ex. sorrir quando se está triste.

Essas três categorias de coping reúnem uma série de diferentes formas de lidar com uma situação de estresse. Dentre essas inúmeras formas o indivíduo tende a esolher e dar preferência a algumas - a esse traço da personalidade se dá o nome de estilo de coping[2].

[editar] Disposições ligadas à valoração (ou ao juízo de valor)

Temperamento, competências e as disposições ligadas à ação são traços de personalidade ligados ao comportamento. Um outro grupo de traços está ligado às particularidades da valoração ou do juízo de valor. Valorar um objeto da percepção ou imaginário é dar-lhe um valor e esse valor gera preferências - e estas podem tornar-se relevantes para o comportamento.

[editar] Postura

Por postura de valores (Werthaltungen) entende-se a tendência individual de se julgarem determinados objetivos (ex. liberdade, igualdade) ou disposições de ação (ex. honestidade, prestatibilidade) como desejáveis ou indesejáveis. Entre os diferentes tipos de postura e as disposições de comportamento correspondentes há uma relação de correlação - ou seja, pessoas que valorizam novidades (postura) tendem a ser curiosas (disposição de comportamento); pessoas ansiosas (disposição de comportamento) costumam valorizar a segurança (postura)[2].

[editar] Atitude

Atitude designa as particularidades individuais na valoração de objetos específicos, quer da percepção, quer da imaginação. As atitudes influenciam não o comportamento diretamente em uma dada situação, mas o comportamento em uma série de situações diferentes. Assim uma pessoa com uma atitude positiva com relação a uma alimentação saudável pode gostar de comer frituras (comportamento isolado), mas pode cozinhar ela própria, comprar alimentos naturais e integrais e fazer cursos sobre a alimentação (série de situações). Atitudes coletadas através de perguntas não influenciam o comportamento real quando tal comportamento é socialmente desejável ou indesejável. Assim, pessoas com atitudes preconceituosas contra um determinado grupo de pessoas talvez não se comporte de acordo com essa atitude por ser um tal comportamento socialmente condenado[2].

Como se vê, a principal diferença entre postura e atitude é o grau de abstração dos objetivos a que se referem, referindo-se a atitude a elementos mais concretos. No entanto a difereça entre "mais" e "menos" concreto é uma diferença quantitativa e assim a distinção entre as duas disposições nem sempre é clara.

[editar] Disposições ligadas à própria pessoa

[editar] "eu", "mim" e "autoimagem"

Eu designa a instância interna da pessoa que é responsável pela ação e pelo conhecimento; mim (inglês me) (ou si-mesmo quando dito na terceira pessoa) designa a parte interna da pessoa que é objeto do conhecimento, ou seja, aquilo que eu sei sobre mim[10]. Esse conhecimento tem, por sua vez, duas parte: uma descritiva, a autoimagem, e outra valorativa, a autoestima (ver abaixo)[11]. A autoimagem, essa descrição de si mesmo que cada um faz, é também disposicional, ou seja, é uma tendência relativamente estável que a pessoa tem de se ver de uma determinada maneira em determinadas situações. Ela é composta tanto de conhecimento universal, que diz respeito a todas as pessoas que são como eu (estudantes são críticos, brasileiros são simpáticos, etc.), como de conhecimento individual, ou seja, relativo somente a mim (eu tenho medo de altura, sou bom esportista, etc.). Como se vê esse conhecimento também é influenciado por preconceitos e idéias préconcebidas[2].

[editar] Autoestima

A autoestima, como parte valorativa do conhecimento de si mesmo, ou sejo, o juízo que eu faço sobre mim mesmo, pode ser concebida como a atitude de uma pessoa sobre si mesma e assim também uma característica da personalidade, se bem que menos estável do que a autoimagem por ser sensível a variações do humor. A autoestima é uma característica situação-específica, ou seja, ela varia de acordo com a situação: eu posso estar satisfeito comigo mesmo quando estou na universidade, mas insatisfeito quando estou na quadra de esportes[2].

[editar] Aspectos disposicionais da dinâmica da autoestima

Outros aspectos disposicionais ligados à autoestima são as chamadas cognições ligadas a si mesmo: autopercepção, a percepção do próprio corpo e do próprio comportamento; a memória de si, as recordações ligadas à própria pessoa e às experiências feitas no passado; o reflexo social, ou seja, a opinião que nós pensamos que outras pessoas têm a nosso respeito, e a comparação social, ou seja, a autoestima não é apenas baseada na nossa percepção de nós mesmo, mas também na percepção que nós fazemos dos outros a nosso redor. Um dos motivos mais descritos na literatura psicológica é o motivo de aumento da autoestima: todas as pessoas desejam ter uma autoestima positiva e têm assim uma tendência a se supervalorizar. Essa tendência é normal e saudável até um determinado ponto, em que passa a ser socialmente condenada. Nesse momento, caracterizado pela falta de empatia, hipersensibilidade com relação a críticas e variações do humor, essa tendência recebe o nome de narcisismo - mas não se trata ainda do trantorno de personalidade narcísico, mas ainda de uma variação normal da personalidade.

