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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

OLP - A novidade é que serão aceitos textos de todos os professores que queiram participar

Depois de tanto trabalho, chegou a hora de enviar os textos!
Ao longo do primeiro semestre deste ano, muito trabalho foi realizado nas escolas: os professores realizaram as atividades e os alunos produziram os textos.
Chegamos à etapa escolar, ocasião para dar visibilidade ao trabalho desenvolvido!
É hora de concluir as atividades nas salas de aula, selecionar os melhores textos da escola (um por categoria: poema, memória, crônica, artigo de opinião) e enviá-los para a Comissão Julgadora Municipal até o dia 03/09/2012.
A novidade é que serão aceitos textos de todos os professores que queiram participar, mesmo aqueles que não tenham conseguido concluir sua inscrição e/ou encontrado o nome de sua escola no mapa de inscrições da Comunidade Virtual. Desse modo, aqueles que tiveram dificuldades para finalizar a inscrição também terão oportunidade de participação, desde que a sua rede tenha aderido.
Todos os professores que estejam realizando a produção de textos com seus alunos poderão enviá-los para a Comissão Julgadora Escolar, organizada pela direção da escola.
Na Comunidade Virtual (www.escrevendoofuturo.org.br), sessão “A Olimpíada” você encontrará todas as orientações para a realização da Comissão Julgadora Escolar, o link de acesso para cadastrar os textos selecionados e o tutorial de navegação do sistema.
Os textos selecionados na etapa escolar deverão ser enviados para a Comissão Julgadora Municipal por duas vias: de forma digital (na Comunidade Virtual www.escrevendoofuturo.com.br) e por correio (no endereço informado pelo Secretário de Educação do município, divulgado na Comunidade Virtual).
Incentive a sua escola a enviar os textos! Escrever é ser autor da própria história.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

CRÔNICA DE BOLA

A Bola, de Luis Fernando Verissimo

           O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.

            O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse "Legal!". Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando não gostam do presente ou não querem magoar o velho.
            Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
            - Como e que liga? - perguntou.
            - Como, como é que liga? Não se liga.
             O garoto procurou dentro do papel de embrulho.
             - Não tem manual de instrução?
            O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
            - Não precisa manual de instrução.
            - O que é que ela faz?
            - Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
            - O quê?
            - Controla, chuta...
            - Ah, então é uma bola.
            - Claro que é uma bola.
            - Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
            - Você pensou que fosse o quê?
            - Nada, não.
            O garoto agradeceu, disse "Legal" de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.
           O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina. O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.
           - Filho, olha.
           O garoto disse "Legal" mas não desviou os olhos da tela.
           O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada.
           Talvez um manual de instrução fosse uma boa idéia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.

CRÔNICA - O CAJUEIRO - RUBEM BRAGA

O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu.

      Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo. Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá-manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda a meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.
      No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.

      A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.

      Foi agora, em setembro. Estava carregado de flores.

Rubem Braga
Melhores Contos
Seleção de Davi Arrigucci Jr.
Global Editora – 11ª edição, 2001

CRÔNICA DE COBRANÇA

 Cobrança


Moacyr Scliar

Ela abriu a janela e ali estava ele, diante da casa, caminhando de um lado para outro. Carregava um cartaz, cujos dizeres atraíam a atenção dos passantes: "Aqui mora uma devedora inadimplente".
― Você não pode fazer isso comigo ― protestou ela.
― Claro que posso ― replicou ele. ― Você comprou, não pagou. Você é uma devedora inadimplente. E eu sou cobrador. Por diversas vezes tentei lhe cobrar, você não pagou.
― Não paguei porque não tenho dinheiro. Esta crise...
― Já sei ― ironizou ele. ― Você vai me dizer que por causa daquele ataque lá em Nova York seus negócios ficaram prejudicados. Problema seu, ouviu? Problema seu. Meu problema é lhe cobrar. E é o que estou fazendo.
― Mas você podia fazer isso de uma forma mais discreta...
― Negativo. Já usei todas as formas discretas que podia. Falei com você, expliquei, avisei. Nada. Você fazia de conta que nada tinha a ver com o assunto. Minha paciência foi se esgotando, até que não me restou outro recurso: vou ficar aqui, carregando este cartaz, até você saldar sua dívida.
Neste momento começou a chuviscar.
― Você vai se molhar ― advertiu ela. ― Vai acabar ficando doente.
Ele riu, amargo:
― E daí? Se você está preocupada com minha saúde, pague o que deve.
― Posso lhe dar um guarda-chuva...
― Não quero. Tenho de carregar o cartaz, não um guarda-chuva.
Ela agora estava irritada:
― Acabe com isso, Aristides, e venha para dentro. Afinal, você é meu marido, você mora aqui.
― Sou seu marido ― retrucou ele ― e você é minha mulher, mas eu sou cobrador profissional e você é devedora. Eu avisei: não compre essa geladeira, eu não ganho o suficiente para pagar as prestações. Mas não, você não me ouviu. E agora o pessoal lá da empresa de cobrança quer o dinheiro. O que quer você que eu faça? Que perca meu emprego? De jeito nenhum. Vou ficar aqui até você cumprir sua obrigação.
Chovia mais forte, agora. Borrada, a inscrição tornara-se ilegível. A ele, isso pouco importava: continuava andando de um lado para outro, diante da casa, carregando o seu cartaz.