Um outro processo importante ligado ao conceito de si mesmo é a autorepresentação. O sociólogo E. Goffman[12] comparou o comportamento social a um teatro público, em que nós nos representamos a nós próprios. Essa representação tem um determinado fim: a administração da própria imagem, ou seja, cada um procura controlar a impressão que ele provoca sobre os outros.

Momentos há em que temos a nossa atenção voltada para nós mesmo. A esse estado normalmente curto dá-se o nome de autoreflexão (al. Selbstaufmerksamkeit). Alguns autores puseram-se a questão, se há uma disposição em direção a uma autoreflexão mais ou menos forte. A essa disposição Asendorpf deu o nome de autoconsciência (al. Selbstbewusstheit). Esta é por sua vez composta de três fatores (Feingstein et al., 1975): (i) autoconsciência privada, ou seja, a tendência de pensar muito sobre si mesmo; (ii) autoconsciência pública, em outras palavras, a tendência de se preocupar sobre a impressão que se causa sobre outros, e (iii) ansiedade social, que é a tendência a ter medo em situações sociais[2].

[editar] Bem-estar

O bem-estar designa a parte subjetiva da saúde mental. Apesar de ser também influenciado por fatores externos ao indivíduo e de suas capacidades, o bem-estar representa também um determinado traço da personalidade relativamente independente de tais fatores[2].

[editar] Desenvolvimento da personalidade

[editar] A estabilidade da personalidade

A pesquisa empírica conseguiu determinar quatro pincípios para descrever a estabilidade dos traços de personalidade[2]:

  1. Quanto maior o intervalo entre a primeira e a segunda medição, maior a mudança - ou seja, os traços da personalidade se modificam com o passar do tempo;
  2. Em diferentes áreas da personalidade a estabilidade também é diferente - por exemplo: durante a vida a inteligência tem uma estabilidade muito alta; já o temperamento tem uma estabilidade mediana enquanto a autoestima pode variar muito.
  3. Muitos traços da personalidade são tanto mais instáveis quanto mais instável é o ambiente social - assim mudanças bruscas no ambiente podem trazer consigo mudanças na personalidade da pessoa;
  4. Na infância, quanto mais cedo é feita a primeira medição, mais instáveis são os traços da personalidade - isto é, com o aumento da idade há uma tendência de estabilização das características da personalidade, se bem que na puberdade possa haver alguns momentos passageiros de instabilidade. Duas razões são apresentadas para esse aumento na estabilidade da personalidade:
    1. No decorrer do desenvolvimento a autoimagem torna-se cada vez mais estável - o conhecimento que a criança tem de si mesma cresce com o tempo e, se o ambiente for relativamente estável, também a estabilidade nas formas de reação a ele cresce;
    2. Com o aumento da idade aumenta também a possibilidade de a criança modificar o seu ambiente a fim de que ele se adeqúe à própria personalidade - a criança pode escolher as atividades que lhe agradam, os amigos, etc.

Não apenas os traços individuais tendem a se tornar cada vez mais estáveis - o perfil geral da personalidade também tende a uma crescente estabilidade.

[editar] Distúrbios de personalidade

[editar] Ver também

Wikiquote
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[editar] Bibliografia

  • Asendorpf, Jens B. (2004). Psychologie der Persönlichkeit. Berlin: Springer. ISBN 3 540 66230 8
  • Carver, Charles S. & Scheier, Michael F. (2000). Perspectives on personality. Boston: Allyn and Bacon. ISBN 0 2055 2262 9
  • Dalgalarrondo, Paulo (2000). Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes médicas. ISBN 85-7307-595-3
  • Friedman, Howard S. & Schustack, Miriam (2003).Teorias Da Personalidade. Prentice Hall Brasil. ISBN 8587918508 (No artigo citado da versão alemã: (2004). Persönlichkeitspsychologie und Dífferentielle Psychologie (2. akt. Aufl.). München: Pearson. ISBN 3-8273-7105-8)
  • Pervin, Lawrence A.; Cervone, Daniel & John, Oliver (2005). Persönlichkeitstheorien. München: Reinhardt. ISBN 3-497-01792-2 (Original: Personality: Theory and research, 2004)

Referências

  1. Pervin, Lawrence A.; Cervone, Daniel & John, Oliver (2005). Persönlichkeitstheorien. München: Reinhardt.
  2. a b c d e f g h i j k l m n o p q r s t Asendorpf, Jens B. (2004). Psychologie der Persönlichkeit. Berlin: Springer.
  3. "Personality is a dynamic organization, inside the person, of psychophysical systems that create the person's characteristic patterns of behavior, thoughts and feelings". Carver, Charles S. & Scheier, Michael F. (2000). Perspectives on personality. Boston: Allyn and Bacon., p.5
  4. Carver, Charles S. & Scheier, Michael F. (2000). Perspectives on personality. Boston: Allyn and Bacon.
  5. Dalgalarrondo, Paulo (2000). Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Porto Alegre: Artes médicas.
  6. Sternberg, R. J. (1988). The triarchic mind: A new theory of human intelligence. New York: Viking.
  7. Guilford, J. P. (1950). Creativity. American Psychologist, 5, 444-454.
  8. Russ, S. W. (1993). Affect and creativity. Hillsdale, NJ: Erlbaum.
  9. Lazarus, R. S. (1966). Psychological stress and the coping process. New York: McGraw-Hill.
  10. James, William (1890). The principles of psychology (Vol. 1). New York: Holt.
  11. Potreck-Rose, Friederike & Jacob, Gitta (2006). Selbstzuwendung, Selbstvertrauen, Selbstakzeptanz - Psychoterapeutische Interventionen zum Aufbau von Selbstwertgefühl. Stuttgart: Clett-Kota.
  12. Goffman, E. (1956). The presentation of self in everyday life. Edimburgh: University of Edimburgh Press.