O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001

CRÔNICA DO AMOR QUE SE ACABA

O amor acaba
Extraído de: O Amor Acaba - Crônicas Líricas e Existenciais - Editora Civilização Brasileira - organização e apresentação de Flávio Pinheiro

O amor acaba. Numa esquina, por exemplo, num domingo de lua nova, depois de teatro e silêncio; acaba em cafés engordurados, diferentes dos parques de ouro onde começou a pulsar; de repente, ao meio do cigarro que ele atira de raiva contra um automóvel ou que ela esmaga no cinzeiro repleto, polvilhando de cinzas o escarlate das unhas; na acidez da aurora tropical, depois duma noite votada à alegria póstuma, que não veio; e acaba o amor no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado; na insônia dos braços luminosos do relógio; e acaba o amor nas sorveterias diante do colorido iceberg, entre frisos de alumínio e espelhos monótonos; e no olhar do cavaleiro errante que passou pela pensão; às vezes acaba o amor nos braços torturados de Jesus, filho crucificado de todas as mulheres; mecanicamente, no elevador, como se lhe faltasse energia; no andar diferente da irmã dentro de casa o amor pode acabar; na epifania da pretensão ridícula dos bigodes; nas ligas, nas cintas, nos brincos e nas silabadas femininas; quando a alma se habitua às províncias empoeiradas da Ásia, onde o amor pode ser outra coisa, o amor pode acabar; na compulsão da simplicidade simplesmente; no sábado, depois de três goles mornos de gim à beira da piscina; no filho tantas vezes semeado, às vezes vingado por alguns dias, mas que não floresceu, abrindo parágrafos de ódio inexplicável entre o pólen e o gineceu de duas flores; em apartamentos refrigerados, atapetados, aturdidos de delicadezas, onde há mais encanto que desejo; e o amor acaba na poeira que vertem os crepúsculos, caindo imperceptível no beijo de ir e vir; em salas esmaltadas com sangue, suor e desespero; nos roteiros do tédio para o tédio, na barca, no trem, no ônibus, ida e volta de nada para nada; em cavernas de sala e quarto conjugados o amor se eriça e acaba; no inferno o amor não começa; na usura o amor se dissolve; em Brasília o amor pode virar pó; no Rio, frivolidade; em Belo Horizonte, remorso; em São Paulo, dinheiro; uma carta que chegou depois, o amor acaba; uma carta que chegou antes, e o amor acaba; na descontrolada fantasia da libido; às vezes acaba na mesma música que começou, com o mesmo drinque, diante dos mesmos cisnes; e muitas vezes acaba em ouro e diamante, dispersado entre astros; e acaba nas encruzilhadas de Paris, Londres, Nova York; no coração que se dilata e quebra, e o médico sentencia imprestável para o amor; e acaba no longo périplo, tocando em todos os portos, até se desfazer em mares gelados; e acaba depois que se viu a bruma que veste o mundo; na janela que se abre, na janela que se fecha; às vezes não acaba e é simplesmente esquecido como um espelho de bolsa, que continua reverberando sem razão até que alguém, humilde, o carregue consigo; às vezes o amor acaba como se fora melhor nunca ter existido; mas pode acabar com doçura e esperança; uma palavra, muda ou articulada, e acaba o amor; na verdade; o álcool; de manhã, de tarde, de noite; na floração excessiva da primavera; no abuso do verão; na dissonância do outono; no conforto do inverno; em todos os lugares o amor acaba; a qualquer hora o amor acaba; por qualquer motivo o amor acaba; para recomeçar em todos os lugares e a qualquer minuto o amor acaba.

Paulo Mendes Campos

CRÔNICA PARA QUEM GOSTA DE FUTEBOL

Peladas

Armando Nogueira


Esta pracinha sem aquela pelada virou uma chatice completa: agora, é uma babá que passa, empurrando, sem afeto, um bebê de carrinho, é um par de velhos que troca silêncios num banco sem encosto.

E, no entanto, ainda ontem, isso aqui fervia de menino, de sol, de bola, de sonho: "eu jogo na linha! eu sou o Lula!; no gol, eu não jogo, tô com o joelho ralado de ontem; vou ficar aqui atrás: entrou aqui, já sabe." Uma gritaria, todo mundo se escalando, todo mundo querendo tirar o selo da bola, bendito fruto de uma suada vaquinha.

Oito de cada lado e, para não confundir, um time fica como está; o outro jogo sem camisa.

Já reparei uma coisa: bola de futebol, seja nova, seja velha, é um ser muito compreensivo que dança conforme a música: se está no Maracanã, numa decisão de título, ela rola e quiçá com um ar dramático, mantendo sempre a mesma pose adulta, esteja nos pés de Gérson ou nas mãos de um gandula.

Em compensação, num racha de menino ninguém é mais sapeca: ela corre para cá, corre para lá, quiçá no meio-fio, pára de estalo no canteiro, lambe a canela de um, deixa-se espremer entre mil canelas, depois escapa, rolando, doida, pela calçada. Parece um bichinho.

Aqui, nessa pelada inocente é que se pode sentir a pureza de uma bola. Afinal, trata-se de uma bola profissional, uma número cinco, cheia de carimbos ilustres: "Copa Rio-Oficial", "FIFA - Especial." Uma bola assim, toda de branco, coberta de condecorações por todos os gomos (gomos hexagonais!) jamais seria barrada em recepção do Itamarati.

No entanto, aí está ela, correndo para cima e para baixo, na maior farra do mundo, disputada, maltratada até, pois, de quando em quando, acertam-lhe um bico, ela sai zarolha, vendo estrelas, coitadinha.

Racha é assim mesmo: tem bico, mas tem também sem-pulo de craque como aquele do Tona, que empatou a pelada e que lava a alma de qualquer bola. Uma pintura.

Nova saída.

Entra na praça batendo palmas como quem enxota galinha no quintal. É um velho com cara de guarda-livros que, sem pedir licença, invade o universo infantil de uma pelada e vai expulsando todo mundo. Num instante, o campo está vazio, o mundo está vazio. Não deu tempo nem de desfazer as traves feitas de camisas.

O espantalho-gente pega a bola, viva, ainda, tira do bolso um canivete e dá-lhe a primeira espetada. No segundo golpe, a bola começa a sangrar.

Em cada gomo o coração de uma criança.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

+ LEITURA

Mães são as responsáveis pela iniciação à leitura

.
Lição de leitura, de August Toulmouche

Embora se exija que a escola e professores assumam o papel de iniciadores ou incentivadores da leitura nas crianças, pesquisa comprovou que as mães são as maiores responsáveis pela iniciação dos filhos no universo da leitura.

Foi o que concluiu a última pesquisa, Retratos da Leitura no Brasil, feita pelo Instituto Pró-Livro, onde um em cada três leitores tem lembranças da mãe lendo algum livro e 51% dos leitores tem na mãe sua grande incentivadora no processo de ler por prazer.

O papel dos pais mostra-se mais relevante ainda quando são feitas comparações entre leitores e não-leitores. Entre as crianças de 5 a 10 anos, 73% delas citam as mães como quem mais as estimularam a ler. A importância feminina é ainda maior no Norte (59%) e no Nordeste (56%) do País, muito acima dos professores.

Leia:
O melhor é que para estas mulheres está claro que ler não é só aprender a decodificar os códigos e símbolos da escrita. A leitura torna a viagem acessível, libera sentimentos, paixões, amplia a visão e mostra que os sonhos auxiliam na formação da realidade.

Fonte:  PublishNews

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

EDUCAÇÃO PARA QUE...


  • "A educação faz com que as pessoas sejam fáceis de guiar, mas difíceis de arrastar; fáceis de governar, mas impossíveis de escravizar." (Peter Drucker)
  • "A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces." (Aristóteles)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

PALAVRAS E EXPRESSÕES QUE APRESENTAM MAIS DÚVIDAS EM NOSSO DIA-A-DIA





 M
_ MADEREIRA ou MADEIREIRA?
A forma correta é "madeireira".

_ MACÉRRIMO / MAGÉRRIMO / MAGRÍSSIMO
Macérrimo é um dos superlativos de "magro". Uma pessoa macérrima é apenas uma pessoa muito magra. "Magro" vem do latim ("macer") e pertence à mesma família de "macerar", "macerado", "maceração", "macérrimo", etc. Em todas essas palavras, existe a noção de "amolecer", "enfraquecer", "debilitar", etc. Por se apoiar na raiz latina, "macérrimo" é considerada a forma erudita do superlativo absoluto sintético de "magro". Outra flexão possível é "magríssimo", que se apóia na forma portuguesa do adjetivo. No Brasil, é muito comum o emprego de "magérrimo". O "Aurélio" diz que essa forma é "anormal (...), apesar de muito comum"; o "Houaiss" diz que essa forma "vem sendo usada como se o étimo fosse mager, magris, e não macer, macris, macre , sendo, pois, menos recomendável".
O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa , da ABL, registra somente duas formas: magérrimo e macérrimo.