Sensualidade X Vulgaridade

abr

14


sexy

Um tempo atrás me perguntaram qual era a linha tênue entre sensualidade e vulgaridade, mas não tinha espaço e nem razão pra escrever algo tão longo sobre o assunto. Na verdade eu também estava com pressa…mas resolvi que agora é a hora.

Primeiro que esse limite depende do ponto de vista. O que eu acho vulgar, você pode achar super natural. O que eu acho sensual, um cara que está olhando pra mim vê como vulgar. É complicado, começa por aí. No entanto acredito que existem determinadas combinações que são fatais e fazem você sair da linha sexy e pular para a linha puta.

Usar um decote até o umbigo passa a ser vulgar quando você age como uma cadela no cio. Roupas podem sim tornar uma pessoa mais ou menos vadia, vamos assim dizer, mas não são o ponto principal para você ser sensual ou vulgar. A sua atitude é sempre o que vai contar, até porque não adianta nada usar burca se você monta no colo do seu peguete no meio da balada.

E essa relação com a roupa é o que muita gente confunde e eu vejo muito por aí. Se a menina tem um bumbum tamanho melancia, qualquer saia no joelho vira mini, justamente pelo volume do negócio e o impacto que gera. As pessoas vão olhar, vão comentar, vão apontar por mais discreta que a tanajura esteja. Agora, se a gatinha que nada de costas resolve aparecer com um cinto e você percebe que ela nem consegue se movimentar direito de tão curta que a saia está, ela já passou pro vulgar há muito tempo. Ela está pedindo pra aparecer, não foi a natureza que resolveu apelar.

Saber se comportar em público é uma arte e é o que te faz ser sensual ou vulgar. Você descer até o chão na hora H é sexy, você mostrar a calcinha pra todo mundo na pista de dança é vulgar. É claro que a gente sempre vai acabar julgando uma desconhecida de decotão como vulgar, mas observar o seu comportamento pode mudar completamente a nossa idéia (ou confirmar).

Assim eu posso responder a pergunta. A linha tênue entre a sensualidade e a vulgaridade é quando a combinação Roupa + Comportamento + Lugar é explosiva! Roupa de puta, comportamento de mocinha, dentro do quarto é sensual! Roupa de freira, comportamento de vadia, no meio da rua é vulgar! Simples.

Juízo

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Juízo é o processo que conduz ao estabelecimento das relações significativas entre conceitos, que conduzem ao pensamento lógico objetivando alcançar uma integração significativa, que possibilite uma atitude racional frente as necessidades do momento. E julgar é, nesse caso, estabelecer uma relação entre conceitos. A natureza do Juízo consiste em afirmar uma coisa de outra, diz Aristóteles. O Juízo encerra, pois, três elementos: duas idéias e uma afirmação. A idéia da qual se afirma alguma coisa chama-se sujeito. A idéia que se afirma do sujeito chama-se atributo ou predicado. Quanto à própria afirmação, representa-se pelo verbo é, chamado cópula, porque une o atributo ao sujeito.

[editar] Ver também

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MAÇÃ, LARANJA, BANANA

NÃO INTERESSA A FRUTA.

EU CREIO MESMO QUE UMA DESSAS, QUANDO PODRE, ESTRAGA TODO O RESTO DA/NA FRUTEIRA. A PRÓPRIA NATUREZA NOS ENSINA ISSO E MUITAS OUTRAS COISAS MUITO BEM. POR ISSO... CUIDADO COM QUEM TE CERCA; "MELHOR SOZINHO DO QUE MAL ACOMPANHADO".

COMIGO É ASSIM: DIGA-ME COM QUEM ANDAS E TE DIREI SE IREI CONTIGO.

VERDADES SEJAM DITAS

TEM MUITA GENTE (ERRADA) COBRANDO DIREITOS - QUE NÃO TEM, OU PELO MENOS NÃO DEVERIA TER.

RAZÕES SOBRAM PARA JUSTIFICAR O MAU E O MAL DE/EM CADA UM - NÃO EXISTEM MAIS "REBELDES SEM CAUSA".

E TEM GENTE QUE AINDA NÃO ENTENDE O PORQUÊ DE HOJE ESTAR TÃO EM VOGA O "EU FAÇO A MINHA PARTE. O RESTO QUE SE ...ODA". SOMOS CONDENADOS POR ISSO.