_ MAIS BOM DO QUE MAU
Quando se intensifica uma qualidade de determinado ser, tem-se o adjetivo no grau superlativo absoluto, que pode ser analítico ("Ele é muito alto") ou sintético ("Ele é altíssimo").
Existem tambem outras formas de se intensificar um adjetivo. Pode-se fazê-lo com prefixos ("Ele é supersensível"; "Ela é ultracompetente"), com o diminutivo ("Ele joga uma bola redondinha"), com o aumentativo ("O chefe é distraidão"), etc. Na língua do dia-a-dia, não falta criatividade para intensificar o adjetivo ("podre de rico", "chato de dar dó", etc.).
Quando se destaca a qualidade de um ser em relação a um conjunto de seres da mesma espécie, o adjetivo é flexionado no grau superlativo relativo ("Ela é a mais alta da turma"; "Ele é o menos eficiente da família").
O outro grau do adjetivo é o comparativo: "O Amazonas é mais extenso do que o Tapajós"; "Ele é tão aplicado quanto ela". Com essa flexão de grau do adjetivo, pode-se comparar uma qualidade em dois seres, como se viu nos últimos exemplos, ou duas qualidades no mesmo ser ("Ele é mais honesto do que competente").
E é justamente quando se comparam duas qualidades no mesmo ser que surge uma surpresa interessante. Sabemos que não se diz que uma casa é "mais grande" do que outra. Substitui-se "mais grande" por "maior". Diz-se, portanto, que uma casa é maior do que outra. Mas suponha que se queira falar do tamanho e do conforto de determinada casa. A casa é grande, mas o espaço não foi bem aproveitado, ou seja, a casa é grande, mas é pouco confortável. Pode-se dizer que a casa é mais grande do que confortável. Sim, é mais grande; não é maior. Não se comparam duas casas; comparam-se duas qualidades que pertencem ao mesmo ser, já que se quer saber que qualidade predomina nessa casa.
Isso também pode ser dito a respeito de "bom" e "melhor". Diz-se que Pedro é melhor do que Paulo, mas não se diz que Pedro é melhor do que mau. Diz-se que Pedro é mais bom do que mau, quando se acredita que em Pedro a bondade supera a maldade. Por falar em "mau", tome cuidado com "mal". A dica para evitar confusões é velha e conhecida: "mau" se opõe a "bom" ("Não é mau escritor"/"Não é bom escritor"); "mal" se opõe a "bem" ("Ele escreve mal"/"Ele escreve bem").
Voltando às comparações, é bom lembrar que "mais pequeno" é construção comum em Portugal e também encontra registro em grandes autores brasileiros. O "Aurélio" dá estes exemplos: "Amo-te até nas coisas mais pequenas" (de Manuel Bandeira); "Quando era mais pequeno, metia a cara no vidro" (de Machado de Assis). Nos dois casos, também caberiam as formas sintéticas ("menores" e "menor", respectivamente), talvez menos expressivas nos exemplos em questão, sobretudo no de Bandeira.
Também é bom lembrar que são igualmente possíveis as formas "que" ou "do que" para introduzir o segundo elemento da comparação e fechar a estrutura: "Ele é mais alto do que eu" ou "Ele é mais alto que eu"; "Ela é mais calma do que você" ou "Ela é mais calma que vo cê".
Por fim, uma informação importante para quem vai fazer qualquer concurso público formulado por examinadores que adoram as malditas "pegadinhas". Quando se diz que uma casa é menor do que outra, o comparativo é de superioridade. Pode parecer estranho, mas é de superioridade mesmo, já que "menor" equivale a "mais pequeno" e, se é "mais", é superior. Também em "Este carro é pior do que aquele" há comparativo de superioridade, já que "pior" substitui "mais mau". Se é "mais", é superioridade. O ideal seria que não se fizessem mais questões desse tipo, mas, como elas ainda são abundantes, é melhor prevenir-se. (P.C.N.)

_ O MAIS ... (= ADJETIVO) POSSÍVEL (PLURAL)
Há duas possibilidades de se flexionar esta expressão:
1. Pode-se flexionar apenas o adjetivo que vem antes de "possível", sem a variação do artigo e da palavra "possível".
Exemplos: Praias o mais belas possível.
         Imagens o mais claras possível.
         Mulheres o mais formosas possível.
Observação: Na verdade, a ordem pode ser alterada, desde que não se alterem as formas: "Mulheres o mais possível formosas"; "Mulheres formosas o mais possível".
2. Pode-se flexionar todos os elementos.
Exemplos: Mulheres as mais formosas possíveis.
         Praias as mais belas possíveis.
         Imagens as mais claras possíveis.
Como se vê, neste caso não se deve deixar invariável a palavra "possível", ou seja, não se deve dizer ou escrever algo como "Mulheres as mais formosas possível".

_ O MAIS DAS VEZES / AS MAIS DAS VEZES
Estas são as duas formas que encontram registro na língua culta.
Exemplo: Seus argumentos são, o mais das vezes (ou "as mais das
        vezes"), simples repetições do que dizem seus mestres.

_ MUITA VEZ ou MUITAS VEZES?
As duas formas são corretas. Nos textos clássicos, é comum o emprego de "muita vez" no lugar de "muitas vezes", como se poderá observar em obras de Machado de Assis.
Também causa dúvida a expressão "de quando em vez", tão boa quanto "de vez em quando".

_ MAIZENA ou MAISENA?
O certo é "maisena" (mesmo que na famosa caixa amarela apareça grafada com z).

_ MANTEGUEIRA ou MANTEIGUEIRA?
A forma correta desta palavra é "manteigueira".

_ MAL-OLHADO ou MAU-OLHADO?
Na verdade, as duas palavras existem, mas apresentam significados diferentes:
- MAL-OLHADO (adjetivo): é o "que não é bem visto, malvisto; detestado, odiado" ( Dicionário Michaelis ).
- MAU-OLHADO (substantivo): é a "qualidade que a crendice popular atribui a certas pessoas de causarem desgraças àquelas para quem olham".
Observação: O adjetivo "mal-olhado" não aparece no dicionário Aurélio, mas está registrado no dicionário Michaelis e no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da ABL.

_ CONCORDÂNCIA DA PALAVRA "MEIO"
De início, é preciso lembrar que essa palavra pode aparecer com diversos valores e significados.
Em "Esse não é o melhor meio de resolver o problema", por exemplo, funciona como substantivo e significa "método", "modo", "maneira". Nesse caso, ela sofrerá apenas a flexão de número, pois sempre será empregada no masculino.
Outros exemplos: Acho o metrô o melhor meio de transporte de massa.
                "Os fins justificam os meios." (Maquiavel)

Em "Comprei meio quilo de feijão", é numeral fracionário e significa "metade de". Nesse caso, concorda em gênero e número com o termo modificado: "duas meias porções de batatas", "meia dúzia de laranjas", "meio litro de água mineral", "pegue aquela meia garrafa de vinho e encha meio copo para mim", "ela só sabe dizer meias verdades".
É nesse caso que se enquadram expressões como "meio-dia e meia", "duas e meia", "cinco e meia", etc. Em todas elas, está implícito o substantivo feminino "hora", com o qual concorda o numeral fracionário "meia".

Atenção para quando se usar "meio" com valor de advérbio, com o sentido de "um pouco", "um tanto", "mais ou menos". Sabe-se que advérbios não costumam apresentar variação de gênero (masculino/feminino) ou de número (singular/plural). Não se diz, por exemplo, algo como "Aquela mulher está muita cansada" ou como "A menina ficou muita nervosa", muito menos algo como "Elas pareciam muitas inquietas". Nos três casos, emprega-se a palavra "muito", que modifica um adjetivo ("cansada", "nervosa" e "inquietas", respectivamente) e, por isso, tem valor de advérbio e não apresenta variação de gênero e de número. Quando modifica um substantivo, "muito" varia ("Havia muitas mulheres na sala"; "Revi muitos amigos nesse encontro").
Quando funciona como advérbio, "meio" deveria seguir o mesmo caminho que segue a palavra "muito", ou seja, não deveria variar nos casos em que modifica um adjetivo: "Ela estava meio nervosa"; "Elas pareciam meio inquietas". Na língua oral, no entanto, não é o que se costuma verificar; predomina o uso da forma flexionada ("Ela está meia nervosa", "Ele fez uma jogada meia besta"), o que também se vê em alguns registros clássicos, como este, de Machado de Assis (citado no "Aurélio"): "A cabeça do Rubião meia inclinada".
No português formal moderno, no entanto, parece mais do que estabelecida a invariabilidade de "meio" quando essa palavra é empregada com valor de advérbio, ou seja, com o sentido de "mais ou menos", "um pouco", etc.
O dicionário "Houaiss" não menciona o que ocorre nos clássicos e dá estes exemplos de "meio" como advérbio: "Uma tarefa meio acabada"; "Hoje ela acordou meio tristonha".
Lançado neste ano (2003), o "Guia de Uso do Português", da professora Maria Helena de Moura Neves, diz que, como advérbio, "meio" tem o significado de "um pouco", "um tanto" e "é invariável". Em seguida, o "Guia" dá dois exemplos ("...eu estava meio indisposta" e "Os óculos de lentes já meio fracas..."), retirados do "corpus" em que se apóia a pesquisa da eminente professora da Unesp.
No "Dicionário de Usos do Português do Brasil", do insigne professor Francisco S. Borba, também da Unesp, o exemplo de "meio" como advérbio é este: "A cacimba ficava meio escondida".
Lançado em 2001, o "Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea", da Academia das Ciências de Lisboa, também segue a linha do "Houaiss": não menciona os clássicos e, a julgar pelo exemplário, dá o advérbio "meio" como invariável.
Bem, ao que parece, não faltam documentos e fontes que atestam a predominância da invariabilidade do advérbio "meio" nas variedades formais do português moderno. Em outras palavras, quando se trata de língua padrão (ou "exemplar", como diz o ilustre professor Evanildo Bechara), parece mais adequado optar por "meio" (no lugar de "meia") em frases como "A economia do país ainda está meio debilitada" ou "A advogada parecia meio confusa".