QUER SABER, AGRADEÇA MESMO E MUUUITO A ESSES QUE DE FATO FAZEM A SUA PARTE - PELO MENOS A SUA PARTE. NÃO TEM NADA DE ERRADO NISSO. ESTAMOS APENAS CUMPRINDO O NOSSO DEVER, A NOSSA OBRIGAÇÃO - COISA QUE A MAIORIA NÃO FAZ.

SABER O PORQUÊ DISSO, DESSA ESCOLHA, DESSA "FILOSOFIA", AH! ISSO NÃO IMPORTA, NÃO INTERESSA.

POIS MESMO SEM INTERESSAR SABER EU LHES DIGO - E NÃO HÁ NADA DE NOVO, ESPETACULAR E OU REVOLUCIONÁRIO NISSO.

É QUE SIMPLESMENTE ESTAMOS CANSADOS DE LIDAR COM ESSE TIPO DE GENTE - QUE É A MAIORIA QUASE QUE ABSOLUTA - QUE NÃO QUER ENXERGAR OU NÃO ENXERGA QUE PRECISA DE AJUDA, NÃO QUEREM ADMITIR SEUS ERROS, ESTÃO MUITO SATISFEITOS COM A VIDA DESREGRADA/ANÁRQUICA QUE LEVAM, NÃO QUEREM SER TRATADOS COMO COITADOS - QUE SÃO MESMO.

O CERTO, O JUSTO É AJUDAR ÀQUELE QUE QUER SER AJUDADO, QUER MUDAR, QUER MELHORAR, QUER SE CURAR E PROVA ISTO.


BOM, É MUITO DIFÍCIL SER HONESTO, SER CORRETO, SER "LEGAL" - SEM COMENTÁRIOS -
SER JUSTO: A JUSTIÇA É CEEEGA MESMO!!!

SOMOS VISTOS COMO "UNS SEM CORAÇÃO" E BLÁ-BLÁ-BLÁ...

PARA MIM, PELO MENOS, SÓ INTERESSA QUE SE PROPAGUE O BOM E O BEM DE/EM CADA UM.

NINGUÉM É PERFEITO. "NES PA?"


E QUEM PENSAR DIFERENTE QUE VÁ CATAR COCO NA LADEIRA.

domingo, 27 de março de 2011

DOENÇAS QUE SÓ NORDESTINO TEM

CDN- CÓDIGO DE DOENÇAS DE NORDESTINO:

ISPINHELA CAÍDA
DOR NOS QUARTOS
PÉ DISMINTIDO
MOLEIRA MOLE
QUEBRANTO
TOSSE DE CACHORRO
DOR NO ESTOMBO
FARNIZIM
PASSAMENTO
CACHINGAR
FRIEIRA
COBREIRO DE PÉ
PEREBA
CURUBA
REMELA NO ZÓI
DORDÓI (conjuntivite)
GASTURA
MARIA PRETA
TERSOL
DOR NO PÉ DA BARRIGA
DOR DE VIADO
BODE
MORRÓIDIA
IMPINGE
PILÔRA
PANO BRANCO
XANHA
CATARRO NOS PEITO
ESTALICIDO
BICHEIRA
FININHA
ALÔJO
ÍNGUA
COCEIRA NAS VIRIA
BICHO DE PÉ
EMPACHADO
FASTIO
DOR NO ESPINHAÇO
BUCHO QUEBRADO
DENTIQUÊRO
CALO SECO
UNHA FOFA
PÉ INCHADO
PAPOQUINHA
CORPO REIMOSO
MUCUIM
ZOVIDO ESTOURADO
ÁGUA NA PLEURA
BERRUGA
OLHO DE PEIXE (verruga na planta do pé)
SETE COURO
CORPO MUÍDO
BARRIGA FAROSA
DIFRUÇO (resfriado)
GÔTO INFLAMADO (quando a comida cai no goto)
ENTÔJO
DENTE PÔDI
MÔCO
PÁ QUEBRADA
CADUQUICE
VISTA CANSADA
OS QUARTO ARRIADO
ESPINHA CARNAL
PAPÊRA
CATAPORA
DOENÇA DOS NERVO
OMBRO DISMINTIDO
QUEIMA NO ESTOMB
ESTOMBO IMBRUIADO
JUÍZO INCRIZIADO
FERVIÃO NO CORPO
CAMPANHIA CAÍDA
ESMORECIMENTO NO CORPO
BROTOEJA
DESENCHAVIDO
PITO FROUXO
ISCURICIMENTO DE VISTA
RACHADURA NOS PÉ
PAPOCA ROXA
OS PEITO ABERTO
LÊNDEA
PIOLHO
PIRA
TISGA
INFRAQUICIDA
VENTO CAÍDO
FRACO DOS NERVO
ESPORÃO DE GALO
BICO DE PAPAGAIO
LANDRA INCHADA (gânglios inchados)
DOR NAS COSTAS QUE RESPONDE NA PERNA
PAPOCA D?ÁGUA
DOR NAS TÁBUA DOS QUEIXO
DOR NAS CRUZ
DOR NOS BRUGUMI
MAL JEITO NO ESPINHAÇO
INTALO
INTANGUIDA
DIFULUÇO
DOR NAS CADEIRA
SAPIRANGA NOS ÓI
RUÇARA
DOR NA JUNTA
MONDRONGO
INQUIZILA
PÉ DURMENTE (remédio é fazer uma cruz com cuspe em cima do pé. É pei bufe)
ESQUENTAMENTO
VERMÊIA
CESÃO
CARNE TRIADA
NERVO TORTO
DOR NO MUCUMBÚ
SOLITÁRIA
TOSSE DE CACHORRO DOIDO
CARAOLHO
ESQUECIMENTO
ASTROSE E ASTRITE
SAPINHO
ENTOJO
PAPEIRA
TIRISSA
LUNDU
COQUELUCHE
COBREIRO
ISCOLIOSE
NÓ NAS TRIPA
ALGUEIRO
ESTOPOR
GÔGO
UNHEIRO
BOQUEIRA
CALOMBO
DORMÊNCIA NUMA BANDA DO CORPO
ZÔVO GÔRO
MURRINHA
CANSAÇO NO CORAÇÃO
JUÊI DISMANTELADO
ZÓIO NUVIADO
VAZAMENTO (CAGANEIRA)
ÁGUA NAS JUNTA
RESGUARDO
ZUMBIDO NO ZOVIDO
INTUPIDO (passar dias sem obrar)
MUFUMBA
SOLUÇO
FÍGO OFENDIDO
VÊIA QUEBRADA
CHABOQUE DO JOELHO ARRANCADO
QUEBRANTE
VENTO CAIDO
OVO VIRADO (huuuummm! kkkkk)
CUSTIPIU
CUSTIPIU DE PINOTE
NELVO A FLÔ DO PÉ (Nervos a flor da pele)

Quer bem dizer que nunca sentiu uma dessas?

O QUE HÁ NAS ENTRELINHAS

TORRADAS QUEIMADAS


Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente, minha mãe gostava de fazer um lanche, tipo café da manhã, na hora do jantar. E eu me lembro especialmente de uma noite, quando ela fez um lanche desses, depois de um dia de trabalho, muito duro.
Naquela noite, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça e torradas bastante queimadas, defronte ao meu pai. Eu me lembro de ter esperado um pouco, para ver se alguém notava o fato. Tudo o que meu pai fez, foi pegar a sua torrada, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia, na escola.
Eu não me lembro do que respondi, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.
Quando eu deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado a torrada. E eu nunca esquecerei o que ele disse:
- Adorei a torrada queimada...

Mais tarde, naquela noite, quando fui dar um beijo de boa noite em meu pai, eu lhe perguntei se ele tinha realmente gostado da torrada queimada. Ele me envolveu em seus braços e me disse:

- Companheiro, sua mãe teve um dia de trabalho muito pesado e estava realmente cansada... Além disso, uma torrada queimada não faz mal a ninguém. A vida é cheia de imperfeições e as pessoas não são perfeitas. E eu também não sou o melhor marido, empregado, ou cozinheiro, talvez nem o melhor pai, mesmo que tente todos os dias!
O que tenho aprendido através dos anos é que saber aceitar as falhas alheias, escolhendo relevar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.
Desde que eu e sua mãe nos unimos, aprendemos a suprir um as falhas do outro. Eu sei cozinhar muito pouco, mas aprendi a deixar uma panela de alumínio brilhando.

Ela não sabe usar a furadeira, mas após minhas reformas, ela faz tudo ficar cheiroso, de tão limpo. Eu não sei fazer uma lasanha como ela, mas ela não sabe assar uma carne como eu. Eu nunca soube fazer você dormir, mas comigo você tomava banho rápido, sem reclamar.

A soma de nós dois monta o mundo que você recebeu e que te apoia, eu e ela nos completamos. Nossa família deve aproveitar este nosso universo enquanto temos os dois presentes. Não que mais tarde, o dia que um partir, este mundo vá desmoronar, não vai. Novamente teremos que aprender e nos adaptar para fazer o melhor.
De fato, poderíamos estender esta lição para qualquer tipo de relacionamento: entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos, colegas e com amigos.

Então filho, se esforce para ser sempre tolerante, principalmente com quem dedica o precioso tempo da vida, a você e ao próximo.

"As pessoas sempre se esquecerão do que você lhes fez, ou do que lhes disse. Mas nunca esquecerão o modo pelo qual você as fez se sentir.”

“O SORRISO ENRIQUECE OS RECEBEDORES, SEM EMPOBRECER OS DOADORES”

DOMÍNIO PÚBLICO

Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desativada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:

· Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
· escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
· Ler obras de Machado de Assis ou a Divina Comédia;
· ter acesso às melhores historinhas infantis e vídeos da TV ESCOLA
· e muito mais....






Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso,basta acessar o site:

www.dominiopublico.gov.br

Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desativar o projeto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes, conhecidos e alunos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!
principalmente aos nossos professores e alunos.