_ MENOR ou DE MENOR?
A expressão correta é simplesmente "menor", não existindo assim a forma "de menor". Isso também vale para "maior".
Exemplos:
Eu ainda sou menor.
Ela já é maior.

_ MESMO (usado como pronome substantivo)
Para os gramáticos mais rigorosos, existe erro em usar o vocábulo "mesmo" para substituir termos expressos anteriormente numa oração. Só poderíamos usar a palavra "mesmo" como pronome de reforço.
Exemplos:
Espera-se que os deputados empenhem-se nos trabalhos das diversas comissões , fazendo com que os mesmos sejam resolvidos o mais rápido possível. (incorreto)
Eu mesmo (= eu próprio) fiz este trabalho. (certo)
Ela mesma (= ela própria) resolverá o problema. (certo)
Eles feriram a si mesmos (= a si próprios). (certo)
Atente-se, nessa circunstância, que a palavra "mesmo" varia de acordo com o termo modificado.
Outros exemplos: "Eles mesmos prepararam a refeição para os convidados"; "Elas mesmas compuseram a canção e fizeram o arranjo".
Esse procedimento também se aplica quando se emprega a palavra "próprio": "Eles próprios prepararam..."; "Elas próprias compuseram...".
Entretanto, devido ao uso consagrado, muitos estudiosos da língua portuguesa já aceitam o uso do "mesmo" como pronome substantivo (substituindo um termo anterior).
É recomendável, porém, evitar o uso do pronome "mesmo" em lugar de algum termo já expresso. Ainda que não seja erro, caracteriza pobreza de estilo. Muitas vezes usa-se a palavra "mesmo" porque falta vocabulário ou porque não se sabe usar outros pronomes.

_ MESMO / IGUAL
- Mesmo: o próprio, análogo.
Exemplo: Estamos com o mesmo problema do ano passado. (= É um problema
        só. Significa que o problema do ano passado não foi resolvido)
- Igual: com o sentido de outro.
Exemplo: Estamos com um problema igual ao do ano passado. (= É outro
        problema, com as mesmas características do problema do ano
        passado)

_ META / OBJETIVO
Segundo nossos dicionários, as duas palavras poderiam ser consideradas sinônimas. No entanto, no meio empresarial faz-se diferença entre "meta" e "objetivo"; assim temos que:
- Meta: é um objetivo quantificado;
Exemplo:
"O objetivo é aumentar a venda dos nossos produtos."
"A meta é aumentar em 20% a venda dos nossos produtos, ou
vender mensalmente no mínimo x unidades do produto y."
"O objetivo do governo é acabar com o analfabetismo no Brasil."
"A meta é acabar com o analfabetismo até o fim do ano 2005."

_ MIOSOTES / MIOSÓTIS
As duas formas são corretas. Miosótis são pequenas flores azuis, também denominadas "não-te-esqueças-de-mim".
Observação: A palavra "miosotes" é paroxítona e não leva acento porque não há regra que o justifique. Todavia, a palavra "miosótis" também é paroxítona e é acentuada porque existe regra que justifique o acento: todas as paroxítonas terminadas originalmente em "i", "is" são acentuadas. Exemplos: lápis, táxi(s), íris, cútis, etc.

_ MISSA DO SÉTIMO DIA
Deve-se dizer "missa do sétimo dia", e não "missa de sétimo dia", como vê-se publicado em muitos jornais.

_ MIXTO QUENTE ou MISTO-QUENTE?
Deve-se escrever "misto-quente" (com s e com hífen).

_ A MORAL / O MORAL
- A MORAL: referente a um "conjunto de regras de comportamento".
Exemplo: Diante de algumas denúncias, foi colocada em dúvida a moral daquele candidato a prefeito.
- O MORAL: relativo a "ânimo, disposição".
Exemplo: O técnico tentava, com suas brincadeiras, levantar o moral do time, após a terceira derrota seguida.

_ MORTANDELA ou MORTADELA?
O certo é "mortadela".