Principais Nomes que Admitem Forma Coletiva

UOL - Michaelis

abelha enxame, cortiço, colméia
abutre bando
acompanhante comitiva, cortejo, séqüito
alho (quando entrelaçados) réstia, enfiada, cambada
aluno classe
amigo (quando em assembléia) tertúlia
animal (em geral) piara, pandilha, (todos de uma região) fauna, (manada de cavalgaduras) récua, récova, (de carga) tropa, (de carga, menos de 10) lote, (de raça, para reprodução) plantel, (ferozes ou selvagens) alcatéia
anjo chusma, coro, falange, legião, teoria
apetrecho (quando de profissionais) ferramenta, instrumental
aplaudidor (quando pagos) claque
arcabuzeiro batalhão, manga, regimento
argumento carrada, monte, montão, multidão
arma (quando tomadas dos inimigos) troféu
arroz batelada
artigo (quando heterogêneo) mixórdia
artista (quando trabalham juntos) companhia, elenco
árvore (quando em linha) alameda, carreira, rua, souto, (quando constituem maciço) arvoredo, bosque, (quando altas, de troncos retos a aparentar parque artificial) malhada
asneira acervo, chorrilho, enfiada, monte
asno manada, récova, récua
assassino choldra, choldraboldra
assistente assistência
astro (quando reunidos a outros do mesmo grupo) constelação
ator elenco
autógrafo (quando em lista especial de coleção) álbum
ave (quando em grande quantidade) bando, nuvem
avião esquadrão, esquadria, flotilha
bala saraiva, saraivada
bandeira (de marinha) mariato
bandoleiro caterva, corja, horda, malta, súcia, turba
bêbado corja, súcia, farândola
boi boiada, abesana, armento, cingel, jugada, jugo, junta, manada, rebanho, tropa
bomba bateria
borboleta boana, panapaná
botão (de qualquer peça de vestuário) abotoadura, (quando em fileira) carreira
brinquedo choldra
bugio capela
burro (em geral) lote, manada, récua, tropa, (quando carregado) comboio
busto (quando em coleção) galeria
cabelo (em geral) chumaço, guedelha, madeixa, (conforme a separação) marrafa, trança
cabo cordame, cordoalha, enxárcia
cabra fato, malhada, rebanho
cadeira (quando dispostas em linha) carreira, fileira, linha, renque
cálice baixela
cameleiro caravana
camelo (quando em comboio) cáfila
caminhão frota
camundongo (quando nascidos de uma só vez) ninhada
canção (quando reunidas em livro) cancioneiro, (quando populares de uma região) folclore
canhão bateria
cantilena salsada
cão adua, cainçalha, canzoada, chusma, matilha
capim feixe, braçada, paveia
cardeal (em geral) sacro colégio, (quando reunidos para a eleição do papa) conclave, (quando reunidos sob a direção do papa) consistório
carneiro chafardel, grei, malhada, oviário, rebanho
carro (quando unidos para o mesmo destino) comboio, composição, (quando em desfile) corso
carta (em geral) correspondência, (quando manuscritas em forma de livro) cartapácio, (quando geográficas) atlas
casa (quando unidas em forma de quadrados) quarteirão, quadra.
castanha (quando assadas em fogueira) magusto
cavalariano (de cavalaria militar) piquete
cavaleiro cavalgada, cavalhada, tropel
cavalgadura cáfila, manada, piara, récova, récua, tropa, tropilha
cavalo manada, tropa
cebola (quando entrelaçadas pelas hastes) cambada, enfiada, réstia
cédula bolada, bolaço
chave (quando num cordel ou argola) molho penca
célula (quando diferenciadas igualmente) tecido
cereal (em geral) fartadela, fartão, fartura, (quando em feixes) meda, moréia
cigano bando, cabilda, pandilha
cliente clientela, freguesia
coisa (em geral) coisada, coisarada, ajuntamento, chusma, coleção, cópia, enfiada, (quando antigas e em coleção ordenada) museu, (quando em lista de anotação) rol, relação, (em quantidade que se pode abranger com os braços) braçada, (quando em série) seqüência, série, seqüela, coleção, (quando reunidas e sobrepostas) monte, montão, cúmulo
coluna colunata, renque
cônego cabido
conta (quando miúdas) conta, miçanga
copo baixela
corda (em geral) cordoalha, (quando no mesmo liame) maço, (de navio) enxárcia, cordame, massame, cordagem
correia (em geral) correame, (de montaria) apeiragem
credor junta, assembléia
crença (quando populares) folclore
crente grei, rebanho
depredador horda
deputado (quando oficialmente reunidos) câmara, assembléia
desordeiro caterva, corja, malta, pandilha, súcia, troça, turba
diabo legião
dinheiro bolada, bolaço, disparate
disco discoteca
disparate apontoado
doze (coisas ou animais) dúzia
ébrio V bêbado
égua V cavalo
elefante manada
empregado (quando de firma ou repartição) pessoal
erro barda
escola (quando de curso superior) universidade
escravo (quando da mesma morada) senzala, (quando para o mesmo destino) comboio, (quando aglomerados) bando
escrito (quando em homenagem a homem ilustre) poliantéia, (quando literários) analectos, antologia, coletânea, crestomatia, espicilégio, florilégio, seleta