_ MOZARELA / MUÇARELA / MOZZARELLA
O Dicionário Aurélio - Século XXI - traz as duas formas: mozarela e muçarela.
A forma "muçarela" é preferível, porque é a pronúncia brasileira mais usual para a forma italiana "mozzarella".

_ "MÚSICO" TEM FEMININO?
"Músico" é um substantivo sobrecomum, isto é, um substantivo uniforme, pertencente a um único gênero (masculino ou feminino), podendo designar os dois sexos.
Exemplos: a criança, a pessoa, a testemunha, o apóstolo, o ídolo, o carrasco, o indivíduo, o músico, etc.
Assim, tanto podemos dizer que "Rafael é um músico excelente, como "Adriana é um músico excelente".


 N
_ NACIONALIDADE / NATURALIDADE
- NACIONALIDADE: país de nascimento, condição própria de cidadão de uma nação;
- NATURALIDADE: município ou estado de nascimento.

_ NEÓFITO
Este termo significa novato, principiante, noviço. O neófito, na igreja primitiva, era o indivíduo recentemente convertido ao cristianismo. O prefixo neo vem do grego e significa "novo". Daí o tal de neoliberalismo (doutrina nova, em voga nas últimas décadas do século 20, que prega a redução do Estado na economia e na esfera social).

_ NUMERAIS
Existem quatro tipos de numerais:
1) CARDINAIS - aqueles que expressam quantidade: um, dois, três, quatro, cem, mil, etc.
2) ORDINAIS - servem para expressar ordem: primeiro, segundo, terceiro, décimo-quinto, centésimo-nono, etc.
3) MULTIPLICATIVOS - designam multiplicação: duplo, triplo, quádruplo...
4) FRACIONÁRIOS - servem para designar as frações ou partes de um todo: meia, metade, terço, um quarto, um sexto...
Por ser uma classe de palavra, nunca substitua os numerais pelos algarismos na hora de escrever, com exceção para as horas, as datas e as medidas (distância, peso, altura, etc.)
Exemplos:
Comprei três (e não 3) CDs, ontem, no shopping.
Ali vão duas (e não 2) irmãs muito bonitas.
Agora são 8 horas do dia25 de dezembro de 1997.
São Paulo fica à cerca de 400km do Rio de Janeiro.
Normalmente, os numerais ordinais têm função de adjetivo e se antepõe ao substantivo: primeira edição, segundo caderno, oitavo passageiro, quinto ano, etc.
No entanto, existem alguns casos em que o numeral ordinal deve ficar obrigatoriamente depois do substantivo, como nas referências de soberanos, príncipes, reis, ou indicando a sucessão de papas, e que deve ser indicado com algarismos romanos:
Príncipe Charles I, rei Dom João VI, papa João Paulo II...
Observação: Na pronúncia, deve-se usar o numeral ordinal até o número DEZ. Daí para frente, utiliza-se o numeral cardinal.


 O
_ OCTAGÉSIMO ou OCTOGÉSIMO?
O termo "octagésimo" é um típico caso de contaminação. O ordinal relativo a quarenta é "quadragésimo", o que se refere a cinqüenta é "qüinquagésimo", o de sessenta é "sexagésimo", o de setenta é "septuagésimo" (ou "setuagésimo") e o de noventa é "nonagésimo". Como se vê, todos os cardinais citados geram ordinais em que antes da terminação "-gésimo" aparece a letra "a", fato que leva a maioria dos falantes a estender o sistema ao ordinal de oitenta e, conseqüentemente, dizer "octagésimo". Isso explica, mas não autoriza o uso dessa forma, que não encontra registro em nenhum dicionário, nem no "Vocabulário Ortográfico", da Academia Brasileira de Letras. A forma registrada é "octogésimo", com "o" antes da terminação "-gésimo". É bom lembrar que quem tem oitenta anos é "octogenário" (e não "octagenário"). Agora, o contraponto: um poliedro de oito faces é um "octaedro", com "a" mesmo.

_ ÓCULO / ÓCULOS
Palavra que deve ser empregada sempre no plural, apesar de existir a forma singular "óculo".
Exemplos:
Esqueci meus óculos no táxi em que viajei ontem.
Ou ainda: Esqueci um par de óculos...
Outras palavras que devem ser empregadas sempre no plural: BRUÇOS ("Dormir de bruços"), COSTAS ("Dor nas costas"), HEMORRÓIDAS, PARABÉNS, PÊSAMES.
Observação: Existem palavras que têm seu significado alterado quando passam para o plural, é o caso de: BEM = VIRTUDE - BENS = PATRIMÔNIO; FÉRIA = SALÁRIO - FÉRIAS = PERÍODO DE DESCANSO. Aliás, tanto faz dizer que "ela saiu de férias" ou "ela saiu em férias". As duas formas estão corretas.