espectador (em geral) assistência, auditório, concorrência, (quando contratados para aplaudir) claque
espiga (quando atadas) amarrilho, arregaçada, atado, atilho, braçada, fascal, feixe, gavela, lio, molho, paveia
estaca (quando fincadas em forma de cerca) paliçada
estado (quando unidos em nação) federação, confederação, república
estampa (quando selecionadas) iconoteca, (quando explicativas) atlas
estátua (quando selecionadas) galeria
estrela (quando cientificamente agrupadas) constelação, (quando em quantidade) acervo, (quando em grande quantidade) miríade
estudante (quando da mesma escola) classe, turma, (quando em grupo cantam ou tocam) estudantina, (quando em excursão dão concertos) tuna, (quando vivem na mesma casa) república
facínora caterva, horda, leva, súcia
fazenda (quando comerciáveis) sortimento
feijão (quando comerciáveis) batelada, partida
feiticeiro (quando em assembléia secreta) conciliábulo
feno braçada, braçado
filhote (quando nascidos de uma só vez) ninhada
filme filmoteca, cinemoteca
fio (quando dobrado) meada, mecha, (quando metálicos e reunidos em feixe) cabo
flecha (quando caem do ar, em porção) saraiva, saraivada
flor (quando atadas) antologia, arregaçada, braçada, fascículo, feixe, festão, capela, grinalda, ramalhete, buquê, (quando no mesmo pedúnculo) cacho
foguete (quando agrupados em roda ou num travessão) girândola
força naval armada
força terrestre exército
formiga cordão, correição, formigueiro
frade (quando ao local em que moram) comunidade, convento, (quanto ao fundador ou quanto às regras que obedecem) ordem
frase (quando desconexas) apontoado
freguês clientela, freguesia
fruta (quando ligadas ao mesmo pedúnculo) cacho, (quanto à totalidade das colhidas num ano) colheita, safra
fumo malhada
gafanhoto nuvem, praga
garoto cambada, bando, chusma
gato cambada, gatarrada, gataria
gente (em geral) chusma, grupo, multidão, (quando indivíduos reles) magote, patuléia, poviléu
grão manípulo, manelo, manhuço, manojo, manolho, maunça, mão, punhado
graveto (quando amarrados) feixe
gravura (quando selecionadas) iconoteca
habitante (em geral) povo, população, (quando de aldeia, de lugarejo) povoação
herói falange
hiena alcatéia
hino hinário
ilha arquipélago
imigrante (quando em trânsito) leva, (quando radicados) colônia
índio (quando formam bando) maloca, (quando em nação) tribo
instrumento (quando em coleção ou série) jogo, ( quando cirúrgicos) aparelho, (quando de artes e ofícios) ferramenta, (quando de trabalho grosseiro, modesto) tralha
inseto (quando nocivos) praga, (quando em grande quantidade) miríade, nuvem, (quando se deslocam em sucessão) correição
javali alcatéia, malhada, vara
jornal hemeroteca
jumento récova, récua
jurado júri, conselho de sentença, corpo de jurados
ladrão bando, cáfila, malta, quadrilha, tropa, pandilha
lâmpada (quando em fileira) carreira, (quando dispostas numa espécie de lustre) lampadário
leão alcatéia
lei (quando reunidas cientificamente) código, consolidação, corpo, (quando colhidas aqui e ali) compilação
leitão (quando nascidos de um só parto) leitegada
livro (quando amontoados) chusma, pilha, ruma, (quando heterogêneos) choldraboldra, salgalhada, (quando reunidos para consulta) biblioteca, (quando reunidos para venda) livraria, (quando em lista metódica) catálogo
lobo alcatéia, caterva
macaco bando, capela
malfeitor (em geral) bando, canalha, choldra, corja, hoste, joldra, malta, matilha, matula, pandilha, (quando organizados) quadrilha, seqüela, súcia, tropa
maltrapilho farândola, grupo
mantimento (em geral) sortimento, provisão, (quando em saco, em alforge) matula, farnel, (quando em cômodo especial) despensa
mapa (quando ordenados num volume) atlas, (quando selecionados) mapoteca
máquina maquinaria, maquinismo
marinheiro maruja, marinhagem, companha, equipagem, tripulação, chusma
médico (quando em conferência sobre o estado de um enfermo) junta
menino (em geral) grupo, bando, (depreciativamente) chusma, cambada
mentira (quando em seqüência) enfiada
mercadoria sortimento, provisão
mercenário mesnada
metal (quando entra na construção de uma obra ou artefato) ferragem
ministro (quando de um mesmo governo) ministério, (quando reunidos oficialmente) conselho
montanha cordilheira, serra, serrania
mosca moscaria, mosquedo
móvel mobília, aparelho, trem
música (quanto a quem a conhece) repertório
músico (quando com instrumento) banda, charanga, filarmônica, orquestra
nação (quando unidas para o mesmo fim) aliança, coligação, confederação, federação, liga, união
navio (em geral) frota, (quando de guerra) frota, flotilha, esquadra, armada, marinha, (quando reunidos para o mesmo destino) comboio