_ ÓTICO / ÓPTICO
Segundo o dicionário Aurélio - Século XXI - temos:
- Ótico: Relativo ou pertencente ao ouvido;
- Ótico 2: v. óptico;
- Óptico: Relativo à visão, ou ao olho; ocular.
Assim, o adjetivo "ótico" que deveria ser usado somente para o ouvido, por ser também uma forma variante de "óptico", pode ser usado para a visão, para o olho. O adjetivo "óptico", porém, só pode ser usado para a visão.
Quando relativo ao ouvido, o adjetivo "ótico" (de origem grega) pertence à família de que fazem parte palavras como "otite" (inflamação do ouvido), "otorrinolaringologia" (ciência que estuda o ouvido, o nariz e a garganta), "otalgia" (dor no ouvido), etc.

Meio e meia

Muita gente faz confusão: afinal, deve-se dizer sempre "meio" ou pode-se usar a "meia" também? Bem, a questão é que existe um numeral "meio" e um advérbio "meio".
Se você estiver usando o numeral, a palavra pode variar: "A menina comeu meio frango e meia torta de banana" ("meio", neste caso, é uma quantidade).
Mas, se você usar o advérbio "meio", a palavra não varia nunca:
"Depois de comer tanto, é claro que ela ficou meio mal…" (nunca, nunca mesmo, use "meia mal").
Depois de ler tudo isso, você vai saber que o correto é dizer:
"Ao meio-dia e meia (metade da hora), a criatura comilona foi parar na Emergência do hospital".

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Português do Brasil, português de Portugal

Assentamento - Chico Buarque


Quando eu morrer, que me enterrem na
beira do chapadão
-- contente com minha terra
cansado de tanta guerra
crescido de coração
Tôo
(apud Guimarães Rosa)
Zanza daqui
Zanza pra acolá
Fim de feira, periferia afora
A cidade não mora mais em mim
Francisco, Serafim
Vamos embora
Ver o capim
Ver o baobá
Vamos ver a campina quando flora
A piracema, rios contravim
Binho, Bel, Bia, Quim
Vamos embora
Quando eu morrer
Cansado de guerra
Morro de bem
Com a minha terra:
Cana, caqui
Inhame, abóbora
Onde só vento se semeava outrora
Amplidão, nação, sertão sem fim
Ó Manuel, Miguilim
Vamos embora

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

ENEM



MATRIZ DE REFERÊNCIA PARA O ENEM

EIXOS COGNITIVOS (comuns a todas as áreas de conhecimento)

I. Dominar linguagens (DL): dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica e das línguas espanhola e inglesa.
Este eixo é para definir até onde vai à capacidade do aluno para entender as várias formas de linguagem, seja um texto em português, um gráfico, uma tira de história em quadrinhos ou fórmulas científicas. A partir do delineamento desse eixo o aluno deverá demonstrar que entende os códigos verbais e não verbais. Poderá ser até mesmo na forma de uma equação de Física.

II. Compreender fenômenos (CF): construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas. 
  • Para entender os fenômenos naturais, processos histórico-geográficos o aluno deverá saber entender e reconhecer os conceitos que foram estudados e ainda dominar o eixo 1 (Dominar Linguagens), ou seja, saber ler diversas linguagens que transmitem o conhecimento sobre o fenômeno. Uma competência leva a outra.



III. Enfrentar situações-problema (SP): selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema.
  • Depois de dominar linguagens e compreender os fenômenos o aluno deverá ser capaz de solucionar uma questão ou problema. Ou seja, saber encontrar a resposta certa depois de entender o que se pede (Dominar a Linguagem) e ter informações sobre aquele fenômeno (compreender fenômenos).
IV. Construir argumentação (CA): relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente.
  • Este eixo é fortemente presente na redação, pois valoriza a capacidade de argumentação. A partir do conhecimento de um assunto ou tema, de forma que o aluno possa assumir uma posição e defender uma ideia. Para convencer outras pessoas a compartilhar os pontos de vista do aluno é necessário ter argumentos sólidos, inteligentes, bem fundamentados e conhecimento firme do tema que está sendo discutido.
V. Elaborar propostas (EP): recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
  • O ENEM quer saber a partir desse eixo se o aluno é capaz de opinar e propor soluções para o cotidiano e a vida real. É através desse eixo que será demonstrada a proposta de cidadania. É fundamental ter idéias, opiniões próprias e sugestões sobre como tornar o mundo melhor, com relação ao meio-ambiente, o desemprego, a pobreza e outros problemas sociais.
Por: Profº Francisco Rodrigues

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

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É O QUE TEM PRA HOJE: "POUCO PAPO E SÓ... SU-CEEEEEEES-SO!!!"



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