nome lista, rol
nota (na acepção de dinheiro) bolada, bolaço, maço, pacote, (na acepção de produção literária, científica) comentário
objeto V coisa
onda (quando grandes e encapeladas) marouço
órgão (quando concorrem para uma mesma função) aparelho, sistema
orquídea (quando em viveiro) orquidário
osso (em geral) ossada, ossaria, ossama, (quando de um cadáver) esqueleto
ouvinte auditório
ovelha (em geral) rebanho, grei, chafardel, malhada, oviário, (quando ainda não deram cria e nem estão prenhes) alfeire
ovo (os postos por uma ave durante certo tempo) postura, (quando no ninho) ninhada
padre clero, clerezia
palavra (em geral) vocabulário, (quando em ordem alfabética e seguida de significação) dicionário, léxico, (quando proferidas sem nexo) palavrório
pancada data
pantera alcatéia
papel (quando no mesmo liame) bloco, maço, (em sentido lato, de folhas ligadas e em sentido estrito, de 5 folhas) caderno, (5 cadernos) mão, (20 mãos) resma, (10 resmas) bala
parente (em geral) família, (em reunião) tertúlia
partidário facção, partido, torcida
partido (político) (quando unidos para um mesmo fim) coligação, aliança, coalização, liga
pássaro passaredo, passarada
passarinho nuvem, bando
pau (quando amarrados) feixe, (quando amontoados) pilha, (quando fincados ou unidos em cerca) bastida, paliçada
peça (quando devem aparecer juntas na mesa) baixela, serviço, (quando artigos comerciáveis, em volume para transporte) fardo, (em grande quantidade) magote, (quando pertencentes à artilharia) bateria, (de roupas, quando enroladas) trouxa, (quando pequenas e cosidas umas às outras para não se extraviarem na lavagem) apontoado, (quando literárias) antologia, florilégio, seleta, silva, crestomatia, coletânea, miscelânea.
peixe (em geral e quando na água) cardume, (quando miúdos) boana, (quando em viveiro) aquário, (quando em fileira) cambada, espicha, enfiada, (quando à tona) banco, manta
pena (quando de ave) plumagem
peregrino caravana, romaria, romagem
pérola (quando enfiadas em série) colar, ramal
pessoa (em geral) aglomeração, banda, bando, chusma, colméia, gente, legião, leva, maré, massa, mó, mole, multidão, pessoal, roda, rolo, troço, tropel, turba, turma, (quando reles) corja, caterva, choldra, farândola, récua, súcia, (quando em serviço, em navio ou avião) tripulação, (quando em acompanhamento solene) comitiva, cortejo, préstito, procissão, séqüito, teoria, (quando ilustres) plêiade, pugilo, punhado, (quando em promiscuidade) cortiço, (quando em passeio) caravana, (quando em assembléia popular) comício, (quando reunidas para tratar de um assunto) comissão, conselho, congresso, conclave, convênio, corporação, seminário, (quando sujeitas ao mesmo estatuto) agremiação, associação, centro, clube, grêmio, liga, sindicato, sociedade
pilha (quando elétricas) bateria
pinto (quando nascidos de uma só vez) ninhada
planta (quando frutíferas) pomar, (quando hortaliças, legumes) horta, (quando novas, para replanta) viveiro, alfobre, tabuleiro, (quando de uma região) flora, (quando secas, para classificação) herbário.
ponto (de costura) apontoado
porco (em geral) manada, persigal, piara, vara, (quando do pasto) vezeira
povo (nação) aliança, coligação, confederação, liga
prato baixela, serviço, prataria
prelado (quando em reunião oficial) sínodo
prisioneiro (quando em conjunto) leva, (quando a caminho para o mesmo destino) comboio
professor (quando de estabelecimento primário ou secundário) corpo docente, (quando de faculdade) congregação
quadro (quando em exposição) pinacoteca, galeria
querubim coro, falange, legião
recipiente vasilhame
recruta leva, magote
religioso clero regular
roupa (quando de cama, mesa e uso pessoal) enxoval, (quando envoltas para lavagem) trouxa
salteador caterva, corja, horda, quadrilha
saudade arregaçada
selo coleção
serra (acidente geográfico) cordilheira
servical queira
soldado tropa, legião
trabalhador (quando reunidos para um trabalho braçal) rancho, (quando em trânsito) leva
tripulante equipagem, guarnição, tripulação
utensílio (quando de cozinha) bateria, trem, (quando de mesa) aparelho, baixela
vadio cambada, caterva, corja, mamparra, matula, súcia
vara (quando amarradas) feixe, ruma
velhaco súcia, velhacada

OBSERVAÇÃO: Na maioria dos casos, a forma coletiva se constrói mediante a adaptação do sufixo conveniente: arvoredo (de árvores), cabeleira (de cabelos), freguesia (de fregueses), palavratório (de palavras), professorado (de professores), tapeçaria (de tapetes) etc.

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É O QUE TEM PRA HOJE: "POUCO PAPO E SÓ... SU-CEEEEEEES-SO!!!"



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